Tommaso Buscetta: o maior dedo duro da máfia italiana que se ESCONDEU NO BRASIL

Tommaso Buscetta: o maior dedo duro da máfia italiana que se ESCONDEU NO BRASIL



O maior dedo duro da máfia italiana que se ESCONDEU NO BRASIL




Desde muito cedo, Tommaso Buscetta estava metido com tráfico.
Jovem, morou na Argentina, e não deu outra: acabou envolvido com a máfia naquele país.
Em 1957, com 29 anos, participou da criação da comissão de famílias mafiosas. Ele era o cabeça da Porta Nuova, de Palermo, capital da Sicília. A Porta Nuova fazia parte de um conglomerado mafioso chamado Cosa Nostra.
Cosa Nostra ainda é uma das mais importantes e famosas sociedades mafiosas da Itália.
Na década de 1960, a Sicília viveu uma grande luta por poder na máfia. Muitas famílias se envolveram em conflitos. Buscetta perderia espaço para os famosos Corleone.
Várias pessoas ligadas ao futuro dedo duro foram executadas. Dizimadas.
Pra não entrar na estatística dos colegas, ele não pensou duas vezes: meteu o pé pro Brasil. Fugiu, mas prometeu vingança.
No Brasil, ele casou com uma brasileira em 1968. Com nome falso, é claro.
Começou, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a se estabelecer com o tráfico de heroína e cocaína.
Nosso país sempre foi um bom ponto para a viagem da droga rumo aos Estados Unidos.
Tudo ia bem. A imagem por nossas bandas não estava arranhada, como na Itália.
As prisões que ele já tinha enfrentado no país de origem ficaram no passado. Só que aqui ele vacilou numa parada.
Tão inacreditável que parece destino.
Cometendo roubo e assassinatos, Buscetta delatou seus companheiros de máfia após ser preso. 


Conhecido como “O chefe de dois mundos” e “Don Mansino”, Tommaso Buscetta foi o mais proeminente membro da máfia italiana Cosa Nostra. Sua trajetória, regada a drogas, assassinatos e crimes e que contou com muitas passagens pelo território brasileiro, foi exibido no documentário “Tommaso Buscetta: O Nosso Mafioso”, que estreou na Netflix em 10 de setembro de 2019.

Assista:



Um mafioso no regime Fascista

Último de 17 filhos, o gangster nasceu na cidade italiana de Palermo em 13 de julho de 1928. Como sua mãe era dona de casa e o pai vidraceiro, ele precisou trabalhar cedo para conseguir se sustentar - mas acabou seguindo a trilha das atividades criminosas. Durante sua vida, teve três esposas e oito filhos.

Em 1945, aos 17 anos, Buscetta casou-se com a italiana Melchiorra Cavallaro. No mesmo ano, passou a atuar em atividades ilegais, como o contrabando de fichas para o racionamento da farinha realizado pelo regime fascista. Essa atividade chamou atenção da máfia siciliana Cosa Nostra, à qual ele se afiliou, passando a ser visto com respeito por membros de outras organizações clandestinas.

Atividades ilegais

No ano de 1949, Buscetta mudou-se para o Brasil, onde abriu uma fábrica de vidro. Como o investimento teve pouco sucesso, ele acabou retornando a Palermo em 1956, se juntando a outros mafiosos para contrabandear drogas e cometer assassinatos. Mas essa não foi sua única empreitada na América do Sul: em 1970, após passar uma temporada nos EUA, Buscetta retornou ao Brasil e iniciou o tráfico de heroína e cocaína para a América do Norte.


Buscetta em julho de 1984, no aeroporto de Roma / 
Crédito: Wikimedia Commons


Detido pela polícia brasileira em 2 de novembro de 1972 e posteriormente extraditado para a Itália, ele foi condenado a 10 anos de prisão. Entretanto, conseguiu escapar após receber concessão de semiliberdade, retornando ao território brasileiro em janeiro de 1981 – quando já contava com 43 anos.
Apesar de ter feito cirurgias plásticas e intervenções para modificar a voz, ele foi novamente preso dois anos depois, em sua residência em São Paulo. Dessa vez, após a extradição, decidiu colaborar com a polícia italiana revelando as táticas de organização e os planos de sua máfia Casa Nostra. Graças às declarações inéditas, a estrutura da máfia pôde ser revelada ao mundo.
Tommaso Buscetta faleceu de câncer em 2000, aos 71 anos de idade. Seus últimos dias foram vividos nos EUA, particularmente no estado de Nova York.


Fonte:

Aventuras na história

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