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A COLT 1911 – UMA HISTÓRIA DE SUCESSO MUNDIAL

A Colt 1911 – uma história de sucesso mundial

Se nós buscarmos, na história das armas de fogo, algum fato que se assemelhe ao fenômeno que hoje se denomina “Projeto 1911″, sem dúvida não encontraremos nada similar. Essa denominação é frequentemente empregada para se designar qualquer pistola semi-automática, produzida atualmente, cujo desenho e mecanismo foi baseado na Colt modelo 1911. A bem da verdade, não há também nenhum outro caso de um projeto tão bem sucedido na história das armas curtas em geral!
Trata-se de uma arma honorável, veterana por quatro gerações. A Colt Modelo 1911, também conhecida como Colt-Browning, sobreviveu às duas grandes guerras mundiais, à Guerra da Coréia e do Vietnã, bem como à maior parte de outros conflitos travados pelo mundo. Através de seus inestimáveis serviços, essa pistola foi testada e retestada inúmeras vezes nos diversos campos de batalha. Além do fato nada desprezível de ter ficado mais de 70 anos em serviço no maior e mais bem equipado exército do planeta, foi adotada por cerca de 28 países, inclusive o Brasil, como arma regulamentar e também utilizada por dezenas de forças policiais nos USA e no resto do mundo. Sem dúvida, trata-se da mais copiada ou “clonada” pistola semiautomática que se tem notícia.
A sua história nos leva, invariavelmente, à figura de quem talvez seja o mais bem sucedido projetista de armas curtas que o mundo conheceu: John Moses Browning.
Jonathan Browning, pai de John Moses Browning nasceu nos Estados Unidos, no estado do Tenesse em 1805 e sempre foi um membro ativo da comunidade Mormon por onde residia. Mudou-se ainda jovem para Nauvoo, Illinois, onde montou sua primeira oficina de consertos de armas. Paralelamente, chegou a desenvolver e fabricar algumas armas, inclusive um rifle de repetição com tambor rotativo.
Em 1851, mudou-se para o estado de Utah e fixou-se ali, no vilarejo de Ogden, como armeiro. Em 21 de janeiro de 1855 nasce seu filho John, que ainda bem jovem e influenciado pela profissão do pai, começou a trabalhar com ele na oficina. Em 1879 falece Jonathan e seu filho John assume, com o irmão, os negócios da fábrica. Logo depois, ainda em 1879, ele desenvolve sua primeira arma, um rifle de um só tiro no sistema “falling-block”. A arma obteve um razoável sucesso entre os caçadores da região, que acabou obrigando Browning e seu irmão a começar uma produção em série, com cerca de 600 armas fabricadas.
Esse relativo sucesso abriu os olhos de um grande fabricante de armas no país, a Winchester Repeating Arms Co., de Connecticut, que enviou um representante à Ogden para avaliar melhor o projeto. Gostaram tanto da arma que logo em seguida, John Browning foi convidado a trabalhar com eles. A partir de 1883 o jovem projetista foi responsável por projetos de tanto sucesso, que mudaram o rumo da Winchester.
As armas simples e robustas de Browning terminaram marcando uma regra e impondo o sistema de deslizamento flutuante e destacável da armação, mecanismo de extração do cartucho usado, carregador na culatra, trava, retenção da peça flutuante, facilidade de desarmamento e necessidade de poucas peças para operação da arma.
A Colt
A consagração destas armas veio em 1911, quando as forças armadas dos Estados Unidos adotaram como arma regulamentar do Governo , no calibre .45 e lhe deram a denominação A1. A arma permaneceu em serviço até a década de 80, foi copiada, imitada e serviu como inspiração para dezenas de modelos de outros fabricantes na Espanha, Suíça, França, Argentina, México, Bélgica, etc…
A arma semiautomática Colt 1911 A1 é um arma de ação simples, com cão externo, trava no cabo e outra manual, miras fixas e carregador com capacidade de 7 cartuchos calibre .45.
O sucesso da arma foi tão grande que ainda é atual; passado quase um século de seu projeto, a Colt segue fabricando sob a denominação 1911 A1 e ela, e suas derivações, devidamente preparadas, são algumas das armas que se utiliza no tiro esportivo.
O mercado civil e de atiradores esportivos é um ávido consumidor das armas derivadas da Colt 1911. O uso policial dessas armas é amplamente disseminado em diversos países, e várias forças armadas ainda utilizam a pistola como arma de porte individual. Mesmo aqui, no Brasil, onde a 1911 em calibre .45 foi adotada em 1937 e perdurou em serviço até meados da década de 80, ainda hoje permanece na ativa, na sua versão em calibre 9mm Parabellum produzida pela Imbel, a oficialmente designada Pistola M973. Mesmo nos USA ela ainda se encontra em uso, não só em 9mm como em calibre .45ACP, em inúmeras unidades militares.

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