Munição com esmalte de unha

Munição com esmalte de unha



Munição com esmalte



Porta a arma na meia ou no embrulho de pão; lava a munição com detergente; aponta a arma pro peito; intercala os cartuchos no carregador; carrega a arma dentro da bíblia, lambuza a arma com óleo, enrola no plástico PVC e põe na cintura; joga a arma pela janela do prédio numa briga de casal.

Creio que o cidadão tem o direito de se defender, colecionar o que quiser e praticar o tiro esportivo sem entraves. Acredito na polícia, sabendo que temos que melhorar e fico contente em ver profissionais desenvolvendo bom conteúdo teórico e prático.

Tudo isso tem relação com a vida dos meus colegas e dos cidadãos.

A questão é que vivemos numa bolha: do estudo, do ensino, do cuidado com a segurança, etc.

Dentro e fora da bolha, vez ou outra, surgem ideias incomuns. São os comportamentos citados no início.

Então pra proteger a munição da umidade, uma pessoa disse passar esmalte de unha na espoleta e na boca do estojo, circundando o projétil.


Isso não é novo, mas é realmente necessário?


O esmalte possui 85% de solventes e 15% de resinas, aditivos, plastificantes e outros itens. A lista de químicos é longa.

O esmalte degrada com o tempo. No retoque, o usuário usa outro esmalte por cima ou retira o velho com acetona?

O impacto do ferrolho no culote do estojo quebra o esmalte? Pequenas lascas podem entrar no alojamento do percussor? Quanto tempo o percussor aguenta a dureza extra da espoleta? A camada de esmalte, mesmo pequena, pode impedir o percussor de atingir espoleta adequadamente?

Com o esmalte na boca do estojo, o cartucho assenta no ombro (shoulder) da câmara? Quando o cartucho atinge o ombro, o que ocorre com o esmalte?






O que informam os fabricantes da arma e da munição?


Com tantas questões sem respostas, talvez a prudência seja a melhor saída. Ou seja, faça o simples.

Está aí a recomendação da fabricante CBC: “A CBC NÃO RECOMENDA a utilização e/ou aplicação de esmalte de unha nas munições, seja na região da espoleta ou até mesmo, na região de união entre o projétil e estojo. Salientamos que, essa prática pode comprometer o perfeito funcionamento da munição, inclusive podendo ocasionar danos no armamento.”

Resposta da Winchester: “We do not recommend using nail polish or any other liquid on our ammunition.”

Resposta da Federal: “We do not recommend using any liquid compound around the primer as it is possible it could contaminate the primer mix.”

No fim, eu que passo vergonha perguntando isso pra eles.

Pessoalmente, prefiro seguir as recomendações dos manuais, pois eles existem pra que o usuário faça o melhor uso de um produto.


Fonte:



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