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O que é um ”PMC”?

Como se tornar um PMC



O que é um "PMC"?


Private Military Contractor parece ser a nova profissão que quase ninguém sabe exatamente o que é (mas é!), ou simplesmente a hashtag que está na moda pra ser usada nas fotos bonitas que todo mundo gosta – e não há problema algum – de postar nas redes sociais.

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Nos últimos anos, especialmente em meses, percebemos no Brasil o uso crescente deste termo por diversas pessoas, com as diversas profissões, com diferentes graus de seriedade e treinamento, e mesmo assim a maioria delas sequer sabe o que é isso. Muitos consideram isso até mesmo um ato (crime nos EUA) de Stolen Valor, que será um assunto abordado em um futuro artigo.
Com certeza esse aumento está relacionado ao crescimento deste nicho de mercado pelo mundo afora em especial depois da notícia que duas empresas, uma da Rússia (1) e outra dos EUA que enviariam mais de 5000 PMC’s para a Venezuela (2), cada uma servindo a um cliente, um contratante. Uma verdadeira guerra feita por empresas, não por Estados.

Mas afinal de contas, o qué um PMC? O que faz? Como trabalhar na área?

PMC é na verdade a sigla para Private Military Company, que em tradução livre fica algo como “Empresa de Militares Privados”. Todo mercado possui denominações e o mercado de segurança privada não é diferente. PMC não é a única sigla que existe, ainda existe a CPO – Close Protection Officer, tem a PSC – Private Security Company, ou a MPF – Military Provider Firm, etc.
Entretanto, de forma mais comum, a sigla é muito usada para apontar o funcionário em si, não a empresa, que é chamado de “Private Military Contractor”, ou popularmente “Militar ou Soldado privado”. Neste último caso, o PMC é uma pessoa que trabalha pra uma empresa, existe um contrato de trabalho, um processo seletivo, cursos de formação, cargos, salários, benefícios, carga horária, enfim, é um trabalho como qualquer outro. No caso do PMC, é um trabalho na área de segurança privada.


É a mesma coisa que mercenário né?

Não. É muito parecido, mas não. Existem críticas a forma de atuação dessas empresas e seus funcionários e com isso, o termo “mercenário” vem a tona. Historicamente, forças armadas estatais, ou seja, os exércitos regulares, sempre dividiram em algum momento o campo de batalha com mercenários, pessoas que estavam ali na campanha apenas pelos espólios e pelo pagamento.
Isso nos tempos de hoje não é necessariamente algo ruim, o próprio termo mercenário evoluiu e hoje pode se referir pra qualquer profissão exercida cujo o objetivo seja apenas o ganho financeiro. Afinal de contas, quem não conhece pelo menos uma pessoa que trabalha apenas pra ter seu salário no final do mês?
É preciso ter cuidado para não desvalorizar um funcionário de uma empresa, com suas respectivas formações acadêmicas e técnicas, atuando sob fortes regras e registros financeiros legalizados daqueles lunáticos que recebem um pagamento de origem desconhecida que agem livremente, sem nenhum protocolo ou contrato que define exata e legalmente o que pode e como fazer. Este último perfil foi banido em 1949 na Convenção Internacional de Geneva. (3) Portanto, o PMC e o mercenário trabalham por dinheiro, porém, somente o PMC possui regras de engajamento, laços jurídicos com a empresa, contrato de trabalho com empresas legalmente constituídas e reconhecidas pelas autoridades do mundo inteiro e passam por rigorosos processos seletivos e constantes programas de aperfeiçoamento. Mercenários não pessoas desconhecidas, treinadas ou não em sabe-se lá que tipo de função, que são contratadas da noite pro dia, sem nenhuma documentação, limite ou reconhecimento legal.
E não se engane, não são apenas empresas privadas que são alvos dessa confusão de termos, até mesmo exércitos regulares eventualmente recebem este título pejorativo, o exemplo clássico é a Legião Estrangeira Francesa.
Outra diferença também são os recursos. Como trabalham para empresas, conseguem ter um trabalho de inteligência tão bom quanto e em alguns casos até superior ao dos melhores governos do mundo, coisa que no Brasil seria burocraticamente inviável e ainda possuem todo um arsenal disponível para suas operações, como as melhores armas e anexos, blindados, helicópteros, drones e até aviões como Boeing 767, enquanto mercenários geralmente recebem apenas armas de fogo portáteis como sub-metralhadoras e fuzis.
Para se ter idéia do poder crescente dessas empresas que está causando preocupações em governos no mundo todo, 500 PMC’s foram contratados pela Rússia para uma operação na Síria. Os EUA responderam usando Delta Force, Rangers, Green Berets e Marines que tinham a disposição e usaram até aviões bombardeiros B-52, aviões caça F-22 Raptor, o lendário caça F-15 Eagle e helicóptero Apache, drones e pasmem – usaram até o AC-130. Acha que foi fácil? Negativo, mesmo com tudo isso levaram 4 horas de conflito intenso para repelir os PMC. (4)

O que faz um PMC?

Pela definição já apresentada já é possível termos uma idéia. Um militar privado fará, praticamente, o mesmo serviço que militar do Exército Brasileiro, ou da Força Aérea Francesa, ou da Marinha Japonesa.
As funções de um PMC são amplas, elas vão além de simplesmente ser um guarda-costa ou controlador de acesso em eventos. Em uma operação de campo necessita-se de soldados, literalmente, o “pessoal bom de tiro”, pois numa incursão pode haver conflitos. Apesar do treinamento geral, alguém numa determinada equipe pode ser o especialista em explosivos para ajudar a detectar e identificar IED’s (bombas e minas improvisadas) no percurso e ajudar a traçar novas rotas por exemplo. Pode-se ter alguém com especialidade em eletrônica para operar gadgets e transmitir informações criptografadas. Essa equipe será transportada por terra? Precisamos de motorista. Será por ar? Piloto. Perceba que o universo de trabalho entendido como PMC é muito além do comumente imaginado que é o de escolta/combate. Envolve trabalho de inteligência, geo-política, todo um conjunto operacional, logística, engenharia,  diplomacia… Ou seja, a coisa não é tão simples como colocar uma pistola na cintura e escoltar um político, por exemplo.

Ou seja, a coisa não é tão simples como colocar uma pistola na cintura e escoltar um político, por exemplo.

Posso me tornar um PMC no Brasil?

Nesta altura já deu para entender o motivo de não termos empresas nem funcionários PMC no Brasil. A legislação não permite. É bem simples de entender:
Enquanto não for noticiado em algum tele-jornal que está havendo uma operação numa favela do RJ para resgatar um mega-empresário do petróleo que foi sequestrato, o helicóptero blindado da Prosegur abre fogo com sua .50 acoplada nos telhados onde bandidos disparam de volta, enquanto esquadrões da Protege progridem nas ruas com seus RPG’s e M249 com dispositivos de mira 12x e visão nortuna e seus AK-47 em 762, todas automáticas e com supressores de ruídos e outro esquadrão da Sunset explode com C4 a porta da boca de fumo, tudo isso graças a documentos públicos foram legalmente cedidos para acesso e estudados e até mesmo satélites alugados para mapear a área, não existe PMC no Brasil. Obviamente o exemplo foi exagerado, mas serve para ilustrar e contrastar a segurança oferecida por uma ou mais empresa de PMC com a segurança que a lei permite que empresas do Brasil ofereçam.
… não existe PMC no Brasil.
Pode-se fazer o curso, treinamento até certo ponto pois a falta de recursos causada pela legislação te impedirá em certo momento de fazer o treinamento completo, mas trabalhar, ser um PMC, não. Qualquer um que diga isso está confundindo as coisas, ou está mentindo. Usar um colete III-A e portar uma pistola .380 pra proteger um deputado, carregar uma mochila com dinheiro ou fazer a segurança de algum evento não faz da pessoa um PMC. Como já dito, este nicho da segurança privada vai muito além disso.
Em outros países, onde existe de fato o trabalho de PMC, cada empresa possui sua seleção.
Em primeiro lugar é preciso começar a conhecer o mercado, saber quais são as empresas que contratam esta função e as práticas mais comuns. Alguns grandes exemplos atuais são ACADEMI (antiga Blackwater), Aegis Defense Service, DynCorp, ICTS International, dentre outras.
Depois disso o processo funciona como qualquer outra empresa: qualificação eexperiência. Cada empresa pede um conjunto de fatores no processo seletivo, mas falar mais de uma língua, estar em plena forma física e principalmente ter experiência em combate como por exemplo, ser um ex-policial ou já ter servido em alguma Força Armada são as principais. Outras formações podem acabar sendo exigidas, como experiência em mecatrônica para manutenção e operação de drones, formação em química ou experiência na profissão de blaster para a área de explosivos e técnico ou engenheiro mecânico para os veículos podem ser fatores que farão diferença no seu currículo.
Sabendo o que é capaz de fazer, o terceiro passo é correr atrás: espalhe currículos e como todo emprego, conseguir uma recomendação talvez ajude.


Se quiser ler um pouco mais sobre o assunto, a revista eletrônica DefesaTV lançou em Janeiro deste ano um artigo sobre, confere láhttps://www.defesa.tv.br/como-se-tornar-um-pmc-private-military-contractor/



Fonte:

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