Conheça algumas curiosidades sobre a blindagem 3A

 

blindagem 3A

Conheça algumas curiosidades sobre a blindagem 3A


Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo apontaram para um aumento de 47% das ocorrências de roubo de celulares entre maio de 2020 e maio de 2021. Diante desse quadro de insegurança, as principais empresas de blindagem veicular têm registrado um aumento nas consultas e, consequentemente, das contratações do serviço.

Segundo Olavo Ehmke, sócio-diretor do grupo empresarial Autobunkers Defense, com mais de 15 mil veículos blindados comercializados e 7 mil blindagens executadas, o mercado brasileiro convencionou a adoção da blindagem 3A por ela ser o nível mais alto em termos balísticos que o veículo comum suporta.

Segundo o empresário, a blindagem 3A suporta disparos de revólver, pistola, submetralhadora e Magnum 44 que tem alta energia cinética. Ele explica que o material balístico tem duas funções básicas. A primeira é conter o projétil. “A bala tem uma ponta perfurante e sai da arma girando em uma rotação bem alta. A primeira ação que a proteção tem que fazer é destruir o poder perfurante de penetração”, detalha.

A segunda é reduzir o impacto, absorvendo a energia cinética. Neste aspecto, a manta aramida tem função primordial, pois ela exerce resistência à projeção da bala. “A blindagem 3A tem por referência resistir a cinco tiros de um revólver Magnum 44 ou dez tiros de uma pistola 9mm”, exemplifica.


O Kevlar®, material que compõe a manta aramida, foi inventado por Stephanie Kwolek, pesquisadora e cientista da DuPont, em 1965. Ela buscava um material mais resistente para o revestimento de pneus quando se deparou com a fórmula do produto — até então um líquido que parecia não ter utilidade, mas, graças à genialidade e aos experimentos de Kwolek, tornou-se referência em proteção balística. O Kevlar® é “o plástico com resistência do aço”.

Com a evolução do material ao longo dos anos, descobriram-se infinitas aplicações para o Kevlar®: de equipamentos de proteção corporal de militares e policiais do mundo inteiro aos trajes de astronautas e proteção de espaçonaves; de fibras óticas no fundo do oceano a smartphones; e, claro, em uma de suas principais aplicações: a blindagem veicular.

Ehmke esclarece que a blindagem veicular é controlada pelo Exército e recebe o mesmo tratamento dos demais produtos controlados, como explosivos, armas, munições e materiais balísticos. Ele ressalta que o Exército controla e certifica os materiais balísticos e normatiza a forma destes materiais serem empregados nos carros, como os vidros, a manta aramida, a cola, o rebite e demais itens utilizados na blindagem.

O Exército em processo próprio verifica idoneidade do proprietário do veículo seja pessoa física ou os sócios de pessoa jurídica e então expede o documento de “Autorização de Blindagem. “Esse documento libera o veículo para iniciar o processo de blindagem. Quando o veículo tem a blindagem concluída a partir da apresentação das notas fiscais e do QR code de cada peça incorporada ao veículo, o Exército expede o termo de “Declaração de blindagem”, detalha.

Além da melhor proteção que a blindagem 3A proporciona, Ehmke salienta que outras blindagens de níveis balísticos inferiores não devem ser consideradas, pois impactam também negativamente no preço e liquidez de revenda do veículo. Embora a blindagem nível 2 garanta uma proteção balística razoável, por se tratar de segurança pessoal, o mercado exige o que há de melhor. Logo, se o cliente sentir que há algum risco, ele tende a rejeitar um veículo com proteção menor”, finaliza.

Como a blindagem é agregada definitivamente ao veículo é importante não só para o uso mas também para a revenda do veículo que o cliente escolha uma marca de blindagem de boa reputação no mercado.

“O critério, rigor e a forma de aplicação do material balístico no carro além do bom acabamento final da blindagem é que vai distinguir a confiabilidade do produto”, sentencia.



Por Soraia Sene

Fonte:

Sala de Armas



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