.40 S&W x Excesso de Pressão - CUIDADOS

Excesso de Pressão



Calibre .40 S&W e o Excesso de Pressão




O Calibre .40 S&W teve seu surgimento através de modificações no calibre 10mm AUTO para que fosse reduzido seu recuo, o que levou ao encurtamento do estojo, mantendo-se o mesmo projétil de 180 grains.
Esta nova munição, ocasionalmente acaba por apresentar alguns riscos aos atiradores. Tal fato é consequência de uma soma de fatores, conforme observaremos a seguir.


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Como o calibre .40 S&W foi projetado para trabalhar no limite da pressão (35.000 psi) tanto do estojo, quanto da arma, não existe no mercado opções de munições +P ou +P+, como ocorrem em outras munições como o .380 ACP ou .38 SPL. Devido a este excesso de pressão, após os disparos, os estojos costumam estufar (expandir) demais, exigindo o emprego de uma maior força na hora da calibragem destes no momento da recarga. Porém, mesmo após esta calibragem, a base do estojo acaba por não ser calibrado, pois o shell holder não

permite a subida total do estojo, deixando assim, uma área sem calibragem, e consequentemente fora dos padrões originais de fábrica, apresentando uma “barriga” em sua base.
Para corrigir corretamente esta munição, deve-se utilizar um calibrador específico, onde o estojo passa em sua totalidade, peças estas disponíveis na empresa recargamatic e também fornecidos pela empresa LEE (buld buster).
Caso este estojo ao ser recarregado, não venha a ser corrigido, pode vir a apresentar muitos problemas, desde má alimentação, não fechamento do ferrolho e também o rompimento do estojo em sua base no momento do disparo, o que acarreta a liberação de gases (energia) no corpo da arma, podendo danificá-la ou até mesmo o próprio atirador.
Outro fator que também provoca excesso de pressão na base do estojo é o fato de que as câmaras de algumas armas deixam a base do estojo ligeiramente sem suporte, ocasionando excesso de pressão nesta área, expandindo-o ou até mesmo, rompendo-o no momento do disparo, ocasionado acidentes.
Com a criação desta nova munição, foi mantida o mesmo projétil e ao mesmo tempo foi reduzido o comprimento de seu estojo de 25,2mm (10mm Auto) para 21,6mm (.40 S&W), ou seja, uma redução de 3,6mm. Tal redução de espaço interno, acabou por gerar picos de pressão, não possibilitando muita margem de erro na montagem/recarga deste calibre, principalmente no uso de seu projétil original de 180 grains.




O problema que comumente ocorre, tanto com munições originais, quanto recarregadas, é que devido ao constante manejo da arma ao sempre reinserir a mesma munição na câmara, esta, choca-se contra a rampa de alimentação para adentrar no cano da arma, e toda vez que ocorre este choque, é o projétil que recebe a “pancada” quando impulsionado pelo ferrolho, fazendo com que em cada vez, este venha a deslocar-se para trás, comprimindo ainda mais seu minúsculo espaço interno o que acarreta em um enorme aumento de pressão no caso desta munição vir a ser disparada. Tamanho é o aumento de pressão, que para se ter ciência, caso o projétil venha a adentrar 2,2mm no corpo do estojo, o seu pico de pressão sairá de seu padrão de 35.000 psi, alcançando até 67.000 psi. Para se ter ideia, o calibre 454 CASUL trabalha com a pressão de 65.000 psi e a munição de fuzil .308 WINCHESTER trabalha no patamar de 62.000 psi.
                 
Portanto, sempre que o atirador ou policial, constatar que o projétil já possui um certo grau de deslocamento interno dentro do estojo, deve separar esta munição e não mais utilizá-la, o mesmo ocorre com as munições recarregadas que apresentarem um “barriga” na base de seu estojo. Tais detalhes são essenciais para que o atirador não corra nenhum risco e também assim, venha a aumentar a vida útil de sua arma.

Fonte:

Sala de Armas





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