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Munição HEAT - High Explosive Anti Tank - Ogiva



HEAT - High Explosive Anti Tank - Alto Explosivo Anti Tanque é uma ogiva de ação química destinada a perfurar a couraça de carros blindados, não sendo efetiva conta a blindagem dos modernos carros de combate principais (MBTs), que só são perfuradas pelas munições de energia cinética (APFSDS). É muito usada nas armas anticarro de infantaria devido e também por carros de combate para fogo contra blindagens de média resistência, como as do VBTPs.

Sua ação independe da velocidade de tiro e se dá pela ação de uma carga moldada (sharped charge) montada em uma ogiva dotada de um cone oco invertido (efeito Munroe-Newmann). A explosão exerce uma pressão junto ao cone a partir de seu vértice invertendo-o até derrete-lo e direcionando um jato de metal extremamente quente (estado de plasma segundo alguns, não há consenso) sobre uma área muito pequena na couraça derretendo-a. Esta ogiva também é conhecida como ogiva de carga oca (Hollow Charge) devido a este espaço vazio a frente da carga explosiva.



Esta ogiva tem poder efetivo contra armadura de 4 a 10 vezes o seu próprio diâmetro, dependendo das características do alvo, do material componente do cone e da quantidade de explosivo e suas características. Devem ser detonada a uma certa distância do alvo para maior eficiência, razão pela qual suas espoletas são inicializadas por dispositivos montados a frente a ogiva, de sorte que instantes antes da ogiva tocar o alvo o iniciador a o tocou iniciou a ação de deflagração da carga explosiva. O material do cone é muito importante pois é ele que vai formar o jato perfurante, sendo o cobre de uso mais comum, mas o alumínio, o tântalo, o molibdênio, e o urânio exaurido também podem ser usados.

Podem ser usadas, além da ação anticarro contra fortificações, em minas terrestres e torpedos, por exemplo. Como sua ação independe da velocidade podem compor cargas estáticas de demolição, como os alemães fizeram para abrir passagens no assalto a fortaleza de Ebem Emael durante a II Grande Guerra. Seu uso mais comum é na ogiva de lança-rojões como as RPGs russas e em mísseis anticarro. Devido a sua velocidade inferior a probabilidade de acerto a um veículo em movimento decai muito quanto maior for a distância de disparo, quando compondo granadas de tubo, perdendo muito em eficiência para as munições APFSDS que possuem velocidades muito maiores, a medida que a distância do alvo aumenta.

As blindagens do tipo ERA (reativas) tendem a dissipar o jato deste tipo de ogiva, sendo que sua montagem em tandem (duas cargas uma atrás da outra) se mostrou uma medida efetiva para preservar a validades deste tipo de ogiva. Uma primeira carga menor dispara a blindagem ERA e a segunda mais potente produz seus efeitos perfurantes com o caminho desobstruído. Outra medida que tem se mostrado eficaz é monta-la em um vetor que a direcione a parte de cima dos veículos, onde a blindagem é menos resistente, estratégia usada no ATGW TOW2B.

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