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O Bem Caminha Armado

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Texto por:
Arthur Clemente


O bem caminha armado:

A violência é intrínseca ao homem. Desde que os primeiros indivíduos se relacionaram no espaço terrestre, existiam conflitos com a finalidade de prejudicar ao outro violentamente. Com o passar dos milênios, os homens desenvolveram instrumentos com a função de estar em vantagem significativa. Uma lança significava não dar chance de vitória ao seu inimigo. E assim é a evolução.

Na antiguidade, defender o seu povo era algo extremamente complexo, de forma que apenas os homens mais fortes e corajosos se colocavam dispostos a lutar até a morte pela permanência de seus amados e suas propriedades. 


As armas de fogo ganharam notoriedade por volta do século XVI e tinham a função de igualar o indivíduo contra uma força maior, uma tropa com mais guerreiros ou com guerreiros mais fortes. A função da arma nunca foi a guerra. A arma tem função por conta das guerras.


O mais importante da discussão é começar dissociando as armas da violência, na medida em que são apenas instrumentos para igualar-te à capacidade de seu inimigo. A arma proporciona a sua avó uma legítima defesa contra o Jon Jones, por exemplo. O desarmamentista prega que você é um animal sacrificável em nome do ideal estatal-coletivista.


Eticamente, ser a favor do desarmamento não é ser contra as armas, é sim defender que um grupo autoritário, que se financia coercitivamente por espoliação, detenha o monopólio das armas e promova a retirada delas para nós, meros mortais. Logicamente, defender esse raciocínio é atestar a incapacidade cognitiva de entender a função do Estado e sua anatomia em usurpar o poder.


A premissa desarmamentista é afirmar superioridade intelectual aos burocratas, pois, necessariamente, o argumento para desarmar a população deve ser que você sabe mais do que as pessoas precisam do que elas mesmas, até porque, em nosso país, o voto escolheu sim pelas armas e a mentalidade autoritária impôs o não.


Para os estatistas, o Estado tem o dever de prover segurança ao seu povo. Eu mais do que discordo. O Estado é completamente o oposto da segurança. Ele só existe porque pratica espólio sob ameaça de prisão ou morte, impossibilita o cidadão de se armar e ainda diz que quer o defender? Agride-o, soca sua cara, não lhe deixa colocar gelo mas lhe da um picolé para chupar. O Estado é a perversão da lei e de forma alguma é capaz de assegurar ninguém, já que não é Deus, por não ter o poder da onisciência e onipresença. A única pessoa que estará no mesmo lugar e tempo que você, é você mesmo.


No Brasil, desenvolveu-se uma perigosa visão diabólica das armas, associando inclusive o uso delas com uma imagem de pessoa bruta e violenta. Uma civilização que pretende estabelecer a paz e a justiça necessita de liberdade, e para obter essa tríade gloriosa, necessita desenvolver um senso moral e ético para com as medidas que serão tomadas.


Promovemos uma política desarmamentista que fracassou na prática e funcionou apenas na mentalidade, tendo criado a ideia ilusória de que as armas causam mortes e infelicidade. Em contrapartida, o que nos é dito para acabar com essa zona de guerra que virou o Brasil é que não podemos responder violência com mais violência. As propostas “humanitárias” sugerem investir na educação e fortalecer ainda mais o Estatuto do Desarmamento, pontuando ainda uma possível tendência falsa de que o armamento seja uma proposta elitista, sendo que exatamente o que o desarmamento promoveu foi o afastamento dos pobres das armas, incluindo muita burocracia e cobranças em medidas como: exigir um emprego e moradia fixa; fazer com que o processo para se tirar o porte da arma custe de 7 a 9 mil reais, sem contar o custo da arma que vem do monopólio da empresa mista Taurus e, ainda, adocicado com 72% de imposto no preço.


O armamento é a proposta mais próxima da classe mais baixa, um fuzil importado custa 2.500 reais e mais o frete, algo que podemos considerar barato se levar em consideração que, para quem vive marginalizado, chega a ser mais efetivo que um plano de saúde. Inclusive, imaginando aqui uma proposta completamente ilusória... se o governo distribuísse 100 milhões de fuzis ao preço de 2.700 reais para a população, teríamos um gasto de 270 bilhões, algo que compete a 1 ano e 4 meses do gasto governamental em segurança pública. E certamente se essa fosse a política adotada há 3 anos não teríamos visto aquela crise na segurança do Espírito Santo com a paralisação dos polícias.

 E alguém ousa dizer que seria uma prática pior do que os investimentos atualmente feitos?

A ideia de que mais armas causam mais violência já nasce refutada em nosso território mesmo. O Nordeste foi a região que mais desenvolveu sua desigualdade de renda dos últimos anos e é também a região com menor índice de armas da federação. Consequentemente, foi onde a criminalidade violenta e simples explodiu nos últimos 10 anos.


O “país tropical” gasta com educação uma parcela do PIB maior que a da grande maioria dos países desenvolvidos. Isso de forma alguma altera a consciência criminosa. Criminosos não têm incentivo para estudar, visto que é mais fácil ser bandido em um país em que a insegurança jurídica e a impunidade reinam há décadas, garantindo muitas vezes leis mais protetoras dos criminosos do que ao cidadão de bem que, portando uma arma, pode utilizá-la para se defender de um elemento ruim, neutralizando-o e tendo que responder inclusive contra os direitos humanos por simplesmente garantir sua liberdade.


Também muito utilizada, a argumentação desarmamentista prega a falácia da pobreza para justificar a criminalidade. Esse é um argumento elitista que classifica o pobre como problema e, muito longe disso, a pobreza não implica bandidagem. Utilizando o exemplo de um país que desde sua criação foi armamentista e capitalista, os Estados Unidos viveram sua maior crise em 1929. Investidores se matavam por conta da falência e se o que tal discurso preconceituoso prega fosse verdade, deveríamos ter visto um aumento significativo da criminalidade na década de 30. Mentira! Os índices de criminalidade inclusive são maiores durante os “loucos anos 20” do que nos pós-caóticos anos 30. 

Por que então a pobreza não causou criminalidade nas antigas 13 colônias?


Na tentativa de encontrar alguma situação em que o armamento não seja a solução, os desarmamentistas propõem a hipotese de que uma abordagem criminosa sempre possui vantagem sobre a vítima, pois os criminosos seriam mais preparados e não possuiriam amor a suas vidas, sem temer um possível confronto. Esse argumento não passa de uma besteira superficial em que uma situação aleatória é criada e completamente elaborada para concluir o fim lógico necessário que comprove a estupida tese desarmamentista. Não podemos criar leis partindo de casos específicos; ademais, criar um momento em que a vítima já está sendo abordada por um criminoso armado significa justificar que a política desarmamentista já não funcionou, por possibilitar um criminoso portar o utensílio e, além, significa dizer que você sabe o que é melhor para as outras pessoas, já que está pregando coercitivamente que a vítima não pode ter o mesmo instrumento durante a abordagem. Promover o desarmamento é afirmar a ideia de que outra pessoa pode tomar as decisões da sua vida, mesmo que lhe custe uma arma apontada em sua cabeça e ter a cintura vazia, impossibilitado de qualquer ação a não ser ficar à mercê do bandido.


Mas, como o utilitarismo reina nos ideais esquerdistas, conseguimos facilmente explicar que, inclusive nesse caso montado, existe sim uma maior possibilidade de defesa com o armamento. Supondo que a vítima já esteja rendida e sem a capacidade de sacar sua arma, caberá talvez a um terceiro prover a segurança mútua, por exemplo, alguém que esteja passando na cena do crime e possua uma arma. Uma civilização com princípio armamentista detém em seu cerne sensos de justiça e potência superiores a qualquer outra, criando nos homens de bem a justa vontade de eliminar o mal. Nada mais correto. Uma civilização deve amar a justiça e o bem, não o crime e o mal. Quem poupa o lobo sacrifica a ovelha. Defender a vida de criminosos é defender a morte de inocentes, pois a impunidade assim o faz. Amar o mal não é uma virtude.


O corolário do direito à vida é o direito de ter armas.

Em uma outra tentativa louca de afirmar ser mais perigoso portar uma arma do que não, os críticos do porte vão contra os estudos que garantem que, ao invés do que os desarmamentistas tentam fazer o povo acreditar, não é mais fácil você se ferir reagindo, se comparado a não esboçar nenhuma reação. Os dados apontam que 24,7% das vítimas de roubo são feridas quando não fazem absolutamente nada para se defender, apenas 17,4% das pessoas que reagem com armas de fogo sofrem algum ferimento.

Culturalmente, o que tenta se pregar é que o Brasil não tem estrutura para ser armamentista e as comparações com qualquer outro país são inválidas.


Parece inteligente e superior dizer que “o brasileiro não tem capacidade para ter uma arma”, mas, parando para pensar, esse argumento é arrogante, prepotente e ignorante. Há 15 anos o Brasil possuía uma das leis mais liberais na questão das armas. Lojas de ferramentas vendiam munições e cartuchos. No shopping podia se comprar uma arma, bastava ter 21 anos e uma autorização muito simples. O fato é que em terras tupiniquins a violência sempre foi um problema. O rumo do país contrário ao capitalismo afasta a possibilidade de paz. Como já foi dito, a pobreza não é a causa da criminalidade; porém, uma correlação existe, sim, entre a violência e a falta de oportunidade. Um mau-caráter da classe média utiliza de todos seus conhecimentos e seu alcance social para praticar crimes do seu nível, como corrupção, por exemplo. Uma sociedade pobre estará mais próxima da violência na medida em que sua área de atuação criminal não ultrapassa as esferas sociais e se resume em roubos, que pedirão por armas para ser cumpridos. Ademais, os homicídios não possuem relação com a pobreza, mas são consequência dessa área de atuação criminal com características próprias. Ricos também matam – talvez por outros motivos.


Enfim, nosso país em si já é um bom exemplo de fracasso do desarmamento. Após 15 anos desta política num país tomado pela corrupção e pelo tráfico, a comparação semelhante que posso fazer é entre México e Brasil. Enquanto o número de armas por cada 100 habitantes não ultrapassa 9 aqui no Brasil, no México chega a 16. Os homicídios? Possuímos quase o dobro que os vizinhos dos EUA.


Entre nossas fronteiras, países com desenvolvimento e histórico semelhantes, estamos como o 3º país mais violento. Perdemos para as também desarmamentistas Venezuela e Colômbia (que possui um problema histórico com guerrilhas comunistas). Dentre os mais seguros, vemos a Argentina e o Chile, que possuem menos restrições que nosso país e índices americanos de homicídios; já o Uruguai, o país mais armado do hemisfério Sul, em que 33% da população têm o utensílio, apresenta números excelentes, de apenas 6 homicídios com arma de fogo por cada 100 mil habitantes. Outro exemplo é o Paraguai. Boa fração dos homicídios ocorre nas zonas fronteiriças com o Brasil, que fez um tratado para impedir comércio de armas na região. Ainda com 40% menos homicídios que o Brasil, o Paraguai possui quase o dobro de armas para cada 100 habitantes, isso é, mesmo com mais armas, o Paraguai possui uma taxa de mortes por arma de fogo inferior ao Brasil.

Países desarmamentistas que teriam funcionado são uma tentativa de tornar o argumento empírico. Mas não é bem assim... 

O Japão estabeleceu política desarmamentista no século XVI. Os senhores feudais encontravam problemas para reprimir os levantes dos camponeses e propagaram a retirada das armas para acabar com um problema social;. o argumento nunca foi contra a violência. A facilidade no controle da entrada de armas ilegais, por se tratar de um país insular, favorece a operação para os japoneses, o que não impede que o Governo precise sustentar acordos “amigáveis” com a Yakuza, por exemplo.


A Inglaterra se transformou no país mais violento da Europa, já tendo sido uma das terras mais seguras do Velho continente. Desde a chegada das armas na terra da rainha, por volta do século XVI, os números criminais caíam proporcionalmente até as primeiras leis restritivas em 1920. Os bretões nunca tiveram problema com a violência, porém, fato é que as políticas desarmamentistas instauradas no fim do século XX não funcionaram. Como resultado, a Amazon viu crescer em quase 5.000% a venda de tacos de metal e porretes de indivíduos, buscando uma alternativa de armamento minimamente eficiente.


Os crimes violentos subiram até 2004 e tiveram quedas pouco perceptíveis até 2015. Nos últimos anos, voltaram a disparar e fizeram de Londres uma cidade com mais crimes que Nova York.

Em contrapartida, apresento para rebater tal argumento falacioso dois casos. 


Jamaica, década de 60. Acabara de sair da guerra de independência e possuía armas livremente. O controle começou em 1967, ficando draconiano no início da década seguinte. Os números de homicídios eram de 4 por 100 mil habitantes, extremamente baixos para a época (ano de 1962); os EUA possuíam 4,6 por 100 mil, para ter uma ideia. Desde aquela época gloriosa de “paz” na Jamaica até os dias de hoje, o desarmamento na ilha caribenha afastou as armas dos cidadãos de bem e criou tanto um problema enorme de violência com gangues quanto se tornou o país com a polícia mais tirana e assassina do mundo, em proporcional escala. Acompanhada de uma forte guerra às drogas, tais políticas autoritárias e anti-liberdade mostraram-se fracassadas. De antemão, o outro país expandiu a venda de armas constantemente e hoje a consequência se reflete em estabilidade para um, 4,7 homicídios para cada 100 mil habitantes; o outro virou zona de massacre e disparou para 45 homicídios em números recentes. Certamente não preciso dizer qual é qual.


Austrália, diferentemente da irmã de projeto Jamaica, “desarmou” a população junto de uma economia capitalista, que tornou o país um dos mais desenvolvidos do mundo. Historicamente, a terra da Oceania nunca teve problemas de violência pelas armas, mas teve um caso, perto do ano de 1997, em que um psicopata promoveu uma série de mortes por armas, acumulando penas de até 30 prisões perpétuas. As manifestações sociais pressionaram o Governo por alguma solução... é claro, os governantes culparam as armas e promoveram suas retiradas gradualmente, pois seria a solução mais fácil. 

O governo australiano adotou uma política de exigir as armas de cano longo e automáticas, enquanto as pistolas poderiam manter-se desmontadas em casa; porém, para quem preferisse, o Estado entraria com dinheiro para comprar sua arma, ou seja, literalmente subornaram a população. Diretamente os números da violência pioraram em assaltos e estupros e se mantiveram estáveis em homicídios por mais ou menos 3 anos, o que não refletiu em queda dos homicídios com arma. Depois, tiveram significativas melhoras no tocante aos homicídios, tendo chegado a 230 mortes por arma de fogo no ano de 2014. Outros índices também não subiram, mas comparados a momentos anteriores ao desarmamento, a mudança não é tão significativa, levando-se em conta que as estatísticas criminosas dos últimos 20 anos melhoraram na maioria do mundo, sendo em toda a Europa, América do Norte e Ásia.

É possível compreender que tais países não adotaram o desarmamento com a justificativa de diminuírem a criminalidade, visto que nunca viram a violência como o maior de seus problemas, anteriormente...


Irlanda, Islândia e Noruega são países em que a polícia não anda armada, com exceção de alguma patrulha especial e do porte de arma a policiais noruegueses, que ficam guardadas no carro e podem ser usadas em emergências. Esses países nunca tiveram qualquer problema com violência e a política desarmamentista norueguesa não impossibilitou um atentado sério em 2011 próximo a capital, Oslo, que terminaria com 77 mortos, onde a polícia apareceu quase 1 hora e meia depois da tragédia.
Os islandeses, por outro lado, são umas das nações com mais armas do mundo. 1/3 da população possui arma de fogo e o índice de homicídios anuais nunca ultrapassou 1,8 para cada 100 mil habitantes – em outros números, 5 mortes anuais no máximo. Para se ter uma ideia, a “polícia” islandesa fez a primeira vítima da história recentemente, um senhor armado em casa que reagiu às tentativas “pacíficas” de intervenção.


Como pudemos analisar, o desarmamento não é sobre armas, porque quem quer proclamar o desarmamento necessita que exista uma força autoritária fortemente armada. Desarmamento é sobre controle, pois eles apenas não querem que eu ou você tenhamos armas. Ou seja: eles não confiam no indivíduo. E não é sobre o preparo que eles defendem as armas para a polícia, pois até quem tem o preparo seria privado de armas. A lógica é que os militares e policiais, como agentes do Governo, defendem a organização e estão protegidos de fazer algo errado apenas pelo fato de estarem dentro do poder, pois também são pessoas comuns. Ser a favor do desarmamento é ser a favor do uso da violência de um grupo muito pequeno contra um grupo muito maior que estará enfraquecido. Controle de armas não é sobre armas, é sobre controle.


E se ainda o seu ideal desarmamentista fala mais alto, ok, somos livres para gostar ou não de qualquer coisa. Porém, não assuma a responsabilidade tirânica e autoritária de reproduzir a sua opinião para o resto dos indivíduos, ainda mais utilizando o desonesto argumento de que os estará ajudando a se proteger, sendo que a lógica, a ética e a prática nos provam completamente o oposto disso. Armas de fato salvam vidas e nada têm a ver com aumento de criminalidade em lugar algum do mundo. Assim como o desarmamento pode ter sido implementado em alguns países e dar a falsa impressão de que funcionou bem, porém, essa impressão não passa de uma falácia de correlação, pois, como bem vimos nas pesquisas e históricos das nações, as armas nunca foram o problema; pelo contrário, em muitos lugares foram, sim, uma salvação, o que explica o aumento da violência acompanhando as políticas anti-fogo.


Como um libertário, eu não sinto propriedade em defender a argumentação utilitária. Nem mesmo se as armas de fato fossem o problema eu teria a soberba em impor meu ideal sobre os outros. A ética não tem número e não tem ideologia, ela é deduzida da lógica e nos promete que o indivíduo livre é soberano.


Se uma sociedade ‘pacifista’ renunciasse ao uso de força retaliatória, ela estaria abandonada à mercê do primeiro matador que decidisse ser imoral. Tal sociedade alcançaria o oposto de sua intenção: ao invés de abolir a maldade, ela a encorajaria e premiaria” 

- Ayn Rand, A Natureza do Governo


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Fonte:




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