Crise Econômica e o sobrevivencialismo

 

Crise Econômica

Crise Econômica e o sobrevivencialismo


Ameaça humana / global / temporária


Crises econômicas são eventos cíclicos que ocorrem com intensidades variadas em diversos países, devido às mais variadas combinações de fatores como bolhas especulativas, catástrofes naturais, mudanças de tecnologia e toda sorte de políticas equivocadas, entretanto, pode-se dizer com alto grau de certeza que em aproximadamente 20 anos haverá uma grande crise, uma como nunca foi vista anteriormente, podendo levar o mundo ao caos absoluto. Não se trata de vidência ou profecia mística, simplesmente uma constatação matemática de que o sistema econômico atual é insustentável. Entenda o porquê:


Previdência Social


Após a grande crise de 1929 foi criado e universalizado o atual sistema previdenciário (criado em 1935 nos EUA), onde o Estado arrecada tributos e gere a concessão de aposentadorias e benefícios aos “contribuintes” que devem receber proporcionalmente ao que “contribuíram” no fim de sua vida produtiva. A ideia pode parecer boa a princípio, mas analisando-a com cuidado pode-se ver claramente como ela é absurda. Tecnicamente a previdência funciona como o esquema de pirâmide, onde os novos adeptos que entram na base devem custear os benefícios dos que entraram antes e se aposentam, o problema é que para esse sistema continuar funcionando o número de novos adeptos deve aumentar exponencialmente o que não só é impossível de acontecer, mas ao invés disso, está diminuindo. O índice de natalidade dos países industrializados diminui constantemente, o que significa menos gente ingressando no sistema e um déficit crescente, para piorar a situação, as pessoas estão vivendo mais do que viviam quando o sistema foi criado, o que demanda mais recursos por um tempo muito maior e para piorar ainda mais, os governos gastaram em parte ou todo o dinheiro que foi arrecadado inicialmente.

Diante desta situação seria lógico esperar que os benefícios fossem reduzidos e esse sistema fosse descontinuado, mas isso não é tão simples assim. Nas últimas 7 décadas as pessoas se acostumaram com esse sistema absurdo e passaram não só a depender dele, mas a considerá-lo como um direito fundamental e inalienável, por isso qualquer tipo de mudança se torna politicamente inviável. Nos Estados Unidos o sistema bipartidário inviabiliza qualquer mudança significativa, pois os Democratas impedem que os benefícios sejam cortados, enquanto os Republicanos impedem que os impostos sejam elevados, somando-se a isso o déficit de mais de 10 trilhões de dólares as perspectivas para o futuro são, no mínimo, sombrias. No Brasil, como não poderia deixar de ser, a situação é muito pior, o governo além de ter gastado o que foi arrecadado inicialmente, paga mais do que arrecada e não coibi fraudes, também incluiu no sistema trabalhadores rurais que nunca contribuíram e somando-se a isso o déficit natural do sistema fica fácil perceber que a situação é insustentável.
Para piorar, a mídia e todos os partidos políticos brasileiros são de esquerda, o que inviabiliza qualquer mudança, por menor que seja. Não há saída, se algum político independente e racional tentar alterar algo na previdência automaticamente será atacado por todos os demais e terá sua carreira pública destruída muito facilmente, quem vai apoiar o “liberal” malvado que quer tirar o dinheiro dos velhinhos? É mais provável que se aumente ainda mais a concessão e o valor dos benefícios. Pior que fazer caridade com dinheiro alheio é fazê-la com dinheiro inexistente. Não se pode esperar muito dos governos dos países ocidentais atuais e por isso o caos provavelmente virá em algum desses três cenários:

Interrupção dos benefícios – O governo interrompe ou reduz drasticamente o pagamento de pensões e aposentadorias, a população revoltada passa a apoiar grupos revolucionários socialistas que ao chegarem ao poder vão causar muito mais sofrimento e miséria do que causaria o fim do sistema previdenciário. Quando as pessoas se derem conta do erro já será tarde demais para voltar atrás.

Hiperinflação – Na impossibilidade de honrar os compromissos o governo inunda o mercado com moeda para pagar aposentadorias, como esse dinheiro não tem valor real, surge a hiperinflação que corroí o valor de tudo (quem viveu os anos 80 se lembra), resultado: miséria e caos.

Imigração – Alguns países apostam na imigração para manter seus sistemas superavitários, quando os problemas começarem a surgir logo haverá a ascensão de grupos nacionalistas de vocação totalitária que vão expulsar ou matar os imigrantes gerando caos sem resolver o problema.

Esses são os cenários mais prováveis, pode ser que ocorram duas ou até mesmo as três coisas simultaneamente em um mesmo país, mas isso não é tudo, ainda há o problema do petróleo.


Petróleo


Não, o petróleo não vai acabar tão cedo como dizem os eco-bobos, mas ele não precisa acabar totalmente para gerar problemas graves em escala global. Aproximadamente na mesma época em que os problemas com o sistema previdenciário se acentuarem haverá uma escassez de petróleo causada pelo aumento da demanda dos países emergentes e pela queda na produção mundial, a princípio haverá um grande aumento no preço e pouco tempo depois não haverá a quantidade mínima para suprir as necessidades básicas de todos os países e como em toda história humana (e até entre os animais) a escassez de recursos leva sempre a uma mesma consequência: Guerra!

O petróleo é o recurso mais importante do mundo atual, dependemos dele para tudo, (olhe a sua volta e veja se você encontra algo que não contenha nenhum derivado de petróleo em sua composição, fabricação ou transporte até onde você está) sem ele não podemos plantar, adubar, colher e transportar alimentos em quantidade suficiente para manter uma população tão numerosa; em muitos lugares do mundo, onde só se produz eletricidade e combustíveis através de derivados do petróleo, uma alta generalizada nos preços ou o corte do fornecimento paralisaria toda a economia instantaneamente. Não é preciso pensar muito para entender as consequências catastróficas que a falta petróleo causaria. Se não surgir uma nova tecnologia barata, segura e de fácil disseminação nos próximos anos a guerra certamente virá e quando os países estiverem guerreando e os produtos básicos começarem a faltar, quem não se preparou vai estar com sérios problemas.


O quê fazer?


A crise seria temporária, mas assim como no caso do apagão não é necessário um tempo muito longo de interrupção no fornecimento para gerar caos e como não sabemos quanto tempo a situação de crise vai durar o melhor que temos a fazer é garantir o suprimento de insumos básicos de sobrevivência. Do ponto de vista financeiro o fundamental é não depender do governo para nada, (se não podemos contar com serviços públicos em situação normal, no caos muito menos…) evite gastar uma grande parte de sua renda em produtos e serviços inúteis para sobrevivência, acumule conhecimento e objetos úteis e o mais importante: prepare um refúgio.


Em uma situação de longa duração não podemos contar com a cadeia de suprimentos que abastece as cidades em condições normais, portanto a melhor opção para sobreviver é ir para um refúgio, o local deve ser auto-suficiente energeticamente, distante dos grandes centros urbanos, com água potável em abundância, terras agricultáveis, possibilidade de caça, pesca ou criação de animais. Prepare-se para viver sem supermercado!

Desenvolva habilidades de auto-defesa, estoque armas de todo tipo, em uma situação de caos não podemos contar com ninguém para nossa proteção. Prepare-se para viver sem polícia!

Aprenda como tratar ferimentos e doenças, tenha livros e guias médicos impressos, estoque medicamentos. Prepare-se para viver sem hospitais!

Note que para tudo isso funcionar é preciso que tudo esteja disponível antes da situação se agravar, então comece já a se preparar.



LEIA TAMBÉM;


Fonte:

Blog do Sobrevivencialismo


Nenhum comentário