TEOTWAWKI, ou como sobreviver num mundo que resiste às mudanças


TEOTWAWKI, ou como sobreviver num mundo que resiste às mudanças


“A transformação pessoal deve nos  ajudar a mudar da confusão para o conhecimento, da escravidão para a liberdade interior.”  Mattieu Ricard

 

Dizem que o fim do mundo como conhecemos já iniciou-se. Analisando friamente o que mudou nos últimos 100 anos da humanidade, isso faz sentido. Percebe-se que o mundo, que já não estava muito bom no milênio passado, ao virar o novo milênio, deu um salto… para o abismo. E tenho certeza que a queda vertiginosa prossegue vigorosa.

A cada novo produto industrializado, comercial de TV, mercado ou shopping center que surgem, o estímulo à produção e consumo desenfreado vem mantendo a ideologia da extorsão dos recursos da terra, que é de todos, em prol da riqueza de meia dúzia (que não vão parar de destruir até que os bens verdadeiros se acabem, ou seja, até o fim de TODOS nós!).  Com isso, fica claro que todo esse blábláblá ecofriendly-mundo-querido-eu-te-amo-e-vou-te-salvar era um grandessíssimo trabalho de Sísifo. Passamos décadas empurrando e empurrando “morro acima” todo o peso da tentativa de mudar o mundo, para ver tudo descer ladeira abaixo a cada peteleco dado por um político, banco ou corporação… E ultimamente tem sido tantos desacertos que nem sabemos mais para que lado vigiar!

Sabe a expressão de ordem “seja a mudança que você quer ver no mundo”? Esse não é (ou nunca foi) um lema muito prático, já que é totalmente subjetivo. Talvez tenhamos nos detido tempo demais em frases de efeito, palavras de ordem vazias ou assuntos que já nasceram evasivos.

E foi assim que perdemos o foco do óbvio: não há mais um mundo a salvar. O mundo que achávamos que conhecíamos, esse mundo que nunca nos pertenceu e que agora não nos sentimos mais pertencentes a ele, esse mundo acabou. Convenhamos, tudo o que podia ter dado errado, DEU ERRADO (obrigada, Murphy!). Mesmo que existam seres iluminados e incríveis ainda batalhando por aqui, o ponto de mutação ficou num futuro do pretérito.

Chegamos à tardia conclusão de que o planeta terra está cheio daqueles humanos que a Experiência de Milgram revelou ao mundo há 55 anos: ignóbeis, tolos, embotados, subjugáveis, perversos. E como bem escreveu a Eliane Brum “nascemos gente – mas só nos tornamos pessoas se fizermos o movimento”. Infelizmente 99% da população acha que pensar dói e fica lá, sentada no sofá, de frente para a televisão, se programando para ser o que Milgram constatou. Acreditam que não fazendo movimento nenhum, cansa menos.

“Meu otimismo está baseado na certeza que esta civilização vai desmoronar. Meu pessimismo em tudo aquilo que ela faz para arrastar-nos em sua queda.” – Jean-François Brient e Victor León Fuentes, no documentário De la Servitude Moderne

Mas… e agora? Como será possível sobreviver num mundo que resiste às mudanças necessárias?

Sim, sobreviver… Talvez seja isso o que importa: resistir aos efeitos nefastos de todos os desacertos já perpetrados nos últimos dez, senão cem anos de civilização…  Você sabe que no fim das contas, toda resolução de grande porte, está à mercê da luxuriante prevaricação de humanos doentes, justo aqueles que estão em situação de poder e superioridade (politica ou corporativa), infelizmente. Então, só nos resta focar nas resoluções do nosso microcosmo: nós e os entes próximos.

Eis a importância de ser sobrevivencialista: trazer conhecimentos, técnicas e habilidades para o micro universo e tudo o que tem a ver diretamente conosco. Promover uma fuga de base individual, dessas estruturas sistemáticas viciadas, simplificar ainda mais a vida, para uma tentativa de auto salvação. E não considero o individualismo aqui explícito como algo ruim, afinal, só mandamos em nós mesmos, só definimos rumos de nossas próprias vidas, só regulamos nossos próprios desejos, e páááhhhh.. é nóixx mesmos por nós mesmos! Lembrem-se: nascemos sozinhos e morreremos sozinhos, um universo único a preservar!

Dizem que as árvores são benfazejas e nos doam seus frutos. Mentira. Elas só estão tentando sobreviver, e, por acaso, agindo desta forma, alimentam o mundo todo.

Quantas árvores egoístas você já plantou na vida?

E… salvem-se!



Fonte: 

A Sobrevivencialista


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