ASSISTÊNCIA DE TRANCAMENTO DO FERROLHO

 

FERROLHO ARMAS DE FOGO


ASSISTÊNCIA DE TRANCAMENTO DO FERROLHO


Por: Russo Mike

Até a década de 1950, grande parte dos rifles da 2° guerra Mundial ainda imperava nas forças armadas do ocidente, com as tradicionais fabricantes de armas empenhadas na produção desses modelos para reposição, ou envoltas em pesquisas de armas revolucionárias para seus governos.

Nessas circunstâncias, algumas empresas com pouca, ou nenhuma, tradição no desenvolvimento de rifles, tiveram visão de mercado e passaram a investir em novos projetos, principalmente em torno do conceito dos “fuzis de assalto”, introduzidos pelos nazistas no final da segunda guerra Mundial, de modo a terem um diferencial atraente para esse nicho de mercado, carente de novidades acessíveis para a maioria dos países ocidentais que buscavam se modernizar para os novos desafios da guerra fria.

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Primeiros “fuzis de assalto”: STG44 e STG45

Com a demora nos estudos e desenvolvimentos das grandes empresas, e com o fuzil de assalto soviético, AK47, começando a aparecer em números cada vez maiores nas mãos de guerrilheiros em conflitos ao longo da década de 50, logo muitos países correram para buscar novos conceitos de armas que pudessem ser produzidos rapidamente e com custo aceitável, mesmo que ainda não tivessem sido amplamente testados, de modo que pudessem contrapor essa ameaça iminente no campo de batalha moderno.

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Kalashnikov AK47 Tipo 1

Projetos de empresas, até então, sem expressão no desenvolvimento de rifles, mas que apostaram no conceito do fuzil de assalto mais simples, como: a belga FN Herstal, a alemã H&K (que adquiriu e refinou o projeto da espanhola CETME), e a americana Armalite (que posteriormente vendeu seu projeto para Colt); logo monopolizaram o mercado de fuzis, irradiando suas variantes pelo “Mundo Livre”.

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De cima para baixo: FN FAL, H&K G3 e Armalite AR 10.

Porém, o problema é que a falta de tradição dessas empresas, somada a pressa com que desenvolveram seus fuzis de assalto, para lucrar com esse nicho de mercado, não permitiu programas de desenvolvimento prolongados, com testes operacionais suficientes antes da conclusão dos layouts propagados em massa. Quando os conflitos expressivos surgiram, acabou percebendo-se que conceitos novos podem ser uma armadilha, quando ignoram a experiência em combate de veteranos no processo de desenvolvimento do armamento.

Durante, e imediatamente após a 2° guerra Mundial, os principais rifles/fuzis tinham a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, no caso dos semi automáticos, como: M1 garand, SVT40, Gewehr 43, SKS e FN49; e no próprio ferrolho, no caso dos rifles de ação manual(bolt action). Essas armas ainda eram baseadas no conceito de alimentação por clipes, por cima da arma, mesmo as que poderiam ser alimentadas por carregadores tipo cofre, mantinham a possibilidade da alimentação por clipe, de modo que o conjunto do ferrolho ficava demasiadamente exposto a detritos, e com a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, havia a possibilidade de forçar o trancamento do ferrolho, quando em situações extremas do combate, onde a arma estivesse com excesso de sujeira no mecanismo e não houvesse a possibilidade de realizar manutenção adequada, permitindo o soldado continuar em combate, mesmo que praticamente em ação manual. A alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, serve ainda para permitir o correto trancamento do ferrolho após a checagem de rotina da câmara, e até mesmo permitir a alimentação da arma de modo silencioso, quando a necessidade do combate exigir.

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De cima para baixo: alimentação por “clip” no M1 garand, SKS e FN49

O novo conceito de fuzil de assalto, trazia consigo uma nova configuração da caixa da culatra, cobrindo todo o conjunto do ferrolho, e com a alimentação por carregadores tipo cofre, que minimiza muito a entrada de detritos no mecanismo da arma, embora os precursores desse conceito, STG44 e STG45, ainda tivessem mantido a alavanca de manejo solidária ao transportador, o que deixava uma grande lacuna exposta na caixa da cultura, para permitir a movimentação da alavanca, se tornando um ponto vulnerável a entrada de detritos no mecanismo da arma.

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Observem a lacuna na caixa da culatra do STG 44, em cima, e do STG 45, em baixo, para permitir a movimentação da alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, durante a ciclagem do conjunto do ferrolho a cada disparo.


Os engenheiros ocidentais, pós guerra, do FN FAL, do H&K G3(CETME) e Armalite AR, levaram esse conceito de proteger o mecanismo de detritos um passo além, abandonando a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho por uma alavanca não reciprocante, de modo a tornar a caixa da cultura ainda mais protegida de detritos e eliminando a possibilidade de ferimentos que a alavanca de manejo, se movimentando a cada disparo, poderia causar em soldados pouco treinados, entretanto não apresentaram qualquer solução alternativa para o caso de, alguma hora no combate, ocorrer acúmulo de sujeira no mecanismo, comprometendo o trancamento do ferrolho.

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Diferentes situações do combate, onde o soldado não pode, ou não tem meios adequados para fazer manutenção adequada no armamento, mas mesmo assim precisa continuar em combate.

Das 3 plataformas citadas, a primeira a se envolver em um grande conflito foi o AR, com as variantes do programa Colt CAR-15 no Vietnã. Quando os AR ainda estavam em testes operacionais em 1962, com “assessores militares” no vietnã, os americanos identificaram que, mesmo com os novos conceitos de caixa da culatra “selada” e o sistema de reaproveitamento dos gases por impacto direto, propagandeado por seu engenheiro, Eugene Stoner, como sendo “auto limpante”, quando em condições extremas do combate, alguma hora a arma iria apresentar pane no trancamento do ferrolho por excesso de sujeira e, sem a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, não haveria nada que poderiam fazer pra continuar no combate até estar em segurança para realizar a manutenção adequada.

Vídeo propagado sobre a plataforma AR, que gerou a idéia de que a arma seria imune a sujeira e não necessitaria de uma manutenção mais complexa.

Então, esses homens das operações especiais americanas, desenvolveram uma solução alternativa para a complexidade que seria adicionar a alavanca de manejo num projeto pronto, adaptando um mecanismo simples, que se tornaria conhecido como “Forward Assist”. literalmente assistência para frente, ou assistência de trancamento do ferrolho numa tradução prática, foi o nome adotado para o mecanismo que visa ser uma alternativa a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, para forçar o trancamento do ferrolho em caso de necessidade. O forward Assist adotado no AR, é um retém que não fica conectado ao transportador do ferrolho, mas quando acionado, empurra o transportador do ferrolho, forçando o trancamento.

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Em cima: Colt 601 com a adaptação do forward assist, para teste do conceito. Em baixo: demonstração da simplicidade do mecanismo forward assist

O primeiro AR a ser fabricado em série com o forward Assist foi o Colt 603, adotando a nomenclatura XM16E1 no USARMY, a partir de 1963, portanto antes da ação direta dos EUA no Vietnã, ao contrário do imaginário popular de que esse recurso seria resultado dos problemas apresentados pelo M16 durante a guerra do Vietnã, quando na verdade os problemas do XM16E1 até 1967 no Vietnã, não estavam ligados a pane de trancamento, mas sim a pane de extração do invólucro da câmara após o disparo, devido a falta de revestimento adequado da câmara, que resultava em corrosão acelerada pelo excesso de incrustação, que por sua vez era causado pelo uso de propelente inadequado nas munições, problema esse que só foi corrigido na versão definitiva M16A1, adotada oficialmente a partir de 1969, mas isso já é assunto para outra matéria (KKK).

Os britânicos perceberam desde o início a limitação do FN FAL em ambientes arenosos, e já na sua versão inicial, L1A1, modificaram o transportador do ferrolho, adicionando ranhuras para evitar o acúmulo de areia no conjunto do ferrolho, como medida paliativa. Cabe ressaltar que os britânicos tinham seu próprio projeto de fuzil de assalto, o EM2, com design bullpup, exótico para época, e que tinha alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, apesar de ter um mecanismo complexo e até então só testado num fuzil com o alemão Gewehr 43, porém, com a mudança do calibre .280 British para o 7.62NATO, alegaram que não foi possível adaptar o EM2 para o calibre maior, e os britânicos acabaram adotando o FAL diante das suas necessidades urgentes.

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A esquerda, transportador do FAL britânico (L1A1), com as ranhuras para evitar o acúmulo de areia. A direita o transportador do ferrolho tradicional do FAL

Já a exótica versão do FN FAL de cano duplo, submetida ao programa SALVO dos EUA, na década de 50, adotou a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, a pedido dos militares americanos, diferentemente da variante T48 do FAL, que havia perdido a concorrência para o M14 no programa “light rifle”, porém o programa SALVO acabou cancelado sem decretar um vencedor.

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Variante experimental de dois canos do FAL para o programa SALVO dos EUA, com alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, a pedido dos militares americanos após o T48, variante do FAL, ter falhado na concorrência contra o M14 na concorrência “Light Rifle”.

Entretanto, foi nas mãos dos israelenses, quase uma década depois de iniciarem a aquisição do FAL, que ele foi finalmente posto a prova em combate real de alta intensidade, quando mostrou sua fraqueza na guerra dos 6 dias, deixando os soldados de Israel “na mão”, os levando a pegar os AKs dos inimigos onde quer que pudessem.

Yossi Ben Hanan banhando-se no canal de Suez após alcança-lo durante a Guerra dos 6 dias (olhando para o céu e levantando um fuzil Kalashnikov com a mão, com agradecendo a Deus). Esta foto foi capa da revista LIFE de 23 de junho de 1967.

Esse trauma israelense, os levou a duas soluções: iniciar o desenvolvimento de um fuzil próprio, que veio a se tornar o Galil, curiosamente uma variante do design Kalashnikov; e adotar a solução paliativa de adicionar um tipo de forward Assist nos seus FAL(Romat). O forward Assist no FAL de Israel, foi uma modificação da alavanca de manejo e do transportador do ferrolho, para que a alavanca possa forçar o transportador do ferrolho apenas quando fosse necessário, permanecendo não reciprocante na maior parte do tempo, como qualquer outro FAL.

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Galil, um fuzil desenvolvido por Israel com base no design Kalashnikov, e seu antecessor Romat,o FAL dos israelenses.

Vídeo demonstrando o forward assist que os israelenses adaptaram a alavanca de manejo do FAL deles, o Romat.

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Na foto de cima, o conjunto do ferrolho desmontado, mostrando a alavanca de manejo e o transportador do ferrolho modificados para funcionar como Forward Assist. Na foto de baixo,o FAL de Israel, Romat, já com alavanca de manejo com forward assist, acima do FAL tradicional, evidenciando a diferença no posicionamento da alavanca de manejo entre ambos.

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Foto mostra o comparativo entre um transportador do ferrolho tradicional do FAL, em cima, e a modificação feita pelos israelenses para adotar o forward assist no FAL.

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De cima para baixo: um demonstrativo de como funciona o forward assist na alavanca de manejo do FAL adaptado pelos israelenses; uma alavanca de manejo adaptada e logo abaixo dois outros tipos de alavancas de manejo tradicionais do FAL, sem forward assist e não reciprocante.

O H&K G3, como o AR e o FAL, também não tinha alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, tampouco forward Assist. Porém o G3 não foi “posto a prova” em um grande conflito que envolvesse grandes nações durante a guerra fria, e por isso ficou longe dos holofotes, sem ter suas limitações expostas, mas a própria H&K, em seus desenvolvimentos tardios derivados do G3, como PSG1, MSG90 e HK41, adotaram o forward Assist similar ao da família AR.

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Nas fotos de cima: a esquerda um PSG1 e a direita um MSG90. Nas fotos de baixo: na esquerda um HK41 e na direita o detalhe do forward assist usado pela H&K nesses últimos derivados da plataforma G3.

A FN, ao entrar no novo nicho dos calibre 5.56 na década de 60, tentou fazê-lo com um projeto desenvolvido a partir do FAL, porém adotando soluções para os notórios problemas crônicos do FAL, como: usar ferrolho rotativo ao invés do basculante; mudar eixo basculante dos receptores para a frente do receptáculo do carregador; receptor superior inteiriço; mas principalmente adotou a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, entre outras modificações, que resultaram no FN CAL, entretanto essas melhorias no arcaico projeto do FAL resultaram em outras complicações, como aumento do custo e complexidade de produção, levando a FN abandonar de vez o “chassi” do FAL e passar para um desenvolvimento novo, que veio a se tornar o FN FNC, que também incorporou a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, assim como o mais moderno fuzil da FN, o SCAR.

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Detalhes do FN CAL demonstrando a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho.

A H&K, após adotar o forward Assist nas últimas variantes do G3, abandonou totalmente o projeto do G3 no seu fuzil subsequente, o G36, adotando um mecanismo derivado do AR-18, passando também a empregar a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho. Agora, no seu mais recente desenvolvimento para substituir o G36, o fuzil H&K433, adotou o forward assist integrado a alavanca de manejo, ligeiramente similar ao do FAL israelense e ao pouco conhecido forward assist do Steyr AUG, adotado também recentemente pelo novo iWi CARMEL.

Vídeo com a demonstração do forward assist que a H&K incorporou no seu mais novo projeto, o HK433.

Sim, o Steyr AUG possui forward Assist, e não estou falando da versão civil MSAR STG556, e sim da versão militar original, STG77. É um mecanismo para forçar o trancamento do ferrolho incorporado a alavanca de manejo, embora não esteja solidário ao transportador do ferrolho, esse sistema pode ser enganchado numa das hastes guia que ficam presas ao transportador do ferrolho, quando for necessário o uso do forward Assist. Coincidência ou não, antes dos austríacos desenvolverem o AUG, eram operadores do STG58, uma variante local do FN FAL.

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Vídeo e Fotos demonstrando como funciona, em detalhes, o forward assist do Steyr AUG STG77, onde a alavanca de manejo é dobrada para cima, de modo a conectar a haste ligada ao transportador do ferrolho, para permitir “forçar o trancamento” empurrando-a para frente.

Quanto a plataforma AR, logo as variantes subsequentes do AR-10 passaram a usar o forward assist baseado no desenvolvido para o AR-15, e mesmo diante de desenvolvimentos recentes, como: o Colt SCW, que incorpora o eficiente regulador de gases com filtro para o sistema de impacto direto dos gases, chamado U-DGI; ou os ARs que incorporaram pistão de curso curto para minimizar os efeitos da incrustação sobre o conjunto do ferrolho, entre eles o H&K416, SIG MCX, Steyr-Rheinmetall RS556 e o mais recente iWi ARAD, todos, sem exceção, mantiveram o forward Assist característicos da família AR.

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De cima para baixo: os modernos H&K416, SiG MCX e Rheinmetall-Steyr RS556. Todos possuem o tradicional forward assist da família AR.

Curiosamente, a “ameaça Kalashnikov”, design que conquistou fama mundial como um fuzil extremamente confiável em circunstâncias adversas, é o único dos fuzis de assalto da primeira geração, após a segunda guerra Mundial, que possui alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho. Porém não foi sempre assim, no início, Mikhail Kalashnikov trabalhou num conceito muito parecido ao adotado pelo FAL, G3 e AR, com a caixa da culatra mais vedada e alavanca de manejo não reciprocante, no protótipo AK46.

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Kalashnikov AK46, protótipo anterior ao projeto AK47, que tinha uma caixa da culatra mais selada e não possuía nem alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, tampouco forward assist, e acabou sendo abandonado em prol do design com alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, que se mostrou mais confiável para os soviéticos.

No entanto, o pragmatismo soviético impôs modificações no projeto, que levaram ao design com alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, AK47, entre outras modificações, e para minimizar o problema do espaço aberto na caixa da culatra, necessário para a movimentação da alavanca, adotaram uma chave seletora de tiro que funciona como uma tampa de poeira, nessa lacuna, quando está na posição “segurança”(travada), embora ainda deixe o mecanismo exposto quando está na posição intermitente ou automático. Posteriormente, outros projetos de fuzis também optaram pelo uso da alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, porém buscaram diferentes soluções para “vedar” o espaço aberto na caixa da culatra para o movimento da alavanca de manejo.

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Aqui é possível ver a movimentação da alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho do AK47 a cada disparo e ciclagem do mecanismo, logo abaixo da lacuna por onde ela se movimenta está a chave seletora de tiro que serve como tampa de poeira quando na posição “travado

O AR-18 e o SA80/L85 (que segundo alguns seria uma cópia em bullpup do AR18), adotaram uma tampa de poeira, para vedar esses espaço na caixa da culatra, similar ao dust cover da janela de ejeção do M16, que abre automaticamente com a ciclagem da arma no primeiro disparo, permanecendo aberta, mas podendo ser fechada novamente a qualquer momento manualmente. O FN CAL e o SIG 540/550 adotaram uma membrana flexível dividida em duas partes, que deformam com o movimento da alavanca de manejo, abrindo e fechando o espaço conforme ela se movimenta a cada ciclagem do ferrolho.

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AR-18 demonstrando o funcionamento da tampa de poeira da alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, a cada ciclagem do mecanismo.
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Aqui é possível observar a membrana usada no SIG 550 para proteger a lacuna de movimentação da alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, a cada ciclagem do mecanismo.

Já o FN FNC e o Galil ACE adotaram uma tampa de poeira oscilante, que se movimenta conforme o deslocamento da alavanca de manejo, fechando automaticamente o caminho após o ciclo completo do ferrolho.

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FN FNC com alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho, demonstra a tampa de poeira oscilante protegendo a lacuna da alavanca a cada ciclagem do mecanismo.

Já o H&K G36, o FN SCAR, Beretta ARX, CZ Bren e o Kalashnikov AM17(versão moderna do protótipo dragunov MA), adotaram um transportador do ferrolho alongado, de modo que ele mesmo cubra o espaço de ação da alavanca de manejo na caixa da culatra, quando o ferrolho está trancado, protegendo o mecanismo de ingestão de detritos.

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De cima para baixo: FN SCAR, Beretta ARX e H&K G36. Os 3 tem transportadores do ferrolho alongados de modo que eles mesmo tampem o espaço de movimentação da alavanca de manejo na caixa da culatra, a cada ciclagem da arma.

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FN SCAR demonstrando como o próprio transportador do ferrolho “alongado”, tampa a lacuna de movimentação da alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho.

Atualmente poucos fuzis não tem alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho ou o forward Assist, como o IMBEL IA2(um projeto brasileiro derivado do FAL) e o Tavor, porém para esse último, é oferecido um kit de forward Assist de fácil instalação, que é fixado na janela de ejeção que estiver fechada(o Tavor possui 2 janelas de ejeção, uma da cada lado, para possibilitar a alteração do uso entre destros e canhotos, permanecendo sempre uma delas fechada), que serve tanto para o TAR21 como para mais recente X95, esse kit tem conquistado bastante pupularidade, enquanto a plataforma não conseguiu substituir completamente os M4 de Israel e agora a iWi oferece o CARMEL, um fuzil do tipo “ACR” com alavanca de manejo não reciprocante, mas que pode ser usada como forward assist quando necessário, e o ARAD, baseado no AR-15 com pistão de curso curto e mantendo o forward assist para “safar panes”, como opções modernas e mais capazes para as forças de defesa de Israel.

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Kit de Forward Assist para o Tavor, que pode ser facilmente instalado em uma das janelas de ejeção.

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Em cima o novo fuzil iWi ARAD, baseado na plataforma AR-15 mas adicionado pistão de curso curto no lugar do “gas tube” tradicional, também manteve o forward assist tradicional da plataforma. Em baixo outro lançamento, o iWi CARMEL, uma plataforma do tipo ACR, que adotou um sistema de forward assist por engate da alavanca de manejo, como no Steyr AUG e HK433.



Fonte:

Maquinas de Guerras



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