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A arma que matou Getúlio Vargas

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Esta é a arma que Getúlio Vargas usou para suicidar-se em 24 de agosto de 1954, um revólver Colt em calibre 32 S&W longo com capacidade para 6 munições, dotado de uma empunhadura de madrepérola e um cano de 3,5".




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A morte de Getúlio 


Getúlio Vargas matou-se com um tiro no peito, por volta das 8h30min de 24 de agosto de 1954, em seu quarto no Palácio do Catete, sede do governo federal na então capital Rio de Janeiro. Embora o suicídio seja costumeiramente considerado um ato de covardia, no caso do ex-presidente, há um entendimento comum de que foi mais uma estratégia detalhadamente planejada - o que é reforçado pelas cartas, Testamento e Despedida, que ele deixou de forma a marcar o adeus do político e do homem Getúlio, respectivamente.

Com a sua morte, Vargas adquiriu ares de figura mítica. “O suicídio dele foi um sacrifico que fez para garantir a continuidade de suas obras”, afirma José Augusto Ribeiro, para quem a ação do ex-presidente foi um gesto heroico que evitou uma guerra civil próxima de ser instalada no País, o que levaria a perda de vidas humanas e de liberdades públicas. Para o escritor, o suicídio de Getúlio também garantiu a eleição do presidente Jucelino Kubitschek, que pôs em prática as partes “menos polêmicas” de seu programa de governo.


Na análise de Juremir Machado, a imprensa foi a principal responsável pelo suicídio de Getúlio. Ele argumenta que os principais jornais do País trabalharam fortemente pela queda do então presidente no golpe militar de 29 de outubro de 1945, em parceria com a União Democrática Nacional (UDN). Quando voltou ao poder, após quatro anos como senador, Vargas novamente enfrentou pressões - mas, desta vez, sucumbiu.

Machado lembra que casos de corrupção no governo eram insistentemente abordados pela mídia, sob a argumentação de que não era possível o presidente não saber que existiam. “Ele ficou encurralado”, afirma. “Não queria ser deposto novamente, e o simples fato de ser chamado a depor seria uma humilhação para ele”, completa.

Cansado e deprimido, Vargas cumpriu com algo que já sinalizava estar disposto a fazer em 3 de outubro de 1930, quando, na primeira nota de seu diário, escreveu que, se os seus planos para o País não dessem certo, pagaria com o preço da própria vida. “Getúlio deu sinais, pelo menos mais três vezes, de que poderia fazer isso. Hoje, se diria que ele tinha depressão. Era um homem isolado, de bom humor, muito afável, mas, ao mesmo tempo, uma ilha. Era muito sujeito às pressões e não se abria com ninguém”, define.

Trecho da Carta-Testamento de Getúlio Vargas

“Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia, não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”.

Trecho da Carta-Despedida de Getúlio Vargas 

“Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia”.


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