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UM TIPO DE ARMA PARA CADA SITUAÇÃO (FILOSOFIA DE USO)




FILOSOFIA DE USO



Você usaria um martelo para rosquear um parafuso? Uma chave de fenda para descascar um fio? Usaria uma marreta para martelar um prego de 2 centímetros? Armas, como ferramentas que são, tem finalidades específicas, assim como um martelo, uma chave de fenda, ou um alicate. Cada ferramenta/arma é apropriada para uma situação diferente. Isso não se limita a tipos de armas, têm que ser levados em consideração o tamanho, peso, munição. Não existe uma arma mágica, que seja boa para todas as situações. Uma arma boa para caça de aves, como uma espingarda com cano longo, é uma escolha ruim para defesa em ambientes confinados. Uma pistola 22 não é a melhor opção para caça de animais grandes. Uma Desert Eagle, apesar de ser um objeto de desejo de muitos aficionados por armas, é uma péssima escolha para defesa, sua filosofia de uso é colecionismo.
A gama de situações possíveis no emprego de uma arma de fogo é enorme. Caça, defesa pessoal, defesa patrimonial, proteção de VIPs, defesa residencial, tiro esportivo, colecionismo, recreação. Sendo que cada uma dessas situações pode ter inúmeras variantes, como exemplo o tiro esportivo, onde são usadas desde pistolas (IPSC) até espingardas (skeet/trap) e até armas de pressão em modalidades olímpicas. Em defesa pessoal (porte) entram critérios diversos como tamanho do atirador, roupas, clima, aversão ao recuo, capacidade, tamanho de mãos. Existem muitas variáveis que podem influenciar a escolha de usar um tipo ou outro de armas.
need-a-gunComo já exemplificado acima, a localidade influencia muito a decisão de qual arma usar. Em locais confinados, o uso de armas curtas de tamanho médio/grande é mais indicado. Para porte na rua, uma arma curta pequena é melhor. O uso de armas longas raiadas em geral é melhor para locais onde a possibilidade de efetuar disparos à distância é maior, como em zona rural, num sítio. O uso de espingardas é mais indicado para proteção às distâncias médias (até 80 metros) ou caça.
Todos esses fatores têm que ser levados em consideração na hora de escolher uma arma. O ideal é ter, pelo menos, uma arma para cada situação, além de uma de backup. Se for considerado o trabalho policial e segurança, a gama de armas é ainda maior, e ainda entra a questão de armas não letais, que também tem sua função, mas não substituem armas de fogo.
Nos EUA não é incomum uma pessoa ter mais do que uma dúzia de armas, isso sem entrar em colecionismo e esporte. Prezando pela lógica e razão na escolha das armas, uma pessoa que mora em um centro urbano, que viaja para o interior, que caça e atira como recreação, vai ter fácil umas 8 ou mais armas. Uma pistola e carabina 22 para recreação, duas armas curtas de defesa pessoal, uma arma de caça de animais pequenos e controle de pestes, uma arma para caçar/defesa animais médios/grandes (geralmente longa e raiada), uma ou duas espingardas para defesa residencial e caça de aves. Isso tudo com 100% emprego prático, em poucas localidades, sem contar colecionismo ou esporte.
Dentro desse contexto, a tentativa de limitar o número de armas permitidas para uso civil, através de critérios sem fundamentos técnicos/científicos, como na lei atual no Brasil, deixa o cidadão com ferramentas inadequadas em muitas situações. O limite hoje de 6 armas é, sendo bonzinho, muito insuficiente.
A importância da finalidade de cada arma é o motivo que menciono “filosofia de uso” em todo novo vídeo sobre armas que faço. É importante entender para qual finalidade cada arma foi projetada, pois elas NÃO atendem a todas as situações possíveis. Enquanto o “estatuto do desarmamento” não é revogado, os brasileiros vão se virando como podem, com ferramentas inadequadas em muitos casos. Isso deve influenciar a decisão de compra de novas armas, que deve ser muito bem pensada, ainda mais num ambiente restritivo como o Brasil.

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