A história de uma animalista vegan que se tornou… Caçadora!

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A história de uma animalista vegan que se tornou… Caçadora!


Primeiro tornou-se vegetariana, depois decidiu ser vegan e foi também candidata pelo partido animalista holandês. O seu trabalho na National Geographic levou a que entrasse no mundo da caça, para fazer uma reportagem. Quando conheceu este mundo, descobriu a forma mais ética que existe de conseguir obter carne para consumo próprio.

Chama-se Marijke Ottema, é jornalista, psicóloga e trabalha para a National Geographic. Há uns anos decidiu escrever uma história sobre caça, uma atividade que estava contra a sua forma de pensar. Fê-lo “sem interesse, para explorar as possibilidades de comer carne sem usar a indústria alimentar da carne e para entender a caça”, como conta na sua página da internet, segundo a Jara Y Sedal.

“Para poder compreender completamente um caçador, decidi converter-me numa”, relata Marijke. Isto pode parecer normal na vida de um jornalista, que procura sempre uma boa história, mas há um detalhe que fazia toda a diferença: ela era vegan e, além disso, fez parte do primeiro partido animalista da Holanda, tendo concorrido a umas eleições como candidata.

Marijke estava disposta a ir contra os seus ideais vegans, contra a caça, e a infiltrar-se neste mundo que não lhe fazia sentido nenhum, mas valia a pena para conseguir publicar uma reportagem sobre isso.

“Sempre achei que consumir animais da indústria alimentar, como fazemos hoje, era um dos maiores erros dos nossos tempos. E continuo a achar isso”, revela Marijke numa das suas publicações no Instagram.

“Quando era pequena, sempre pensei que os animais não deviam estar enjaulados. Quando cresci, esta opinião não mudou. Tornei-me vegetariana e, posteriormente, vegan. Uni-me ao primeiro partido político que representava os direitos dos animais, o Partido pelos Animais (Partij voor de Dieren) e fui candidata por Amesterdão. Participei em manifestações e envolvi-me no debate público sobre a forma de tratarem os animais”.

À medida que foi amadurecendo, a jornalista do National Geographic, começou a perguntar-se se o seu amor pela natureza poderia ser compatível com o sacrifício dos animais, para se alimentar e comenta “Seria possível comer carne de uma maneira que fosse de encontro aos meus ideais? Decidi investigar estas questões, aproximando-me do mundo da caça”.

Marijke recorda então que “foi um caminho cheio de dúvidas e confrontos pessoais, de questionar ideias pré concebidas e adquirir novas experiências”. Mas quando entrou no mundo da caça, para fazer a tal reportagem, a sua forma de ver esta atividade mudou.

“Hoje em dia sou caçadora e atiro a animais, para depois os comer; mas atenção, os meus pontos de vista não mudaram”, revela Marijke, que continua a fazer campanhas pelos direitos dos animais e que nunca compra produtos feitos com carne da indústria alimentar. “Não estou a dizer para todas as pessoas se tornarem caçadoras, mas ser caçador e animalista é possível”.

Mas como é que podemos ser ambas as coisas? Marijke refere que os caçadores, animalistas, e ganaderos estão de acordo numa coisa: os animais não devem sofrer para nos servirem de alimento, “é um ponto de partida sobre o qual poderíamos gerar confiança e começar um diálogo positivo e construtivo”, revela.

Esta reportagem foi publicada na edição holandesa da National Geographic em dezembro de 2017 e, para além disso, houve ainda a produção de um filme relatando a sua experiência, que pode ver de seguida.


Fonte: 

diariodeumacaadora.com

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