OPERAÇÃO HUSKY DAVA INÍCIO A QUEDA DE MUSSOLINI

OPERAÇÃO HUSKY


A OPERAÇÃO HUSKY DAVA INÍCIO A QUEDA DE MUSSOLINI


A invasão da Sicília pelos aliados foi um marco para o fim do regime fascista durante a Segunda Guerra Mundial


Na madrugada do dia 9 para 10 de junho de 1943, os aliados, grupo composto pelos quatro grandes na época — China, Reino Unido, URSS e EUA — promoviam a execução da Operação Husky, considerada a maior batalha de blindados que já ocorreu na História, sendo um marco para o fim do regime fascista na Itália e, consequentemente, detendo o presidente Benito Mussolini na Sicília.

Sendo um dos fatos mais importantes da Segunda Guerra Mundial, a invasão durou mais de um mês e conseguiu destituir o ditador italiano gradativamente ao cercar as forças armadas do país europeu.

Sabendo disso, o site Aventuras na História separou algumas curiosidades deste impressionante fato histórico.


Confira 5 fatos sobre a Operação Husky, na Sicília. 


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1. Plano de fundo

Apesar de iniciar em julho, a decisão de executar o plano se deu em janeiro daquele ano, após o êxito ao bater as tropas nazistas no norte da África. Com isso, o general norte-americano George Smith Patton foi nomeado como o líder da Operação logo após a Conferência de Casablanca, sendo encarregado a estudar o eixo e realizar a invasão mais efetiva.

O objetivo do ataque visava liberar a região do Mar Mediterâneo para a criação de bases aéreas e passagens navais mais próximas da Alemanha, que ainda estava fortalecida, aproveitando da fraqueza italiana, como informou a página de Educação do portal Terra. Em junho, uma série de bombardeios foi iniciada, preparando a chegada das frotas.



2. Recordes históricos

A ocasião resultou na maior operação de desembarque marítimo de toda a história militar até hoje, com cerca de 405 mil oficiais se locomovendo na calada da noite para a costa siciliana.

Com eles, desceram também impressionantes 1,8 mil canhões e mais 600 tanques de guerra, registrando também o início da batalha com maior número de veículos blindados em todos os conflitos.

Fotografia de blindado capturada durante a Operação Husky / Crédito: Wikimedia Commons / Domínio Público / U.S. Army


Para confrontar os grupos de alemães e italianos no país invadido, a Operação Husky contou com o Sétimo Exército dos EUA, o Exército Canadense e o Oitavo Exército Britânico como linha de frente da força invasora, retirando os rivais com facilidade logo nos dias seguintes, segundo registra o portal da enciclopédia Britannica.




3. Interferência de Hitler

Os bombardeios em datas anteriores a invasão resultou em um esgotamento excessivo por parte dos militares italianos e alemães, fazendo toda a diferença para a eficácia na rendição geral. Adolf Hitler e seu articulador militar, Hermann Göring, no entanto, não quiseram deixar apenas por isso, como reportamos anteriormente.

Ao descobrir o ataque, organizou suas forças militares para desviar um quinto de todo o exército alemão para a Itália na tentativa de impedir a invasão, estimando o envio de aproximadamente 70 mil homens.


Mesmo assim, a tentativa não obteve sucesso, sendo concretizada apenas no final de julho, quando a expulsão já estava avançada pelos Aliados. 




4. Deposição de Mussolini

Detalhado pelo portal History, o líder fascista da Itália, Benito Mussolini, foi retirado do poder durante a Operação Husky; sem a capacidade de deter a proeminente invasão, o Grande Conselho Fascista acabou decidindo que o político deveria deixar o cargo pois reconheciam que as derrotas recentes garantiam a perda da guerra.

O líder fascista Benito Mussolini em fotografia oficial / Crédito: Wikimedia Commons / Domínio Público


Pouco após o conselho onde sua deposição foi votada, ele ainda se reuniu com o rei Vítor Emanuel III, sendo preso e informado que o comando do estado seria repassado ao general Pietro Badoglio. Sem oferecer resistência, ele foi levado para a ilha de Ponza e não pôde mais mediar o conflito.




5. Conclusão da Operação

De acordo com o Business Insider, a invasão foi considerada concluída na manhã de 17 de agosto de 1943, quando atingiram a comuna italiana de Messina e alcançaram os últimos soldados italianos ainda não-rendidos liberando a passagem continental entre a costa do local com Sicília.

Com isso, os 38 dias de combate tiveram a estimativa de 29 mil soldados do Eixo mortos ou feridos, além de 140 mil capturados. Os Aliados também sofreram baixas; 2,2 mil americanos foram mortos, além de mais 6,5 mil feridos ou capturados, além dos britânicos, que totaliza 2,7 mil perdas e 13 mil baixas.



Fonte:

Aventuras na Historia

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