Pare de ser vira-lata: o brasileiro tem sim cultura para ter armas.

brasileiro tem sim cultura para ter armas.

 

Pare de ser vira-lata: o brasileiro tem sim cultura para ter armas.


Por Bené Barbosa


De todos os argumentos contra o uso de armas de fogo, seja para esporte, colecionismo ou defesa, para mim não há argumento mais ralé, e ao mesmo elitista, que dizer que o brasileiro não tem cultura para possuir tais instrumentos. Nas palavras de Nelson Rodrigues, criador do chamado complexo de vira-latas: “entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima.”

Sim, é exatamente assim que o brasileiro se vê, aliás, vê os outros, pois nunca vi alguém dizer que por ser um ignorante, um inculto, não merece o direito de se defender, de dirigir ou de votar. Como sempre acontece, o problema são os outros! Não raramente, quem afirma isso, com ares de superioridade intelectual são os membros da esquerda caviar. Tal discurso, elitista e preconceituoso, encontrou solo fértil no Brasil, onde anos e anos de governos de esquerda pregaram e continuam pregando que o fator socioeconômico e cultural — educação resolve tudo! — é o responsável pela criminalidade e homicídios. Sim, foram os socialistas, os pregadores da igualdade, que incluíram o fator econômico como um excludente para exercer a legítima defesa. Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma sobretaxaram armas e munições e criaram taxas que visavam “desestimular o comércio (legal) de armas no Brasil”, o que na prática significava impedir que pessoas mais pobres e menos cultas tivessem a possibilidade de adquirir armas de fogo. Muito preocupados com a igualdade e defesa dos mais pobres esse pessoal, hein?

Essa era uma loja de armas de São Paulo em 1987 (propaganda na Revista Magnum). Note as prateleiras cheias de rifles e espingardas e o balcão lotado de armas. Nessa época, bastava entrar na loja com RG e CPF, pagar uma taxa mínima e você comprava a arma. Em 48 horas estava tudo pronto. Havia “faroeste” no meio das ruas? Não. As pessoas se matavam com armas em “brigas de bar”? Não. Havia quase 60 mil assassinatos por ano como temos atualmente? Havia caos nas ruas se a polícia eventualmente parasse um dia que fosse? Não.
Em 1987 foram assassinadas 23 mil pessoas no Brasil (16,2 homicídios por 100 mil habitantes contra os atuais 29,1 homicídios por 100 mil habitantes). Havia muito mais segurança do que hoje. Cada brasileiro pode e deve voltar a ter a liberdade para se defender. A liberdade funciona.

Pelas minhas andanças pelo Brasil a trabalho ou passeio, conheci todo tipo de gente e foi no interior, entre gente pobre, quase beirando a miséria, muitas vezes analfabetos que pude constatar o que sempre defendi: que escolaridade elevada não torna ninguém moralmente melhor ou pior. Não é a pobreza que transforma pessoas em assassinos. Perdi a conta de quantas casas e pequenos sítios estive, onde, ao lado da cama, perto do fogão à lenha, lá estava uma cartucheira, um revólver, que nunca foram usados para o mal, muito pelo contrário.

No ambiente urbano isso não é diferente. Quando casei, morei por alguns anos na periferia de São Paulo, mais precisamente na COHAB II de Carapicuíba, local tido como violento. E o que pude constatar foi exatamente a mesma coisa! Havia gente de bem armada e havia bandidos armados, mas somente esses últimos cometiam crimes utilizando-se de armas, veja só, ilegais! Cabe lembrar que até 1997 o porte ilegal de armas nem crime era, não passava de uma simples contravenção penal. A posse então, ou seja, ter uma arma em casa era tão corriqueiro quanto ter um liquidificador e os únicos que se incomodavam com isso eram os bandidos que evitavam ao máximo adentrarem em casas onde houvesse alguém. Nem por isso o Brasil era um “bang-bang” como os filmes de Hollywood, muito pelo contrário. Ninguém saía dando tiros por qualquer batidinha de trânsito e brigas de família não acabavam em tragédia por conta disso.

Será que o povo brasileiro regrediu tanto assim? Nos tornamos menos civilizados e menos cultos? Bom, se isso aconteceu — eu sei que não aconteceu! — foi culpa da própria esquerda que esteve à frente de sucessivos governos. Basta comparar com outros países próximos. O Paraguai tem hoje a terceira menor taxa de homicídios (7,98) da América do Sul, perdendo apenas para o Chile (2,97) e o Uruguai (7,81). Os três países possuem leis incomparavelmente menos restritivas do que a brasileira e o Uruguai é o país mais armado da América Latina. Falei mais sobre isso no artigo Como o Paraguai destrói toda a argumentação desarmamentista usada no Brasil, vale a pena dar uma lida.

Vou encerrando por aqui e me despeço com um singelo pedido: deixe de ser vira-lata ou pelo menos pare de medir os outros pela sua régua.



Fonte:

Medium


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