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TECHNICALS: A CAVALARIA LIGEIRA DO SÉCULO XXI

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Por Russo Maik.
    
Technical é o termo originado na Somália no começo da década de 1990 para designar veículos leves civis adaptados para uso em combate, geralmente jipes ou picapes, equipados com metralhadoras e canhões sem recuo. O termo surgiu do fato desses veículos serem usados por técnicos de segurança das agências humanitárias na Somália. Esses veículos são utilizados geralmente em guerra assimétrica por grupos com capacidade limitada para dispor de veículos militares especializados.
  O primeiro emprego com sucesso amplamente conhecido de veículo armados sem blindagem operando como elemento de combate principal em uma unidade independente, foi com o Long Range Desert Group (LRDG) britânico, notórios por suas façanhas durante a segunda guerra mundial nos desertos do Egito, Líbia e Chade, contra o Afrika Korps nazista. O LRDG utilizava jipes Willys, um utilitário militar, adaptados com metralhadoras pesadas, realizando reconhecimento e combate em grande profundidade nas linhas inimigas. Posteriormente os jipes armados acabaram sendo incorporados nas forças regulares, na maioria das vezes perdendo importância nos combates para veículos mais protegidos, ficando novamente relegados à funções logísticas e de segurança.
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Jeep Willys em uso pelo LRDG, dupla precursora do conceito technical.
  O ressurgimento do emprego em larga escala desses veículos improvisados para combate contra exércitos convencionais foi na luta pela independência da frente polisário contra a Mauritânia e o Marrocos, a partir da Argélia, em 1975, esses guerrilheiros empregaram as technicals com sucesso em ataques de longo alcance contra forças convencionais e menos ágeis. No entanto, foi no conflito entre Chade e Líbia que foi creditado aos technicals a primeira vitória num combate em larga escala atuando como elemento de combate principal, o que lhes deu muita popularidade, ao ponto desse conflito ficar conhecido como “Toyota War”. Em 1987, os soldados do Chade, equipados com picapes armadas, enfrentaram o exército Líbio fortemente mecanizado na faixa de AouZou, tendo sido as technicals fundamentais para a vitória, conduzidas por mais de 150 KM dentro da Líbia para atacar suas bases militares. Nesta guerra, a força chadiana equipados com veículos improvisados prevaleceram sobre a força Líbia equipada com veículos militares especializados em combate direto, embora muito dessa efetividade se deve ao fornecimento de Mísseis Guiados Anti-Tank (ATGM) Milan, por parte da França para o Chade equipar esses veículos.
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Toyota transportando guerrilheiros: uma cena que se tornou comum no norte da África.
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Tradicionais technicals da Somália, onde surgiu o termo: acima um jipe equipado com um canhão sem recuo, embaixo uma picape equipada com uma metralhadora pesada.
 Durante as décadas de 1990 e 2000, com o fim da guerra fria e a redução do fornecimento de equipamentos militares pesados por parte das superpotências, as technicals se multiplicaram em diversos conflitos na África e oriente médio. Porém foram nos conflitos surgidos da “Primavera Árabe” que as technicals consolidaram seu status de “Cavalaria Ligeira do Século XXI”, onde têm sido empregadas em larga escala, tanto por forças rebeldes como por forças governamentais, principalmente na Líbia e na Síria.
 Na Líbia, Kaddafi provavelmente pensou que seus problemas com picapes haviam acabado quando retirou suas tropas do Chade, mas ele viveria para ser assombrado por Toyotas uma última vez. A mecânica no estilo “Mad Max’ dos rebeldes da Líbia, nascida do desespero da guerra civil em 2011, superou qualquer outro operador de technicals do passado, como Chade ou Somália. Enfrentaram infantaria regular, blindados e até caças e helicópteros, empregando armamentos pesados além dos tradicionais canhões sem recuo e metralhadoras pesadas, capturados do arsenal Líbio ou canibalizados de veículos militares danificados, adaptando-os às caçambas das picapes, como: canhões anti aéreo rebocados ZU-23-2; lançadores de foguetes rebocados Tipo63; Módulos MLRS removidos dos BM21 Grad; Poods de foguetes S5 de caças e helicópteros; torres removidas de blindados BTR e BMP com canhões automáticos de 23mm e 30mm e até mesmo 76mm de baixa pressão; usados como artilharia, apoio de fogo direto e até combate de infantaria.
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Estilo Mad Max: acima, guerrilheiros líbios; no meio, reparo adaptado do pood de foguetes S5 canibalizados de caças e helicópteros; abaixo, adaptação do lançador de foguetes rebocados Tipo63 na caçamba de uma picape e a curiosa solução para armazenamento de foguetes sobressalentes.
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Adaptação do canhão rebocável ZU 23-2.
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Adaptação de foguetes do BM21 Grad.
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Torres removidas de blindados BMP para adaptar as picapes.
  Essa engenharia, empregada com sucesso nos technicals da Líbia, fez surgir a lenda de que consultores chineses e a empresa ZX AUTO produziram a maioria das picapes usadas na rebelião, de modo à servirem como propaganda de que “suas picapes eram mais fortes do que a guerra”. O que corrobora essa lenda foi o fato de um lote de 6.000 picapes da empresa chinesa ZX AUTO terem ido parar nas mãos dos rebeldes e, na maioria, estarem equipadas com reparo de metralhadoras pesadas padronizados na caçamba. As technicals foram usadas com grande eficiência para atacar as forças pró-governo, levando à dissolução do exército e a execução do próprio Kaddafi.
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Picapes chinesas ZX AUTO com reparo padronizados na caçamba, usadas pelos rebeldes líbios em grande quantidade.
 O uso de technicals também tem sido observado em forças especiais, principalmente pela natureza clandestina de suas ações, de modo à se camuflarem como civis e dificultarem a identificação por parte dos inimigos, mantendo a mobilidade e capacidade de combate, assim como pela facilidade de adquiri-los no próprio local, além de poderem abandona-las após as missões sem deixar vestígios. Os EUA e seus aliados tem feito bastante uso das technicals no Iraque e no Afeganistão, além de também serem usadas por “operadores privados” e forças policiais em toda região do oriente médio.
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Technicals usadas por operações especiais.
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Technicals usadas por operadores privados.
 Os grandes trunfos das technicals na função de cavalaria ligeira são sua velocidade e mobilidade, tanto em áreas urbanas como rurais, podendo atacar de posições inesperadas, implantado tropas e as apoiando, assim como dispersando rapidamente quando necessário, compensando seu limitado poder de fogo e blindagem. Outros fatores fundamentais para esse sucesso são: facilidade de camuflagem inerente a sua natureza civil; baixo custo de aquisição e manutenção; confiabilidade e simplicidade mecânica; baixo consumo de combustível; fácil de operar e de manutenir mesmo com mão de obra civil; ampla disponibilidade em qualquer mercado civil e facilmente contrabandeado; além de sua incrível modularidade, permitindo adaptar ou remover armamento ou placas de blindagem facilmente, para mudar a missão de acordo com a necessidade ou simplesmente se retirar como um veículo civil, tornando as technicals muito úteis para forças que não dispõe da infraestrutura operacional de um exército convencional, sejam guerrilheiros, forças especiais ou operadores privados.
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Technicals transportam e apoiam as tropas.
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Além da camuflagem natural por ser um veículo civil, os guerrilheiros têm usado um modo simples de aumentar a dissimulação: emplastam a carroceria dos veículos com lama ou areia para diminuir o contraste com o terreno onde operam.
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Numa picape, basta cobrir o armamento na caçamba com uma lona para que mantenha o aspecto civil e passe despercebida a sistemas de vigilância.
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As technicals tem sido usada muitas vezes com blindagens improvisadas, adicionando desde uma simples placa de proteção até grades de proteção contra RPG.
 O emprego de armamentos mais pesados, apesar de muitas vezes reduzir a eficiência, aliado às características notáveis das technicals e a adição de chapas de proteção resistentes as armas comuns da infantaria, tem proporcionado uma capacidade maior para forças atuando com táticas de guerrilha enfrentarem infantaria regular, blindados, helicópteros e até caças, ampliando a capacidade de combate para além dos caros e mais escassos ATGM e Manpads, o que tem motivado a utilização de armamentos mais capazes mesmo em blindados leves nas forças convencionais, de modo à contrapor essa ameaça, como por exemplo a adoção de canhões 30mm automáticos remotamente controlados no blindado russo Tigr e no americano JLTV.
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As picapes são especialmente úteis para dar mobilidade aos ATGM mais pesados em longos deslocamentos, facilitando emboscar comboios blindados e se evadir rapidamente.
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Acima o blindado russo Tigr equipado com canhão VPR 30mm, abaixo o blindado americano JLTV com canhão M230 30mm.
 Entretanto, o desenvolvimento dessas armas pesadas especificamente para blindados leves, geralmente em kits remotamente controlados, é uma faca de dois gumes, já que também poderão ser adaptadas as picapes ainda mais facilmente e com eficiência melhor que as armas meramente improvisadas. Por outro lado, já existem empresas que tem desenvolvido armamentos especificamente para adaptar em picapes civis, como o obuseiro Hawkeye 105mm Howitzer adaptável diretamente sobre o chassis do veículo juntamente com sistema de estabilização, ou o morteiro desenvolvido pela Thales de 60 ou 80mm, montáveis sobre a caçamba de picapes, jipes e até ATVs. A vantagem dos kits, especialmente os remotamente controlados, é que são facilmente instalados ou removidos dos veículos, além de serem implementados ou contrabandeados para as forças de combate em qualquer território, das mais diversas formas, o que os tornam especialmente úteis para forças especiais e guerrilheiros, incrementando consideravelmente seu poder de fogo.
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F350 equipada com obuseiro Hawkeye 105mm Howitzer diretamente sobre o chassis.
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Picape Toyota equipada com morteiro 60mm dá Thales.
 A China também tem apostado no emprego de armamentos pesados em veículos leves, como picapes e jipes, na sua principal forma de defesa de pronto emprego, através do 15° Airborne Corps. Essa unidade considerável do exército popular da China, implementada por meios aeromóveis e aeroterrestres, é destinada à atuar contra guerrilhas em regiões de difícil acesso e como elemento de primeira defesa, atuando com táticas de guerrilha para atrasar os inimigos até a chegada de forças de combate principais. Uma variedade de jipes e picapes, dong feng e beijing, tem sido vistos equipados com armamentos pesados, em versões com ou sem blindagem, como: morteiro auto propulsado SM4 de 81mm, montado sobre a caçamba e que pode realizar disparos diretos e indiretos; obuseiro autopropulsado norinco SH9 de 120mm; norinco CS/AA6 com 2 canhões 23mm tipo 85 e 2 Manpads FN6, que pode ser usado como artilharia antiaérea e também para fogo direto e indireto contra infantaria e veículos leves.
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Acima um veículo ong feng com canhão 23mm e 2 Manpads, abaixo Beijing equipado com morteiro 81mm.
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Veículos com blindagem leve, acima o CS/AA6 com canhão 23mm e Manpads, abaixo o SH9 equipado com obuseiro 120mm.
  Os EUA foi um dos pioneiros a substituir os Jipes militares por picapes civis em larga escala, a partir de 1976, conhecidos como CUCV(commercial utility cargo vehicle), entretanto essas picapes eram empregados basicamente como utilitários em cenários longe do combate. Porém, antes do veículo multifuncional HMMWV ser adotado em definitivo para substituir os Jipes nas funções de reconhecimento, segurança e logística em combate, as picapes CUCV chegaram a ser usadas em zona de combate com o 75th Ranger e o 82nd Airborne em Granada em 1983, além dos americanos terem testado uma versão delas armada com mísseis anti-tank (ATGM) HellFire. Pouco se sabe sobre essa versão armada e seus objetivos práticos, embora fosse o auge da guerra fria e contrapor o grande número de blindados soviéticos pareça ser o motivo mais plausível. Com início de operação do HMMWV a partir de 1985 e seu grande sucesso na guerra do golfo em 1991, o CUCV foi novamente relegado ao papel logístico fora de combate, onde permanece esquecido, agora sob o nome de LSSV (Light Service Support Vehicle).

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CUCV usado na operação Urgent Fury, invasão de Granada em 1983.
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Protótipo CUCV armado com um par de mísseis HellFire.
     O desenvolvimento das technicals não tem ficado restrito aos armamentos e, toda a atenção que esses veículos têm atraído por parte de forças especiais, operadores privados e programas de assistência à guerrilheiros, levou à empresa americana Navistar desenvolver a picape NSTT( non-standard tactical truck), um veículo totalmente modular que pode receber blindagem e armamentos ou mesmo ser configurado como uma picape civil para facilitar a camuflagem em operações clandestinas. A gigante Chevrolet também se aproveita dessa popularidade das technicals para promover seu programa de desenvolvimento de células de hidrogênio em parceria com os militares americanos, escolhendo para teste e divulgação de sua nova picape civil Colorado ZH2, chamado de stealth pelas características furtivas proporcionadas pelo motor elétrico, que produz baixo ruído, pouca emissão térmica e de gases. A escolha da Chevrolet pelo novo modelo da picape Colorado não é aleatória, já que esse modelo concorrerá diretamente com a Toyota Hilux no mercado civil, a mais famosa das technicals.

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Picape Navistar NSTT, com foco na modularidade para aumentar a o potencial das technicals.
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Chevrolet Colorado ZH2 “stealth”, movida por célula de hidrogênio.
 A predominância do uso de picapes como technicals, ao invés dos precursores jipes, se dá devido à maior disponibilidade das picapes no mercado civil, sua maior versatilidade para múltiplas funções, como maior carga, mais tropas e armamentos pesados, apesar de uma capacidade OFF Road ligeiramente inferior. As picapes da Toyota (Hilux/Tacoma/Land Cruiser) são um capítulo à parte nessa história, elas têm sido tão populares como technicals nos últimos conflitos, que geraram a teoria conspiratória de que a empresa estaria financiando grupos guerrilheiros no oriente médio, quando na verdade esse fenômeno ocorre porque a Toyota é a 3° picape mais vendida no mundo, só atrás das maiores, mais caras e mais beberronas Ford e Chevrolet, que são mais difíceis de adquirir novas em quantidade nos países pobres do oriente médio.
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Acima, carreatas de Toyotas do ISIS que já se tornaram uma imagem comum no oriente médio; abaixo uma picape Toyota com um curioso sistema de lagartas que era usada pelo ISIS e foi capturada pelos curdos.
No entanto, as picapes americanas também são vistas em uso como technicals na região, porém a maioria são adquiridas “semi novas”, exportadas em lotes do saturado mercado americano para países pobres, como Turquia, Iraque, Kuwait, Arábia saudita e Egito. Essa circunstância também gerou uma situação inusitada, quando uma caminhonete da empresa de um encanador americano foi parar na guerra civil da Síria e foi fotografada em combate nas mãos de terroristas, ainda ostentando o logotipo da empresa fixado na porta e equipada com um canhão na caçamba. O encanador, Mark Oberholtzer de 62 anos e morador do Texas, trocou sua picape “velha” por um modelo mais novo e, a pedido da concessionária, não removeu o logotipo para não danificar a pintura. Semanas depois a concessionária vendeu a caminhonete em um leilão para outra empresa em Houston, que posteriormente a exportou junto à um lote de outros veículos para a Turquia, sem remover o logotipo da empresa. Da-li perdeu-se o rastro dela, até que apareceu na fatídica foto compartilhada em várias mídias sociais e tornou a vida do encanador um inferno.
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Acima, a picape do encanador americano que gerou tanta polêmica; no meio e abaixo outras picapes americanas, maiores, mais caras e mais beberronas se comparadas as Toyotas, mais populares entre os guerrilheiros.
 O fenômeno de veículos usados exportados para vários países ocorre porque o mercado americano de veículos novos é muito grande, para ter uma noção em 2015 o Brasil emplacou 2.5 milhões de veículos enquanto os EUA emplacaram 17.4 milhões. No topo da lista de veículos mais vendidos dos EUA estão 3 modelos de picapes, a Ford F-series, Chevrolet Silverado e dodge RAM, enquanto no Brasil não há nenhum utilitário entre os 10 veículos mais vendidos, apenas modelos populares. Somente a Ford F-series vende no mercado americano o mesmo que ⅓ de todos os veículos produzidos no Brasil, sendo necessário somar os 8 veículos mais vendidos em terras tupiniquins para alcança-la. Toda essa pujança da indústria automobilística americana cria naturalmente um mercado muito grande de veículos usados sem valor para o mercado interno e acabam sendo exportados em lotes de baixo custo para países que tem menos barreiras comerciais. O fato das picapes liderarem o mercado americano de veículos também é um fator que pode explicar a integração de armas e plataformas no conceito technical, que nas mãos dos civis americanos seria uma última defesa contra inimigos externos e mesmo internos, em um país cada vez mais dividido, numa visão que seu próprio povo já tem em relação à posse de armas, onde se consideram “o maior exército do mundo”, pois apenas de caçadores registrados todos os anos são mais de 8 milhões, enquanto estima-se que haja 300 milhões de armas nas mãos dos civis.
 O século XXI tem se tornado a era das picapes de guerra, uma época de conflitos irregulares, em geral localizados onde há múltiplos interesses envolvidos, enquanto a rivalidade entre as grandes potências permanecem suprimidas e a guerra convencional em larga escala é rara, as technicals, até então marginalizadas no meio militar, se tornaram o verdadeiro cavalo de batalha.

Editada em 17/06/2017:
Como fizemos referência na matéria sobre o provável desenvolvimento de armas pesadas, como canhões automáticos em kits remotamente controlados para blindados leves como Tigr e JLTV, agora viemos por meio desta atualização demonstrar que tal fato ocorreu, mostrando a importância dada por grandes empresas bélicas as technical atualmente.
A Bushmaster apresentou este ano uma torre remotamente controlada, desenvolvida inicialmente para o Blindado leve americano JLTV, montada em um reparo na caçamba de uma picape Toyota, equipada com um canhão M230LF de 30mm derivado do canhão usado pelos helicópteros de ataque Apache. Segundo a Bushmaster essa torre pode ser equipada tanto com canhão 30 mm como com canhão 40mm, que inclusive já possui munições airburst programadas para detonar em distância pré-estabelecido pelo operador de modo a atingir tropas abrigadas atrás de muros ou em trincheiras, dando uma substancial capacidade de combate as technicals, com uma arma tão poderosa e especialmente projetada para ser usada em picapes, aumentando consideravelmente seu desempenho em comparação com armas improvisadas de outrora.
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Em cima o canhão M230LF e o operador dentro do veículo com o sistema de “controle remoto”. No meio o reparo na caçamba da picape com a torre Bushmaster e o canhão M230LF. Em baixo a picape Toyota ao lado do blindado leve JLTV, ambos com a torre Bushmaster e o canhão 30mm.

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