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REMINGTON ARMS M-24 SWS CALIBRE 7.62x51mm

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O clássico fuzil norte americano de repetição por ação de ferrolho Remington 700, desenvolvido visando o mercado de caça se tornou tão bem sucedido que acabou sendo base para algumas armas de uso tático, mais especificamente na atividade de “sniper”. O fuzil M-24 SWS (Sniper Weapon System) é um dos modelos militares derivados do Remington 700. O Exército dos Estados Unidos encomendou os primeiros M-24 no final da década de 80 do século passado com o objetivo de substituir um fuzil de precisão M-21, derivado do fuzil de assalto M-14. Para alguns observadores, a substituição de uma arma de operação semi automática por uma com funcionamento por ação de ferrolho (ou seja, por uma ação manual), parecia um retrocesso na evolução desse tipo de arma. Porém, o objetivo era uma arma que fosse mais precisa para disparos contra alvos a distancias maiores. No caso aqui, estamos falando em 800 metros. Nessa distancia, a precisão de uma arma com ação manual é superior a um sistema automático onde durante o processo de disparo, as ações do mecanismo para alimentar a arma produzem movimentos, mínimos, mas que a longas distancias tem forte influencia no ponto de impacto. Mesmo nos dias atuais, com melhorias muito significativas na precisão de armas semi automáticas, ainda muitos atiradores de precisão (snipers) preferem um fuzil com ação por ferrolho.

Acima: O M-24SWS deriva de um dos mais bem sucedidos projetos de fuzil por ação de ferrolho moderno. O Remington 700. A arma é usada hoje mesmo com opções semi automáticas no mercado, graças a sua precisão elevada.

O M-24 foi projetado, inicialmente, para disparar a excelente munição 7,62X51 mm, muito conhecido por nós brasileiros por ter sido por muitos anos (e ainda é), a munição do FAL, nosso envelhecido fuzil de assalto em fase se substituição pelo mais moderno IA-2 em calibre 5,56X45 mm. A munição 7,62X51 mm tem um poder de destruição bastante alto em seres humanos, e seu projétil, quando disparado por armas de alta qualidade, possui uma precisão muito boa. No caso do M-24, seu cano, do tipo flutuante (não tem contato com a coronha), de forma que ele fica preso diretamente na caixa da culatra, o que garante, em tese, maior estabilidade ao cano no momento do disparo. O cano é fabricado em aço 416R inoxidável, extremamente resistente e com capacidade de precisão sub MOA. Ou seja, a 100 jardas,  (quase 100 metros), os agrupamentos terão menos de uma polegada. Isso representa, na pratica, uma arma bastante precisa, ideal para uso de tiros de sniper. O cano do M-24 mantem esse padrão de desempenho com 10000 tiros, antes de começar a haver degradação da precisão, o que acaba necessitando da substituição do cano.

Acima: Dois sargentos da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) treinando com seu M-24. Além do US Army, a USAF e diversos grupos da SWAT dos Estados Unidos fazem uso desta excelente arma de precisão.

O sistema de operação por ação de ferrolho, como no fuzil Mauser 98, exige seu manuseio a cada disparo, para ejetar o cartucho deflagrado e a alimentar mais um cartucho na câmara. Esse sistema permite, como dito anteriormente, uma plataforma de disparo mais estável. O M-24 original é alimentado por um carregador fixo com 5 munições. Porém, as versões mais modernas, como o M-24A2 já faz uso de um carregador destacável tipo caixa para 5 ou 10 munições. O fuzil pode ser operado com um bipé Harris LM que fica montado embaixo do guarda mão, que presta um excelente apoio para disparos deitado, uma das forma mais comuns de uso desse tipo de armamento. A visada é feita por uma excelente mira telescópica Leupold Ultra M3A 10X42 com aumento de 10X que permite precisão a, no máximo 1000 metros, sendo, porém, a distancia ideal de utilização desta arma quando usando munição 7,62X51 mm, 800 metros. A coronha, produzida em material sintético como kevlar, fibra de vidro e de carbono, tem uma regulagem de comprimento para melhor adaptação ao atirador.

Acima: Um soldado do exército dos Estados Unidos em posição deitada fazendo uso do prático bipé Harris LM.

O M-24 deu base para muitas variantes com desempenho aperfeiçoado. O modelo M-24A3, por exemplo, foi desenvolvido para disparos a distancias ultra longas. Para isso ele faz uso de uma munição bem mais potente, o 338 Lapua Magnum. Essa versão é útil em missões anti sniper, onde o operador abate snipers inimigos fora do alcance das armas destes. O alcance máximo que se consegue atingir com um M-24A3 é de 1500 metros. O 338 Lapua Magnum é uma munição que tem menos potencia que o calibre .50BMG (12,7X99 mm), mas mesmo assim ele tem uma limitada capacidade anti material que pode ser usada em caso de necessidade no campo de batalha. O M-24A3 usa uma luneta Leupold Mk 4 M1LR/T 8.5–25×50 mm. Outra versão mais moderna do M-24 é o M-24E1, também chamado de XM-2010. Esta versão é a mais moderna versão do M-24 e está configurada para disparar o calibre 300 Winchester Magnum, outra munição com altíssimo nível de precisão a longas distancias, indicado para abater alvos a 1000 metros. O M-24E1 traz uma nova coronha que adota um punho de pistola, além de um guarda mão refrigerado e com um trilho picatinny integral na parte superior. A mira dessa versão é uma Leupold Mark 4 6.5–20×50mm ER/T M5.
Todas as versões do M-24 podem ser equipadas com supressor de ruido, o que é uma pratica cada vez mais comum no campo de batalha para ajudar a dificultar a posição do atirador.

Acima: Embora armas de precisão possam usar a mira que cada operador escolha, o US Army usa, normalmente no M-24 a mira telescópica Leupold Ultra M3A 10X42 com aumento de 10 X.

O M-24 estava destinado a ser substituído no começo do seculo XXI pelo moderno fuzil semi automático M-110 SASS (Semi Automatic Sniper System), um fuzil que tem como base o AR-10 em calibre 7,62X51 mm, porém, o Exército dos Estados Unidos (US Army) continuou adquirindo novos fuzis M-24 até 2010. Isso mostra claramente o prestígio que o armamento conquistou nas fileiras de um dos mais exigentes exércitos do planeta. O Exército Brasileiro, através de sua brigada de operações especiais, opera este excelente fuzil. O corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos usa um fuzil para sniper que também deriva do Remington 700, chamado M-40, mas que possui diferenças (e limitações no que tange a calibres)quando comparado ao M-24 e suas diversas variantes.

Acima: Versão M-24A2 com supressor de ruido, trilho picatinny e carregador para 10 tiros.

Acima: O M-24A3, faz uso da bem mais potente munição calibre 338 Lapua Magnum. A coronha também segue uma ergonomia superior para lidar com as características de recuo desta munição e de uso da arma que consegue ser efetiva a 1500 metros.


Acima: A versão mais recente do M-24 é o M-24E1 em calibre 300 Winchester Magnum.



FICHA TÉCNICA
Calibre: 7.62×51 mm (M-24/ M-24A2), 338 Lapua Magnum (M-24A3), 300 Winchester Magnum (M-24E1)
Operação: Repetição por ação de ferrolho.
Comprimento: 1,092 m.
Comprimento do cano: M-24A1/A2:  66 cm (24 pol); M-24A3 68,5 cm (27 pol)
Capacidade: 5 tiros (interno) no M-24; e carregador com 5 ou 10 munições nas versões M-24A2 e A3.
Mira: Telescópica Leupold Ultra M3A 10X42 e miras de aço destacáveis como miras reserva..
Peso: M-24A1: com a luneta e carregado 6,73 Kg.; M-24A2/A3: 8,30 kg com luneta e carregado.
Velocidade do projétil: 7,62X51 mm: 790 m/seg; 826 m/seg.
Alcance efetivo: 7,62X51 mm: 800 metros; 338,Lapua Magum: 1500 metros.


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