As dez características humanas que os sobrevivencialistas deveriam evitar

As dez características humanas que os sobrevivencialistas deveriam evitar


As dez características humanas que os sobrevivencialistas deveriam evitar


Sartre disse certa vez: “o inferno da gente são os outros”. Por que será que é tão difícil conviver com os outros seres humanos?

No nosso estado normal de civilidade e ambientação encontramos seres naturalmente complicados em todos os círculos de convívio. Existem vários tipos que nos fazem mal e nem sequer imaginam o quanto. A qualquer instante, qualquer pessoa pode nos desequilibrar. E muitas das vezes nós não sabemos reagir ou nos defender destes tipos, porque fomos ensinados a sermos sociáveis, a achar que algumas posturas socialmente deletérias como “normais” e a lidarmos com essa “diversidade” de forma passiva.

Mas o inverso também pode ser verdadeiro: nós podemos ser o inferno na vida de terceiros! Já pensou nisso? Quantos de nós acreditam piamente que somos perfeitos e que o errado é sempre o outro? Será que o problema estaria conosco, já que muitas das vezes falamos do outro aquilo que não queremos admitir em nós?

Este texto busca apresentar alguns perfis específicos que interessam excepcionalmente aos SOBREVIVENCIALISTAS, pois são os tipos que tem grande chance de nos colocar em risco nos momentos nada convencionais, onde nossa sobrevivência poderá estar em jogo. Pense que pode ser justamente uma figura, das citadas abaixo, que o destino colocará ao seu lado, compondo a situação crítica contigo. O quanto essa pessoa pode piorar ou tornar a solução quase impossível? Então avaliemos friamente: quem pode ser nosso entrave à sobrevivência?


1º) O “joão-sem-braços”

Sabe quando tudo parece muito mais fácil quando foi o outro quem fez/tem/conseguiu? É uma pessoa bem daninha, pois gosta de sair-se bem à custa do esforço alheio. Costuma ser invejoso, sem consideração, aproveitador e egoísta, e para esse tipo vale tudo: passar por cima, furtar, dissimular, usar sem permissão, roubar e até matar para conseguir aquilo que os outros tiveram o esforço de produzir, adquirir ou construir. Aquilo que VOCÊ ousou investir tempo, esforço e/ou dinheiro pode estar na mira de um joãozinho desse, cuja filosofia de vida é tipo “lei de Gerson”.

Veja quem do seu círculo de relações tem esse perfil e descubra como se manter longe desta figura. E especialmente: não mostre ou deixe nada à vista, para que ele não possa cobiçar!


2º) O pidão:

Conhece a expressão americana IWWIWWIWI? A sigla é a abreviação para “eu quero o que eu quero e quando eu quero”, isto é, pessoas que anseiam por gratificação instantânea. A luxúria do “preciso ter isso agora” fará com que muita gente passe por maus bocados se/quando algum evento fortuito e acima de nossa vontade acontecer. Esse perfil é mais ou menos fácil de descobrir: são os que acham que tudo está ao seu dispor, que o universo surgiu para eles e que os demais são apenas ponte para seus delírios do “quero”. E não estou falando só da geração Y, o perfil pode ser visto em pessoas de qualquer idade: elas não percebem as necessidades alheias, tem dificuldade de ouvir as outras pessoas e falam de si o tempo todo (narcisistas). Se acham superiores e melhores do que as outras, exageram quanto aos seus talentos e estão sempre à espera de que você as inveje e admire. É o tipo que, em casos extremos, não ofereceria ajuda a ninguém. Guarde uma caixinha de “NÃOS” para oferecer para este tipo no momento certo, sem dó, nem pena. Ou corra deles, Forrest!

Cuidado para o tipo pidão não acabar virando o “joão-sem-braços”! O imediatismo faz com que as pessoas queiram até o que não tem capacidade de ter e em momentos de crise quem tem algo do interesse delas torna-se alvo fácil da voracidade destes perfis. Faça uma autoanálise e verifique se você mesmo (ou os seus próximos) não tem esta personalidade. E livre-se disso, cruz credo!


3º) O bocudo:

Tem gente que gosta muito de falar. Mas tem gente que não só gosta de falar como “fala demais”! Às vezes nem é uma pessoa que se possa considerar como fofoqueira, mas é o tipo que gosta de aparecer: falastrão, indiscreto e inconveniente. É tão entusiasmado em contar novidades e de falar sem pensar antes, que pode (consciente ou inconscientemente) te colocar em perigo se souber algo “interessante” sobre você e sua vida. A pessoa fala demais e pode acabar falando o que não deve, se enrolando depois. Ou pode te colocar em situação periculosa.

Perceba que tem coisas sobre as quais é melhor ficar calado. Veja bem quem está do seu lado, para quem você animadamente conta sobre suas aulas de tiro, seu estoque ou suas preparações. Ou mesmo sobre sua ideologia de vida e sua forma de ver o mundo. Se o cara simpático ao seu lado é do tipo que fala demais, evite se expor. Isso pode te salvar mais que o krav magá!


4º) O acumulador:

Sim, a compulsão por ter coisas, e mais coisas e mais coisas ainda, é uma doença social, fruto do capitalismo em última instância e a gente quase nem nota mais. Muitas das vezes achamos até normal, afinal de contas, as vitrines bacanas, as propagandas coloridas, os gadgets legais e as facilidades da compra on line são tão irresistíveis… não é mesmo???

Não sejamos sobrevivencialistas compulsivos (ou impulsivos!). Ter equipamentos é importante, mas o excesso de posses pode não te ajudar tanto quanto você imagina. Pelo contrário, pode te “ancorar” numa situação insustentável, já que, geralmente, os acumuladores são possessivos e ciumentos com seus objetos e não gostam de “largar o osso”.

Lembre-se também que um tipo acumulador, se estiver em situação crítica e continuando a desejar “ter coisas”, pode se tornar um perfil “pidão” ou pior, um “joão-sem-braços”. Ambos os tipos seriam bastante ruins de lidar em momentos fora do controle e já naturalmente estressantes. Faça uma auto análise: quem no seu entorno é um acumulador e como você mesmo pode ficar bem longe deste perfil.


5º) A vítima:

“Ó vida, ô azar” Esse é o lema universal desse tipo de gente que vive igual àquela personagem do desenho animado, a hiena Hardy. Não queira estar perto de uma pessoa assim! Imagine-se na situação mais caótica, mais extremada possível. Enquanto você está lá tentando resolver o pepino, tudo o que o vitimado te dá são lamentos do tipo “Miséria, não sairemos vivos daqui”… É a pessoa que não age, não se responsabiliza, prefere o caminho mais fácil: choramingar. Acredite-me, você não vai precisar desse tipo parasita que nunca saiu de sua zona de conforto como seu ajudante. Com todo esse pessimismo e essa apatia transbordante, ele pode inclusive minar sua vontade em resolver entraves e roer sua obstinação em buscar qualquer chance de salvação. Pior seria inclusive, sua vida depender dele!

O segredo está em identificar, o mais rápido possível, humanos cheios de temores, que carregam lenços à tira colo. Fique bem longe deles, pois não é possível corrigir ou ajudar alguém assim. Talvez a melhor coisa que você possa fazer é deixar ele no vácuo, quem sabe isso dê algum impulso para que ele aja por conta própria. Ou não… Mas lembre-se, se você insistir em ajudar esse incorrigível, poderão ser dois (ou mais) a lamentar as consequências.


6º) O super herói:

Ok, não preciso desfilar um rol de leis naturais e de probabilidades, nem mesmo explicar sobre o universo imaginário das HQs e filmes. Sabemos conscientemente que heróis não existem. Até porque é estatística pura: não é possível se dar bem em todas as situações, com todo mundo e durante o tempo todo. Simples assim. Somos humanos. Aceita que te doerá menos.

Esqueça o Rambo, esqueça a Mulher Maravilha ou o Homem de ferro. São legais só no nosso imaginário. Não queira ser um super herói ou super heroína, porque NINGUÉM o é! Você não tem super poderes e morre facinho, pode crer. Querer agir com heroicidade é o que também pode te colocar com um monte de tipo nº quatro à sua volta. Quantas pessoas vitimistas você sozinho conseguira salvar? Já viu a M que vai dar, né?


7º) O evasivo:

Sabe quando a coisa aperta e você olha para o lado procurando ajuda e descobre que a pessoa que estava bem ali SUMIU, justamente naquele momento mais crítico? Esse tipo sofre de síndrome do Leão da Montanha. Risco, desconforto, impasse, conflito? Pois é, eles dizem “saída estratégica pela direita” e subitamente você se vê sozinho na situação…

Tem gente que prefere evadir-se, ignorar o problema, ao invés de enfrentá-lo. É uma característica razoavelmente fácil de identificar, mas precisa de um pouco de convívio para sacar quem é o tipo boa praça, um tanto faceiro e metido engraçadinho ao seu lado.

E você? Conhece pessoas que largam tudo de mão quando veem uma dificuldade pela frente? Perigo DETECTED!


8º) O parvo:

Minha avó já dizia: “idiotas nascem em cachos”. Pode observar: você conhece pelo menos uma dúzia deles! São aquelas pessoas lerdas, que só riem da piada meia hora depois, leem o mesmo parágrafo três vezes e assistem compulsivamente a todo tipo de porcaria na TV, e AINDA acham graça nessas coisas, pois, afinal, não precisa pensar muito. Às vezes esses tipos permanecem muito tempo com olhos fixos no nada e/ou boca aberta. Conhece alguém assim?

No nosso cotidiano é até fácil se livrar deles. Basta deixar eles falando sozinhos… Mas na hora do aperto, pode ser que seja um lerdo que esteja no meio do seu caminho, te colocando entre a vida e a morte. Já pensou? Esteja atento ao delay time que algumas pessoas apresentam em certas situações corriqueiras. Acorde-as para a realidade, se puder. Tente aplicar a metodologia Riddick, e eventualmente grite: “VÊ SE MEXE ESSA BUNDA!”. Costuma funcionar. Ou não…


9º) O raivoso:

Sabe aquela pessoa que tem raiva de tudo? Reclama da vida, da mulher, dos filhos, do trabalho, do filme que viu, do pão na chapa que queimou… Parece que a vida está sempre lhe devendo algo e estão sempre se comparando com outra pessoa. Sofrem de insegurança, impotência e ansiedade. Podem ser intempestivos, arrogantes ou submissos. Ou oscilar entre todas estas (des)qualidades. Se a vida, que ainda está mais ou menos estável, não “está de bom tamanho” para ele, imagina quando ela sair dos eixos? Esse tipo é chegado em vinganças ou ações cheias de má intenção, pois não suportam o êxito alheio. Imagina ele ver que você está se preparando para sair rapidamente de um local em iminência de situação crítica? Ele pode ser a figura que vai furar seus quatro pneus neste exato momento.

Não queria te deixar meio paranoide, mas… sim, quero sim! Melhor um paranoico vivo que um desatento morto! Fique de olho nos seus vizinhos e colegas de trabalho!


10º ) O manipulador:

Eis aí, talvez, o tipo mais difícil de lidar. Por ser dissimulado, costumamos não decodificar sua falsa simpatia, amabilidade e confiança. Ele finge interesse e sentimentos, parece que te escuta e até pode te desviar de algumas situações problemáticas menores. Mas guarda todas as informações que pode ao seu respeito, e para que? Para usar tudo contra você na hora que ele bem entender, simplesmente para que você ceda em favor deles, para que faça o que eles querem. São verdadeiros carrascos que podem disfarçar-se de vítimas. Um perigo real já que eles sabem escamotear emoções e fazer as coisas acontecerem sem sujar as próprias mãos. Podem inclusive ser categorizados como psicopatas: pessoas que não sentem culpa ou remorso em infligir dor. Acredite que em momentos de crise, muitos irão se revelar algo próximo disso. Ao desconfiar ou reconhecer um tipo como esse, afaste-se o mais longe possível, pois o que eles fazem uma vez, costumam repetir.

Enfim… Quem disse que viver era fácil? Cada um destes perfis pode ser bem ruim de encarar no nosso dia a dia, imagina nas situações difíceis? Para os tipos mais passivos, talvez seja razoavelmente fácil livrar-se deles. Mas merecem especial atenção os tipos que podem se tornar um problema real, físico ou psíquico, para você, sua família ou o seu grupo. Eles podem ser destrutivos de maneira irrevogável ou podem potencializar um problema solucionável a uma escala inimaginável de complexidade.

Sabemos que todos os seres humanos merecem tratamento digno, mas não se está aqui incitando ninguém a infringir maus-tratos físicos ou psicológicos a quem quer que seja. Os tipos citados acima simplesmente não entendem o conceito de relação bidirecional ou superação e em nada contribuirão para a manutenção de nossa existência se/quando uma crise chegar. Tampouco podemos fazer algo para que percebam o engano existencial em que vivem e quão corrosivos eles são. Melhor reconhecê-los e evitá-los. A defesa é o melhor ataque.

Agora… Imagina todos estes tipos na sua cola durante um evento de força maior? Sobrevivencialismo não é um jogo, mas depende também de muita astúcia, boa percepção e rapidez de raciocínio. Apenas esteja atento.

Quem é o que? Como identificar os tipos de pessoas que temos ao nosso redor?

Quem é o que? Como identificar os tipos de pessoas que temos ao nosso redor?


OBS: A arte da imagem é baseada na foto de Otto von Guericke, o físico alemão

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Texto original de Moni Abreu, A Sobrevivencialista


Fonte: 

A Sobrevivencialista


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