CALIBRE .45 ACP

.45 ACP


Durante a Guerra Filipino-Americana, entre os anos de 1899 e 1902, o exército norte-americano utilizava uma arma curta, o Revólver Colt M1892, de ação dupla, em calibre .38 Long Colt. Findo este conflito contra a Espanha, os norte-americanos assumiram o poder das Filipinas e a incorporam como sua colônia. Com a ocupação por uma nova nação estrangeira, desencadeou-se uma resistência armada, a qual perdurou por 15 anos, por parte dos nativos filipinos, os quais eram conhecidos como “Guerreiros Moros”.
Durante os combates contra os insurgentes “Moros”, que ocorriam normalmente a curtas distâncias nas selvas daquele país, o revólver adotado pelas forças americanas, no calibre .38 Long Colt, demonstrou-se um tanto ineficaz em poder de parada contra os insurgentes. Diante deste fato, os militares acabaram por requisitar os velhos revólveres em ação simples COLT M1873, no calibre .45 LONG COLT (arma adotada até o final do século XIX), visto que rapidamente supriram a necessidade de poder de parada, superando os revólveres .38 Long Colt.
Estes problemas apresentados pelo calibre .38 Long Colt levaram o então chefe da Ordnance, o General William Crozier, a autorizar novos testes para a criação de um novo calibre. Estes testes ficaram conhecidos como “Testes da Comissão Thompson-LaGarde” cujos testes foram realizados em cadáveres e animais, observando os efeitos de choque e trauma.   

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Com base nesta experiência nas Filipinas e com os “Testes da Comissão Thompson-LaGarde”, os norte-americanos optaram pela adoção de uma arma com um calibre de, no mínimo, 45 de diâmetro para a nova arma, tendo em vista que o .45 Long Colt teve sucesso quanto ao poder de parada contra os “Guerreiros Moros”.
Diante deste desafio, John Browning criou no ano de 1904 a munição .45 ACP, a qual foi desenhada para ser utilizada no que viria a ser, mundialmente, conhecida como a pistola COLT 1911, usando um projétil de 230 grains (14,9g) disparado a uma velocidade nominal de 850 pés/s (260 m/s). 
pistola Colt 1911, no calibre .45 ACP foi testada e retestada inúmeras vezes, nos diversos campos de batalha, além de permanecer por mais de 70 anos em operação nas forças armadas norte-americanas, também foi utilizada em mais de 20 outros países, o que  faz desta arma, uma das mais copiadas no mundo. O Brasil, em 1937, fez um contrato com a Colt de 14.500 armas.
O limite de pressão SAAMI para o .45 ACP é fixado em 21.000 psi, enquanto o limite de pressão SAAMI para .45 ACP +P  é definido em 23.000 psi. O calibre .45 ACP opera a uma taxa de pressão de câmara máxima relativamente baixa (21.000 psi) se comparada com outros calibres disponíveis no mercado, tais como: 9mm Parabellum (35.000 psi) e .40 S&W, (37.500 psi), o que ajuda a prolongar a vida útil das armas  ao ser utilizadas.
Dentre os motivos que o calibre .45 ACP deixou de ser o calibre padrão das forças armadas norte-americanas (1985 – adotou a pistola Beretta M9), destaca-se a pressão sofrida por aquele país para padronizar o calibre, já que faz parte da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), organização que possui o calibre 9mm como padrão para pistolas. Outro motivo que corrobora para a efetivação dessa mudança, é a capacidade de fogo para o combatente, que com o 9mm pode transportar maior capacidade de fogo, aliado a um projétil mais veloz, com maior poder de penetração;  algo de suma importância no meio militar, aliado também um menor custo nas linhas de produção.

Fonte:

Gassen





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