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Armas impressas em 3D. Serão as armas do futuro?

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Já a algum tempo que vem se falando muito da impressão 3D de armas; assunto que já é noticiado em sites especializados sobre o assunto ou não, jornais, TV e todo tipo de mídia, sobretudo nos EUA.

Para quem não sabe, a impressão 3D é uma tecnologia inovadora que permite criar um objeto físico a partir de um modelo digital. A tecnologia foi desenvolvida na década de 80 sob o nome de "prototipagem rápida" porque este era o objetivo da tecnologia: protótipos mais rápidos e mais baratos. Muito mudou desde então, e hoje as impressoras 3D oferecem possibilidades surpreendentes e você pode criar qualquer coisa que você pode imaginar. 
A polêmica sobre o assunto começou quando empresa norte-americana Defense Distributed publicou um vídeo onde mostra os testes dos primeiros disparos realizados pela primeira arma de fogo feita em impressora 3D.

A empresa realizou diversos testes com o protótipo, chamado de Liberator, com o gatilho sendo acionado à distância com ajuda de cordas, antes de permitir as avaliações com pessoas segurando o dispositivo.Os testes foram documentados pela revista Forbes, que afirmou não ter presenciado nenhum tipo de incidente com o disparo da arma. O fundador da Defense Distributed, Cody Wilson, obteve o primeiro resultado positivo do teste com o disparo sendo feito pessoalmente.

Liberator é fabricada em 16 partes, sendo que 15 delas foram elaboradas com a ajuda da impressora 3D Stratasys. A outra parte é feita em metal não funcional para que a arma cumprisse a Lei de Armas de Fogo dos Estados Unidos.
Além disso, para aumentar ainda mais a polêmica a empresa também liberou em seu site o download dos arquivos para quem estiver interessado em imprimir uma arma em 3D.

Pistola feita em impressora 3D vira peça de museu
A pistola Liberator, em calibre 380 ACP

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Componentes da Liberator
Porém, ao nosso ver, a controvérsia aumentou ainda mais quando começaram a surgir outras armas com poder de fogo maior em vez de uma única munição da Liberator (calibre 380 ACP) e com calibres mais potentes como por exemplo, um fuzil AR-15 e com calibre 5,56. 
Com a "facilidade" da impressão 3D, muitas pessoas acham que o simples fato de ter em casa uma impressora  qualquer um poderia fabricar a sua arma. Não é bem assim. Isso por que primeiramente tais armas não são totalmente feitas pelos "filamentos ABS" (tipo de plástico bastante resistente). Mesmo a Liberator tendo 15 partes feitas nesse material e uma única peça metálica que mais se assemelha a um prego, no caso do fuzil AR-15 muitas peças são metálicas como por exemplo, cano, molas e outras partes de seu mecanismo. Todavia, como todos sabem no mercado estadunidense se vende abertamente peças e componentes dessas armas e praticamente não se tem controle por serem "peças de reposição", coisa que não é proibido. No caso do AR-15, basicamente se usa somente o receptáculo que abriga o mecanismo da arma em 3D e as demais peças são compradas individualmente e é feita posteriormente a montagem da arma.
As autoridades (e muitos ativistas anti-armas) reclamam que por serem impressas através desse processo, não teriam controle sobre as armas. De fato, existe alguma razão. Como a tecnologia avança com muita rapidez e consequentemente os preços diminuem, não levaria muito tempo para isso se tornar uma coisa popular. Dizemos popular por que à titulo de curiosidade, o custo de fabricação da Liberator ficou por volta de 15 mil reais. No caso da Liberator, ela foi feita por uma impressora industrial e que certamente também não é tão acessível assim para qualquer um.
O grande segredo (e perigo,) na impressão 3D de armas do modelo AR-15, por exemplo, esta na impressão desta peça em branco destacada. Ela é o "coração" da arma e depende dela o funcionamento de toda ela, portanto não é necessário imprimir a arma toda, mas simplesmente esta peça e que sem controle numeração e os demais itens de segurança causa medo nas autoridades.
O governo Americano entrou com uma ação contra Wilson e a Defense Distributed, exigindo que os projetos fossem retirados da internet. O grupo acatou o pedido, mas antes disso as instruções já tinham sido copiadas mais de 100 mil vezes até então e é possível que hoje elas estejam circulando por redes de compartilhamento de arquivos.
Outro detalhe que muitos governos irão encontrar, quando as impressões em 3D estiverem mais acessíveis, pode ser a fabricação de acessórios que em muitos países são proibidos, como por exemplo, carregadores de alta capacidade (acima de 30 munições).

Veja os vídeos abaixo:







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