THE DARKEST HOUR – HERÓIS, COVARDES E ARMAS

HERÓIS, COVARDES E ARMAS


HERÓIS, COVARDES E ARMAS




Ontem, resolvendo sair mais cedo do escritório, e precisando comprar uma camiseta para usar na academia (estou tentando entrar em forma, graças ao blog…), circulando pelo shopping resolvi assistir “A Hora da Escuridão”. Não havia visto nada sobre o filme, mas como o diretor é conhecido de um filme russo “Guardiões do Dia”, muito bom, resolvi assistir. Fique tranquilo, não vou contar o filme. Mas, basicamente, somos atacados por monstrinhos elétricos (não, não são “Pikachus”…) que matam quase todo mundo.
Enquanto via o filme, não podia deixar de lembrar do Selco, e sua experiência em sobreviver um ano em uma cidade sitiada. No filme, o covarde morre tão rápido quanto o herói. Quem sobrevive? O “malaco”….mas não por o ser, mas sim pela DETERMINAÇÃO em sobreviver. E se pensar em situações extremas, a sobrevivência é algo que depende de determinação. Absoluta. Sobreviver é algo feio, como já dissemos em posts anteriores. Não há espaço para a covardia ou para o heroismo sem sentido. Custer quis ser herói e levou suas tropas ao matadouro em Little Bighorn, nas mãos de Touro Sentado e Cavalo Louco.
Outra coisa que me chamou a atenção é o fato de que quando explode a confusão todos pensam em armas de fogo, ou em meios militares. Isso é curioso. Já vivi situações onde “anti armas” perguntaram se ninguém estava armado, em especial durante situações com risco de assaltos ou coisa pior.
Com isso, pensei na relação entre armas e sobrevivência nos piores casos possíveis. No Brasil, armas foram marginalizadas, como causadoras da violência. O Canadá é o país com a população civil mais armada do mundo, e lá todo mundo dorme de portas abertas, e quase não se registram episódios violentos. São as armas portanto as causadoras da violência?
A nefasta campanha do desarmamento, em boa medida baseada em dados falsos ou desprovidos de fundamento, em boa medida, para minha tristeza, propaladas pela OAB/SP vendeu a idéia de que a violência se originava nas armas lícitas, e não ilícitas. Pois bem, ai está o desarmamento. Melhorou? Estamos mais seguros?
Um dos primeiros passos de Hittler foi obter o total controle das armas nas mãos dos judeus. Isso ocorreu antes da Noite dos Cristais. Desarmados, não puderam se defender. O resultado final foi quase que o completo extermínio dos judeus europeus.
Não estou fazendo apologia do uso de armas. Usar efetivamente uma arma causa resultados trágicos, como vemos diariamente, especialmente entre os jovens. Qualquer idiota pode pegar uma arma e sair atirando como nos filmes, mas o custo disso é altíssimo. Existem ainda aqueles que tem a idéia “genial” de adquirir armas ilícitas. Não há idéia pior, e um tempo de cadeia pode ajudá-los a perceber isso…. A vida não é um filme.
Mas não há duvidas que em um hipotético caso extremo elas podem propiciar segurança e alimentos. Lembro-me de uma imagem em vídeo de antigos distúrbios em Los Angeles, no caso Rodney King. A turba pilhou e destruiu vários estabelecimentos, mas quando chegou ao bairro dos comerciantes chineses, a coisa complicou. No vídeo, um comerciante chinês, de pistola na mão, gritou “You!”, e fez dois disparos. Não se sabe se os tiros atingiram alguém, mas deu resultado, pois de fato aquele bairro foi “poupado” dos estragos…
Saber sobre armas, ou a posse responsável, não significa utilizá-las. Possuo em meu kit carabina de pressão de alta potência e rede de pesca, mas não as uso para caçar ou pescar, pois é ilegal. Aliás, nem curto pescar, e menos ainda caçar. Não vejo porque matar animais, inclusive peixes, sem qualquer necessidade de alimentação. Mas possuí-las e estar preparado é outra coisa. Na hora mais escura, se ela vier, equipamentos, determinação e preparação farão a diferença.
E você, o que pensa sobre o assunto?


Fonte:

Sobrevivencialismo



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