POR QUE É IMPORTANTE TER UMA ARMA EM CASA?

ARMA EM CASA


POR QUE É IMPORTANTE TER UMA ARMA EM CASA?

Muitos guerreiros recém-chegados no mundo da preparação, do tiro e da defesa, ainda se perguntam a importância da posse de arma em casa, e quais seriam as razões para isso.  

Hoje, vamos explorar ponto a ponto como fatores conectados como a insegurança pública e a distorção de conceitos como a violência podem ameaçar o seu lar (e porque você deve estar armado).  

QSL? Então prossiga! 

VOCÊ É A PRIMEIRA LINHA DE COMBATE! 

Possuir uma arma de fogo é ter em mãos a maneira mais efetiva de equalizar forças e acabar com uma agressão injusta, tanto a você quanto aos seus próximos.Por isso, quando o assunto é home defense, ou defesa residencial, a primeira lição valiosa de se entender é: a violência é uma ferramenta

Quem ensina isso é Tim Larkin, expert em defesa pessoal e veterano da inteligência militar norte-americana, em seu livro ‘’When violence is the answer’’, no qual o autor explica como, quando a violência é a resposta, ela é a única resposta.  

A verdade é que os agressores utilizam a violência em seu máximo, dispostos a causar os danos necessários e mais extremos para atingir seus objetivos. A única maneira de repelir esses criminosos? Reagindo com letalidade superior.  

Na vida civil somos preparados para pensar na prevenção de todo tipo de dificuldade: crises financeiras, acidentes de trânsito, escassez, mas poucos são os que se previnem da violência. Quer uma prova disso? Larkin ainda comenta que 70% de seus alunos ao longo de mais de 20 anos de instrução, tinham sobrevivido a uma situação de violência antes de procurá-lo.  

No Ceará, estado com maior índice de homicídios do Brasil, a média para atendimento de ocorrências chega a 12.73 minutos, conforme os últimos dados disponibilizados. Esse período de tempo, ainda que pareça pequeno, é o suficiente para separar a sua sobrevivência, de uma tragédia familiar. Por isso, investir na aquisição da sua arma de fogo e, além disso, em treinamentos constantes, é fundamental para se preparar com eficiência contra a criminalidade violenta.   

O PREPARO É IMPRESCINDÍVEL


Tenha isso claro na sua mente: sua sobrevivência é questão de preparo. Diferentemente da maioria, você não precisa sofrer uma tragédia violenta para estar pronto pra tudo e ser altamente eficaz na sua defesa.

Para isso, a escolha de não ser uma vítima é o primeiro passo da sua preparação.

Já dissemos que a posse da arma de fogo é o meio mais eficaz para incapacitar um agressor.

Mas você sabe o que mais é necessário para assegurar isso, ?

Tão importante quanto estar em posse de um armamento de qualidade, é fundamental estar preparado técnica e mentalmente para o combate e, apesar de pouco mencionado, o pós-combate.

MANEJO DO ARMAMENTO 

‘’A melhor técnica é aquela que te traz vivo para casa’’. 

ANDRADE – ACOMBAT

E no contexto da defesa residencial, a afirmação não poderia ser mais verdadeira e próxima. De encontro com essa afirmação, podemos falar da necessidade de se treinar o básico do tiro de defesa e manejo de armamento como: técnicas de saque, solução de panes, APH tático e tomada de abrigo. 

Para ilustrar isso no padrão, a experiência dos guerreiros policiais sempre é útil. Por isso, vamos falar de forma rápida do que nos conta o FBI dos Estados Unidos. 

estudo compilado feito pela ‘’Policial Federal” norte-americana reuniu e cruzou estatísticas sobre policiais tombados em confrontos armados entre 2009 e 2018. A pesquisa trouxe à tona uma realidade difícil: apenas 107, dos 510 policiais tombados, conseguiram realizar disparos contra o agressor e, destes, apenas 19,3% atingiram o criminoso.  

Lembre-se que falamos de agentes de segurança que experienciam o treinamento, via de regra, com muita mais frequência que civis em outras profissões, e estão familiarizados com o estresse, as adversidades e as perturbações das trocas de tiro. 

Enfim, é possível dizer com base nela, que o treinamento com o manejo da arma de fogo e sua utilização tática deve ser constante, crescente e de qualidade. Por isso, cada tiro deve ser pensado no treino. Considere diversos cenários, simule o estresse o mais próximo possível da realidade e aumente as suas possibilidades de êxito em defesa. Afinal de contas, 19,3% de 1000, é muito melhor que 19,3% de 10.  

PREPARO MENTAL

Ele estava cansado. Depois de um dia exaustivo, chegou novamente tarde ao lar. Checou os filhos e a esposa. Todos dormindo. Tomava um rápido banho e – um barulho estrondoso na porta da frente. Ele lembra que não trancou a porta. A adrenalina é tanta, que sequer consegue fechar a torneira. Não sente seus dedos. Alguém entrou. 

Você, muito provavelmente, sentiu angústia lendo esse trecho, certo? Ele serve para ilustrar duas coisas essenciais de se considerar quando em treinamento para situações de home defense:

ESTADO DE ALERTA

Sim, em casa, o estado de alerta tende a ser muito mais apaziguado e, afinal, somos seres humanos. A mente demanda descanso. Por isso, antes de baixar seu estado de alerta, certifique-se de obedecer protocolos rápidos de checagem. 

As portas estão trancadas? E as janelas? O alarme está ligado? São perguntas básicas a serem feitas. E tão importante quanto, assegure que o meio mais efetivo para sua defesa, sua arma de fogo, esteja em condições imediatas de emprego, próximas de você. Vale utilizar a ‘’técnica do 1 metro’’ como norteadora.  

CONTROLE DE ESTRESSE

O estresse é um estímulo poderoso do nosso corpo. Uma vez que nossos sentidos (predominantemente, nesse contexto, visão e audição), captam a ameaça, ela é processada na amígdala, que logo manda a informação processada ao hipotálamo.   

O resultado: o sistema nervoso simpático é ativado, e em uma fração de segundos, bombeia no sangue o hormônio da epinefrina (adrenalina). Os sentidos são altamente aguçados, o volume respiratório aprimorado, e o volume cardíaco acelerado promove a alocação do sangue para os músculos maiores. 

Lembra que no exemplo, o homem não era capaz nem de sentir os dedos, o que tornou impossível desligar o chuveiro? Na realidade, esse é um dos efeitos amplamente relatados que vivenciam os combates, como: 

– Visão de túnel (dificuldade em perceber a visão periférica). 

– Choque, ou como conhecido informalmente ‘’colar as placas’’: um estado transitório comum entre a percepção do perigo e o processamento da informação para uma tomada de atitude combativa.  

– Perda significativa da sensibilidade do tato (extremidades do corpo, habilidades táteis com os dedos). 

Por isso, aqui vale salientar o treinamento frequente sob estresse, de forma a geri-lo com mais agilidade em circunstâncias de extremo perigo, quando a eficiência no combate significa vida ou morte.  

LEGÍTIMA DEFESA E O PÓS-COMBATE 

O pós-combate é um dos temas mais deixados de lado quando o assunto é Legítima Defesa. A legítima defesa é tecnicamente uma excludente de ilicitude presente em nossa legislação, que por sua vez, quando reconhecida judicialmente, exclui o crime.  

Em outras palavras, aplicando às circunstâncias da defesa residencial, pense o seguinte: quando você reage com sucesso a uma injusta agressão (como uma tentativa de roubo), seja ela direcionada a você ou a uma outra pessoa, você não será julgado pelo crime de homicídio. É como se ele nunca tivesse existido. 

No entanto, cabe dizer que a lei pune os excessos, isto é, o uso da violência mesmo após o agressor ter parado seu crime. Por isso, a utilização da arma de fogo deve se limitar à neutralização da ameaça. Uma vez garantido que o criminoso está fora de combate e totalmente incapacitado, deve-se igualmente suspender os disparos. 

Entretanto, a regra é clara: defenda-se a si mesmo e à sua família. 

ESTEJA PRONTO PRA TUDO



Fonte: 

Invictus



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