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Os equipamentos de proteção individual no tiro esportivo

proteção no tiro esportivo



Proteção no tiro esportivo



Se você vai praticar tiro esportivo, antes de qualquer elemento, concreto ou legislativo, você precisa saber que há outras normas de segurança além daquelas básicas que você já conhece. Não conhece nem as básicas? Pois bem, aqui estão elas:
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Mas antes do texto, quero te apresentar um de nossos produtos:
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[1] Sempre aponte a arma, carregada ou não, para um local seguro. Lembre-se: mesmo armas descarregadas devem ser tratadas como se estivessem prontas para o disparo. Por que? Porque disparos acidentais acontecem, por mais cuidadoso que você seja. Eles são inevitáveis, e, quando acontecem a arma deve estar apontada para um local seguro. Essa é a sua maior responsabilidade no manejo de armas que disparam projéteis, sejam armas de fogo ou não;

[2] Antes de proceder a qualquer manobra na arma, que não tenha o objetivo de dispará-la, verifique se ela está desmuniciada. Faça isso várias vezes, como se você tivesse problemas de memória. Em revólveres, verifique as câmaras, pela abertura do tambor. Nas demais armas, faça contato visual com o local onde se aloja a munição a ser disparada, e, se necessário, ponha lá um de seus dedos, para sentir se está realmente vazio. Nunca deixe de observar a regra número [1];

[3] Guarde a sua arma em local seguro, fora do alcance de leigos, curiosos e incapazes. Nunca deixe de observar as regras [1] e [2].

Todas as outras regras de segurança derivam dessas três regras básicas. Quanto mais criativo você for, mais regras você pode implementar. Cuidado para as regras não ficarem numerosas e complexas demais, a ponto de o manejo das armas tornar-se inseguro ou contraproducente.

No momento de efetuar disparos, seja em treinamento, competição, ou mesmo na prática informal do tiro recreativo, surge um novo conjunto de regras a serem seguidas. Elas não dispensam as básicas, pelo contrário: devem ser observadas em complementação. Normalmente essas regras ficam fixadas nas paredes dos clubes e dos stands de tiro que você frequenta ou frequentará. Quase sempre são reproduzidas as duas primeiras, arroladas mais acima, seguidas de outras, próprias do clube em questão. A quantidade e o tipo variam muito, quase sempre em função da arrumação e da distribuição do espaço onde se pratica o esporte.

Independentemente de qualquer peculiaridade do clube ou stand, sempre surgirá a seguinte regra para se praticar o esporte de forma segura:

[1] É obrigatório o uso Equipamentos de Proteção Individual, ou E.P.I.

Mas afinal, quais são os E.P.I. utilizados no Tiro Esportivo e por que usá-los?

Existem dois E.P.I básicos e indispensáveis, que, por isso mesmo, devem sempre ir ao clube junto com o atirador. Sua utilização jamais deve ser negligenciada:

[A] Óculos, para proteção dos olhos;

[B] Protetores auriculares.

Dependendo de como seja o espaço do seu clube ou stand, você deve utilizar outros E.P.I., como: bonés com proteção de nuca, para bloquear o sol, quando o esporte for praticado em locais abertos; protetores solares (os mesmos utilizados quando você toma sol na praia ou piscina); botas especiais, para evitar torções ou acidentes que possam envolver seus pés; quaisquer outros equipamentos que se façam necessários, dependendo das condições do seu treinamento ou competição.

Vou abordar os dois primeiros, arrolados pelas letras [A] e [B], acima:

Proteção para os olhos


Por que proteger os olhos?

Primeiramente, você deve proteger os seus olhos pelo simples fato de serem, talvez, as partes mais sensíveis do seu corpo. Além disso são os órgãos responsáveis pelo mais detalhado dos sentidos humanos: a visão.

Dito o óbvio, você precisa saber que seus olhos podem ser feridos de várias formas diferentes durante a prática do esporte do tiro, mas não apenas pelo ricochete de fragmentos dos projéteis disparados.

Os eventos mais comuns são provocados no momento do disparo, quando as altas pressões, geradas nas câmaras das armas, acabam por lançar resíduos para trás, na direção do rosto do atirador. Esses resíduos podem variar muito: desde lubrificantes aplicados em excesso, nas limpezas anteriores aos disparos, passando por grãos de pólvora não queimada, podem até ser compostos por sujidades acumuladas na câmara ou em suas adjacências.

Um borrifo de óleo quente em direção ao seu rosto provavelmente não incomodará muito a sua pele, mas se atingir os olhos, a experiência pode ser muito dolorosa. Grãos de pólvora não queimada, ou em processo de queima retardada, podem até cegar o atirador. O mesmo pode acontecer com as sujidades acumuladas em uma arma mal manutenida.

Esses lançamentos de resíduos para trás são mais comuns em armas automáticas e semiautomáticas. São eventos dificilmente constatáveis em armas de repetição manual, pois nessas armas a culatra deve permanecer totalmente fechada até o final do disparo. Mesmo assim, as armas de repetição manual, como os revólveres, as carabinas e fuzis de repetição por alavanca ou ferrolho, podem apresentar defeitos e lançar resíduos no rosto do atirador.

Outro evento que pode ferir os olhos do atirador é o ricochete de partes dos projéteis. O ricochete do projétil inteiro, além de não muito comum, trata-se de evento de baixa periculosidade, pois grande parte da energia é dissipada no momento do impacto, e, se o projétil não se fragmentar, ou seja, se ele mantiver a toda (ou quase toda) a sua massa inicial, sobrará pouca energia para acelerar tanta massa até uma velocidade perigosa para o atirador ou para qualquer um que esteja observando os disparos em um local seguro.

Mas se o projétil se fragmentar, e é isso o que geralmente ocorre com projéteis recobertos por jaquetas de cobre, o ricochete pode ser bem perigoso para o atirador ou espectador com os olhos desprotegidos. Eu já vi, durante provas de Desafio dos Metais (em que os alvos são exclusivamente feitos de aço), fragmentos de projéteis ricochetearem a ponto de provocar pequenos cortes nos rostos dos atiradores e espectadores. Um fragmento desses em seus olhos e você pode ficar imediatamente cego.

Por esses motivos, você deve proteger seus olhos no momento da prática do Tiro Esportivo. Recusar-se a utilizar o equipamento de proteção dos olhos é motivo bastante para que o atirador seja retirado do stand ou da pista em que pretendia atirar.

Para proteger seus olhos existem os mais diversos tipos de óculos de alta resistência. Com lentes de polímero, de várias cores, formas e tamanhos, e, principalmente, de vários preços. Lentes de alto contraste, amareladas, ajudam muito na rápida aquisição de visada, principalmente quando o alvo é escuro.

Óculos de proteção para trabalhos industriais também servem, pois suas lentes oferecem pouca ou nenhuma distorção, além disso são bastante resistentes e muito, muito baratos. Eu recomendo a utilização de lentes antiembaçantes.

Se o dia estiver muito claro, você pode optar por óculos com lentes escuras, desde que a cor das lentes não prejudique os seus disparos.

Esses são alguns modelos de óculos que eu já usei e gosto muito:

Óculos de Segurança Fênix - Anti-Embaçante DA-14500 – Cerca de R$ 7,00
Recomento um par com lentes claras e um par com lentes escuras

Oculos Peltor Shooting Glass – Cerca de R$ 80,00
Lentes de alto contraste

Também é muito bom utilizar uma tira para manter os óculos firmemente fixados à nuca do atirador, impedindo o movimento indesejado durante as provas que requeiram muita atividade física, como o IPSC.

Proteção para as orelhas


A prática do Tiro Esportivo é uma atividade bem barulhenta, quando você está usando armas de fogo. Para tiros de pressão, arcos e afins, é quase certo que você possa dispensar a proteção para as suas orelhas. Mas isso não é uma regra, pois existem carabinas PCP, de ar comprimido, que geram ruídos tão agressivos quanto carabinas em calibre .22 Long Rifle.

Treinar, competir ou se divertir no Tiro Esportivo sem a utilização de proteção auricular é proibido pelas normas de todos os clubes e stands de tiro. Isso porque, sem essa proteção, você perderá sua audição em pouquíssimo tempo. Totalmente surdo você só ficará se abusar muito, mas você perderá mais de metade de sua audição.

Além disso, é desconfortável e até dolorido ficar exposto a tantos ruídos, pois as altas pressões geradas pelos disparos se propagam pelo ar e pressionam seus tímpanos. Por isso, proteja as suas orelhas.

Existem no mercado vários modelos de protetores auriculares: desde os mais simples e baratos, como os plugues de silicone utilizados em proteção industrial, até os mais caros e complexos, com recorte para não atrapalhar o tiro com armas e longas. Ainda existem os eletrônicos, capazes de bloquear apenas os ruídos dor disparos, sem prejudicar a conversação e a audição dos demais sons.

Esses são alguns modelos que eu conheço e gosto:

Protetor Auricular de Silicone Tipo Plug Dystray 15 dB – Cerca de R$ 1,00

Protetor Eletronico Caldwell e-max low profile – Cerca de R$ 300,00

Protetor Remington Dobrável NRR 30 M-31 – Cerca de 150,00
  
Protetor Qb2hyg Howard Leight By Sperian Ear Plugs – Cerca de R$ 30,00

Note que os protetores do tipo concha, mostrados pela segunda e pela terceira fotografias, devem ter perfis baixos (low profile), se você quiser utilizá-los confortavelmente com armas longas. Do contrário, o protetor se chocará com a coronha, tornando o tiro bem desconfortável.

Usem sempre proteção para os olhos e para a orelhas.

Lembrem-se: segurança em primeiro lugar.


Fonte:

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