AN-94 Parte 2

fuzil AN-94

 

Fuzil AN-94 - Parte 2


A segunda parte da avaliação

Em 1986, Nikonov reformula o seu modelo, lançando assim o ASM (M de modernizado, “Modernizirovanniy”). Agora o modelo usa um carregador fixo, projetado para ser independente da caixa de mecanismo interno, dando assim mais segurança ao soldado. Aliás, o fuzil foi simplificado em seu desenho interno. Foi feito um novo mecanismo de alimentação, evitando o complexo sistema do carregador integrado, oferecendo assim mais estabilidade ao sistema. Além disso, alteraram o grupo do gatilho para burst de 2 disparos agora.


ASM.

A cadência de disparo era de 1.800 dpm quando selecionado em burst. Após isso, caía para 550 dpm quando selecionado em automático. Para dar maior controle em virtude da alta cadência de disparo, foi desenhado um novo compensador que dava maior estabilidade ao fuzil. A precisão era excelente e o controle do fuzil também. A precisão e controle fazia com que os soldados que testaram em campo notassem uma maior economia de munição em função do maior acerto de disparos.

No final dos anos 80 e começo dos anos 90, o modelo ASM recebe várias alterações. Algumas peças foram redesenhadas para serem mais compactas visando a ergonomia do fuzil, já que era considerado grande. Foi usado um maior nº de materiais compostos em sua produção visando maior resistência e diminuição de peso. Também foi feito algumas alterações de desenho de peças para que elas fossem produzidas em massa, como foi feito com o AKM-47 quando da transição do AK. Também foi alterado para que recebesse acessórios como miras, baioneta e lança granadas. Visando os soldados que vão embarcados, o fuzil usa coronha rebatível tal qual o RPK-74, sendo rebatível para o lado esquerdo.


ASM 2º modelo.

Os testes de campo mostraram que o modelo de Stechkin era mais simples, mas perdia no quesito precisão quando disparados em burts. Por sua vez, o modelo ASM perdia quando em regimes automáticos, mas ganhava na precisão quando se usava burst. O modelo ASM foi mandado para testes em várias regiões da Rússia, nas mais variadas intempéries e ficou constatado que ele tinha uma maior precisão se comparado com o AK-74 e também ao M16A2. O alcance efetivo do ASM era de 625 metros, o que era excelente.

O Ministério da Defesa russo chega a seguinte conclusão. O modelo ASM foi o que atendeu todos os requisitos, ter a melhor precisão em regime automático e em burst. Foi observado que o fuzil disparava com o menor índice de panes em várias condições de disparo. Também foi observado que a durabilidade do fuzil, de suas peças e eficácia geral dos disparos era maior que o modelo de Stechkin. Para tanto, foi estabelecida uma produção inicial de 120 fuzis para avaliações militares.


ASM 3º modelo.

Em 1991, os russos concluíram que o ASM havia preenchidos todos os requisitos e, mesmo disparando em condições desfavoráveis, era melhor que o AK-74. A meta era adotar o ASM como arma secundária, onde substituiria, gradativamente, o AK-74. Foi somente em 1993 que o ocidente teve conhecimento desse fuzil após o fim da URSS. Em 1994, o Ministério da Defesa recomenda a adoção do fuzil de Nikonov. Após mais uma série de testes, o Ministério da Defesa adota oficialmente o fuzil como Automat Nikonov 1994 AN-94. No ano seguinte começa a produção dos primeiros lotes.


Modelo final do ASM.

 

AN-94

Carregador inclinado? Rampa articulada para alimentação do cano? Caixa de mecanismo de disparo dentro da caixa da culatra? Roldana? Cabo de aço? Tudo isso em um fuzil? Sim, caro Leitor, você, não leu errado. Explicaremos esse relógio suíço made in USSR chamado AN-94.


AN-94.

Nikonov tinha ciência dos conceitos teóricos e práticos da alta cadência de disparo no programa alemão G11, onde a cadência era tão rápida que o fuzil disparava 3 disparos tão rápidos que o soldado sentia o recuo de 1 disparo quando, na verdade, nesse meio tempo haviam sido disparados 3 projéteis. Esse era a teoria do blowback de pulso deslocado. Para isso, o G11 tinha um desenho completamente diferente de qualquer outro fuzil e se a meta era bater o AK-74, seria impossível manter o desenho técnico de Kalashnikov.

A ideia do AN-94 era justamente essa. Uma arma que disparasse tão rápido que o atirador sentiria o recuo de 1 disparo quando na verdade eram 2 disparos. A cadência de disparo era tão alta que assim que o ferrolho fosse travado, 2 projéteis teriam saído do cano. Teoricamente, os 2 projéteis acertariam o mesmo ponto de impacto. No blowback de pulso deslocado, a velocidade do disparo é tão grande que o cano mal se levanta no 1º disparo, fazendo com que os 2 projéteis sigam uma trajetória quase igual ao mesmo tempo que o soldado sente o recuo de 1 disparo ao invés de 2. Falamos teoricamente porque na prática nem sempre acontecia isso.

AN-94. Note que a arma é mais voluma que os demais fuzis de assalto.

Os primeiros protótipos de Nikonov trabalhavam com burst de 3 disparos. Em testes com a arma travada em estativa, mostraram que o 3º disparo sempre errava o alvo. Porque é impossível manter uma arma estável e controlável em regimes automáticos para tiros precisos. Os engenheiros então alteraram o burst para 2 disparos. Para fazer isso com 2 disparos, havia todo um complexo mecanismo de disparo. O fuzil era tão complexo que as peças eram muito robustas, firmes, apertadas, visando uma maior durabilidade e confiabilidade sem comprometer a ergonomia do fuzil. Dentro do fuzil, por causa do método de disparo (que será explicado mais abaixo), havia um deslocamento de peças em uma velocidade alta pelo blowback de pulso deslocado. Isso fazia com que as peças se atritassem com mais força.


Desmontagem do AN-94. Note a complexidade das peças internas.

A alta complexidade do fuzil proibia uma manutenção fácil. Além da robustez e dureza das peças, as peças eram apertadas e todas próximas uma das outras. Isso era um pesadelo porque isso não permitia cavidades para que o soldado usasse os dedos de forma mais fácil. Era como desmontar um relógio suíço gigante. Isso só foi constatado quando os soldados passaram a testá-lo em campo. Na hora de desmontar e limpar o fuzil, não conseguiam como no AK-74. Passavam muito tempo só tentando desmontar e montar o fuzil. A complexidade dele era tamanha que o Ministério da Defesa russo limitou as compras de novos lotes. É por isso que ele foi adquirido em poucas quantidades. A bem da verdade todas as compras foram em lotes pequenos. O fuzil era caro, mas não tão caro assim para o que se propunha e a sua introdução gradativa. Somente a título comparativo, 1 AN-94 valia 5 AK-74. 

Mas temos que evitar uma confusão aqui. Se reparar, verá que o programa levou mais de 10 anos para ser terminado, o que é um absurdo. Isso se deu não somente pela complexidade, mas pela falta de dinheiro para o programa e pesquisas. Naquela época a URSS passava por uma série crise financeira que só piorou depois de 1991. A questão de dinheiro foi parcialmente amenizada porque desde o começo ele seria comprado em pequenos lotes, o problema era a complexidade do fuzil que beirava a loucura. Isso incidia também sobre a produção. A produção era demorada porque cada peça tinha que ser montada quase que artesanalmente. E mesmo assim, era comum o fuzil voltar para a linha de montagem porque uma peça estava mal encaixada.


AN-94 ostentados em comemorações russas.

Em virtude da sua pequena produção e adoção, o AN-94 foi visto como mais adequado para tropas especiais e de segurança. O soldado comum necessitaria de muito mais tempo e treino com o fuzil para estar apto a operá-lo. E mesmo assim, no campo de batalha, seria muito difícil fazer a devida manutenção. Aqui falamos do soldado médio, o soldado com uma aptidão média se comparada com outros soldados. Nesse diapasão o fuzil foi mais bem aproveitado com as tropas especiais. Membros dessas equipes tem um grau de instrução maior, mais adestramento e maior grau de aprendizagem pela seleção que é feita. Para eles, desmontar, manter e montar um AN-94 não é algo difícil, sendo assim um fuzil com um melhor aproveitamento.

Em uso, o fuzil cumpre o que promete. Ele não tem um sistema de balanceamento de recuo, apenas o blowback de pulso deslocado. A bem da verdade, tem um sistema parecido ao balanceamento, mas tem outros propósitos como será explicado mais abaixo. Para manter a arma controlável e precisa, um complexo compensador é usado. Note que, durante o processo de desenvolvimento, vários compensadores foram pesquisados. O compensador também funciona como quebrachamas. Ele tem duas câmaras e dois orifícios logo em seguida. Essas câmaras, além segurar momentaneamente o impulso do excesso dos gases, também represa parte das chamas.


AN-94.

O seletor de disparo é um ponto conflitante quando se estabelece simplicidade como requisito. A trava está acima do guardamato, fácil e prático. O seletor está também acima do guarda mato, no lado direito. É uma tecla onde você opta por semi, burst e automático. O problema é que essa tecla tem um curso muito curto. Para acionar, o soldado deve apertar a tecla e, pressionada, mover para frente, posicionando no regime que  ele quer usar. O problema é que esse curso tem um comprimento de algo em torno de 10 cm. Ele tem que ter extremo cuidado para colocar a tecla no regime desejado. A coisa vai piorar se ele usar luvas. Muito pior se for luvas de inverno.

Quem disparou é unânime. O fuzil em burst impressiona. São 2 disparos e você sente o recuo de 1. A dispersão dos disparos é mínima e excelente até 150 metros, onde os 2 projéteis acertam o alvo, um muito próximo ao outro. A 300 metros, passa a ter o mesmo rendimento de um AK-74. E em regime automático, a dispersão dos projéteis é igual ao AK-74. Desta forma o AN-94 deve ser melhor utilizado com burst em distâncias não superiores a 100 metros. O treino é importante porque em tiros de burst, é como se o soldado atirasse com um carregador de 15 cartuchos. A cada disparo vão 2 cartuchos. 15 premidas no gatilho e lá foi o carregador inteiro.


AN-94. Note como a baioneta é disposta.

E por falar no carregador, não notou algo de estranho? Note que nos fuzis convencionais, o carregador está praticamente alinhado com a base do cano. No AN-94, há uma grande distância entre o carregador e a base do cano. Isso é devido em função da rampa articulada que serve para o 2º cartucho no burst e nos demais em semi ou automático. Essa rampa está entre o carregador e a base do cano, por isso a distância citada.  Ao disparar, uma alavanca empurra um cartucho do carregador para essa rampa e ele fica ali parado. Quando o grupo de mecanismo interno recua, uma outra alavanca finalmente empurra o cartucho para a câmara do cano. A distância entre o carregador e a base do cano é algo em torno de 58 mm, que é o comprimento total do cartucho.

Esta não é a única alteração no carregador. Notou que ele é levemente inclinado para o lado direito? Não é um modismo. O complexo sistema de alimentação do AN-94 exige que ele seja deslocado levemente para que o cartucho seja introduzido na rampa com rapidez. Se o carregador fosse na posição normal, o fuzil seria alimentado normalmente porém a velocidade cairia um pouco por causa da posição da alavanca que em empurra o cartucho. Esse pouco é suficiente para que o impulso blowback de pulso deslocado perca eficácia, diminuindo o controle e aumentando a dispersão. Desta forma, ao inclinar o carregador, a posição é favorável para que o cartucho seja posto mais rapidamente na rampa de alimentação.


AN-94. Note o carregador na diagonal.


Se a posição do carregador ajuda no processo de disparo, atrapalha a vida do soldado. Algumas vezes o soldado apoia o carregador quando está em uma posição estável ou quer uma maior precisão do disparo. Pode ser qualquer superfície que dê estabilidade. Com o AN-94 isso é impossível. Os soldados que fizeram os testes de campo notaram que não conseguiam apoiar o fuzil, pois ele tombava para um dos lados em virtude do desequilíbrio. Com o AK-47, AKM-47 e AK-74 o uso como apoio chegava a ser corriqueiro, mas impossível com o AN-94.

E nem só isso atrapalhava a vida do soldado. A mira dióptrica se mostrou não muito boa. Embora aberta, ela limitava o campo de visão do soldado. Outro problema notado era a resposta de tiro. Quando o soldado empunhava o fuzil e fazia a mira, ele perdia mais tempo enquadrando a alça de mira porque, ao olho do soldado, o furo da mira não está no centro da alça e sim no lado esquerdo dela, já que parte da alça de mira está do lado direito. É natural ao fazer a mira olhar para o centro da mira e não ao lado dela. Em condições de baixa luminosa, também se perdia tempo fazendo a visada do alvo. E por fim, a mira se sujava muito fácil, já que não tinha nenhuma proteção lateral. O soldado passava mais tempo limpando a mira.


Note a mira dióptrica. Ela se sujava com muita facilidade e atrapalhava a visada lateral direita do alvo.

O AN-94 viu ação real. Na primeira guerra da Chechênia onde os russos tomaram uma surra, o fuzil foi usado em combate real. Foi em cima desses combates que os pontos acima foram relatados. Foi nessa guerra também que o AEK-971 também foi testado. O AEK-971 tinha sido rejeitado no processo de escolha. Pela sua simplicidade ele foi posto a prova de fogo porque isso chamou a atenção de muitos militares russos que viram na arma pontos positivos e válidos. É aquela velha máxima, só sabemos da eficácia do projeto quando ele é posto a fogo.

Assim como o AK-74, o AN-94 permite o uso de miras especiais com a mesma barra lateral da caixa da culatra que se tem no AK-74. Da mesma forma, ele também pode usar lançadores de granadas, como o GP-25 e GP-30. Para tanto, ele é fixado pelo trilho guia do cano. Para o uso das granadas, também se sugere o uso do amortecedor na soleira da coronha. A baioneta também pode ser usada.


As tropas especiais do Quirguistão usam o AN-94. Note que a mira ótica usa um adaptador lateral.

O AN-94 continua a ser usado por algumas unidades do exército russo e órgãos de segurança. Alguns países aliados da Rússia também o usam com suas tropas especiais, como o Quirquistão. Não houve mais interesse do governo russo em adquirir mais unidades do AN-94 porque se mostrou uma arma muito complexa e cara. Com o fim do programa G11 alemão nos anos 90, a Rússia não via mais a necessidade de uma nova superarma. A prioridade do governo russo passou a ser a substituição do AK-74 e, mesmo assim, tem se arrastado por muito tempo, focalizando uma arma mais barata e mais simples, conforme a filosofia de emprego do AK-47 ainda nos anos 40, uma arma simples e barata, de fácil treino, coisa que o AN-94 jamais poderia ser.


AN-94 com um lançador de granadas. Note a base de borracha na coronha para amortecimento.

AN-94

Calibre: 5,45 x 39 mm
Comprimento total: 943 mm
Comprimento do cano: 405 mm
Comp. com coronha rebatida: 728 mm
Peso: 3,8 kg
Cadência de disparo: 1.800/600 dpm
Carregador: 30 cartuchos


Como funciona

Caro Leitor, deixamos esta parte no fim porque o blowback de pulso deslocado é complexo de explicar como funciona e ia estragar a história se fosse contado antes. Tenha a mente aberta para uma coisa importante. Dentro da caixa da culatra existe um grupo de mecanismo em uma pequena caixa que contém o transportador do ferrolho, ferrolho e cano integrados, eles estão conectados mas não fixos.

Ao colocar o carregador, o soldado puxa a alavanca de manejo até o fim. Esse movimento vai fazer um cabo de aço se mover por uma roldana. Esse cabo de aço está ligado ao dispositivo que alimenta o cano. Ao puxar a alavanca para trás, o movimento ao contrário do cabo faz mover para frente esse dispositivo, colocando um cartucho do carregador não diretamente na câmara do cano e sim em uma rampa articulada. Nesse momento, a alavanca de manejo está no fim do seu curto. Quando o soldado a move para frente, essa rampa articulada move-se para cima ao passo que o dispositivo de alimentação insere finalmente o cartucho na câmara do cano.


Parte do grupo do ferrolho. Note a roldana com um cabo de aço. Esse mecanismo é responsável pelo rápido movimento de alimentação da arma. Ao lado pode se ver a alavanca de manejo.

A arma esta carregada e pronta para disparo. Ao disparar, o recuo faz com que aquela caixa de mecanismo interna se mova para trás, ou seja, o transportador do ferrolho, ferrolho e cano. Após o disparo, os gases entram em um orifício acima do cano, comprimindo o pistão que faz mover o transportador do ferrolho. Neste momento os ressaltos do ferrolho giram para a esquerda e se alinham com as saliências da câmara do cano, destravando o ferrolho. Por sua vez, a caixa de mecanismo interna se move alguns milímetros, juntamente com o cano. Isso serve para amortizar o recuo e fazer com que a câmara do cano esteja mais perto da rampa alimentadora.

Nesse movimento, a pressão interna diminui a níveis seguros e o ferrolho vira para a esquerda, destravando-se da câmara do cano e ejetando quase que ao mesmo tempo a cápsula do cano. O transportador do ferrolho desloca-se para trás em uma alta velocidade enquanto que o cano ainda se movimentando mais lentamente. Note que temos duas partes recuando em velocidades diferentes. Ao chegar ao fim do retrocesso do transportador do ferrolho, aquela roldana entra em cena, movendo o dispositivo de alimentação para frente, colocando um 2º cartucho na rampa enquanto o cano ainda se locomove para trás em virtude do primeiro disparo. Quando o cano chega ao fim do seu curso e se prepara para voltar à posição inicial, o 2º cartucho (na rampa de alimentação) é introduzido na câmara enquanto o cano ainda se locomove nos seus instantes finais de retrocesso.



Note a cápsula sendo retirada enquanto que o cartucho do carregador está pré-posicionado em uma pequena rampa. Enquanto o grupo do ferrolho ainda move para trás, essa cápsula é ejetada e o cartucho na rampa é inserido na câmara do cano enquanto o cano ainda se move para trás.

O movimento da roldana com o cabo de ação continua, colocando um cartucho novo na rampa alimentadora e em seguida é colocado na câmara do cano. Nesse momento, o cão bate no percussor do ferrolho que foi descolado para frente junto com uma mola situada atrás justamente para isso. Tudo isso enquanto o cano recém chega ao final do seu curso de retrocesso. Nesse momento, o 2º cartucho é disparado, ainda com o cano no final do seu curso. O projétil sai e aí então começa o cano a voltar para frente impulsionado pela mola recuperadora, junto com a caixa de mecanismo interna, transportador do ferrolho, ferrolho e cano. O ferrolho chega à câmara do cano. Os ressaltos do ferrolho passam pelas saliências da câmara do cano, rotacionando o ferrolho para a direita e assim travando o ferrolho para o próximo disparo.

Se notar, foram 2 disparos com 1 movimento de retrocesso de cano. A mola recuperadora está em um tubo localizado abaixo do cano. É essa mola que faz a caixa de mecanismo interno ir e voltar. E sobre a estrutura dessa mola está o trilho guia do cano, que permite o movimento de ida e volta, mantendo a precisão do disparo. Caro Leitor, se você achou isso surrealista, parabéns, você entendeu o sistema! Como pode ver, o conceito é simples e eficaz, mas a mecânica para isso é algo fora da realidade.


Fonte:

Arma Bellica


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