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Você sabia?







Em Portugal o termo Espingarda designa uma arma de fogo portátil de cano longo. Abrange o que no Brasil é designado por Fuzil (Rifle em inglês), termo que não é usado em Portugal. A designação espingarda é entendida vulgarmente como qualquer arma de cano longo, o que é errado pois de acordo com o Regime Jurídico das Armas e Munições (Lei 5/2006 de 23 de Fevereiro), só deverão ser classificadas como "Espingardas" as armas de fogo longas com cano de alma lisa, devendo as de alma raiada ser classificadas "Carabinas" . O Exército Português designa as suas armas longas de assalto como "Espingardas", apesar de serem de alma raiada.

No Brasil o termo espingarda é usado para designar o que em Portugal é chamado espingarda caçadeira ou, popularmente, caçadeira, ou seja uma arma longa de caça, de cano não raiado. Este tipo de arma utiliza, em geral, munições carregada com múltiplos bagos (ou balins) esféricos de chumbo. Em Portugal estes são divididos em 2 grupos chumbos de caça (vulgo chumbo) quando têm diâmetro até 4,5 mm ou zagalotes quando maiores. Dependendo da finalidade, podem empregar também projétil singular, balote no Brasil ou bala de caça em Portugal, ou eventualmente para caça os "flechettes", sendo os últimos proibidos em muitos países. Nomes populares, errados e que devem ser evitados são "cartucheiras" e "escopeta". As espingardas mais comuns são as de calibre 12. Um tipo de arma de fogo longa não raiada que às vezes é confundida com espingarda é a garrucha.
No Brasil existe o Decreto nº 3665, de 20 de novembro de 2000 (conhecido como R-105) que estabelece, entre outras coisas, no art 2º, a seguinte definição: Item XXXVII - Carabina: arma de fogo portátil semelhante ao fuzil, com dimensões reduzidas, menor que o fuzil, de cano longo, com alma raiada (estrias dentro do cano); Item XLIX - Espingarda: arma de fogo portátil, de cano longo, com alma lisa (sem estrias); Item LIII - Fuzil: arma de fogo portátil, de cano longo e alma raiada. Esse mesmo decreto não faz referências ao termo "rifle". Nenhuma classificação nesse assunto pode ser considerada conclusiva, pois não há padronização entre os países nem de nomenclatura, nem de definição.
Fuzil é a designação usada para armas de fogo portátil, de cano longo (maior que 48 cm). Podem ser de repetição, semi-automáticos ou totalmente automáticos. Também podem ser usados os termos "rifle" ou "refle", palavras tomadas da língua inglesa.
A denominação "fuzil" tem origem no nome da peça metálica das antigas espingardas de pedeneira que, percutida pelo silex (pederneira), produzia a faísca que originava a deflagração, produzindo o disparo do projétil. A palavra "fuzil" acabou por ser utilizada para designar, não apenas a peça metálica, mas toda a arma em si.
O termo nunca foi muito utilizado na língua portuguesa se não no meio militar, sendo no meio civil usada preferencialmente a designação "espingarda", o que é errado. Contudo, no final do século XIX, no Brasil, em virtude da influência militar francesa neste país, o termo começou a ser usado para designar as armas longas de cano de alma raiada. Já em Portugal, o termo "fuzil" continuou a ser raramente utilizado.
A diferença entre "fuzil" e "carabina" é apenas o tamanho do cano, tendo a "carabina" cano menor que 48cm. Tanto o "fuzil" quanto a "carabina" tem o cano com alma raiada, sendo por definição "espingarda" a arma de fogo de cano longo com alma lisa.
O rifle Brasileiro tem como arma padrão FN FAL apesar de a Imbel já estar desenvolvendo o IA-2 (semelhante ao FN SCAR) que tem como objetivo substituir o FAL nas Forças Armadas do Brasil.
O fuzil americano M16 foi usado como padrão pelo exercito estadunidense durante Guerra Fria e na guerra do Vietname, e ele competia com o AK-47 russo, desenvolvido por Mikhail Kalashnikov. O AK-47 é muito visto hoje em dia principalmente em mãos de terroristas e rebeldes, isso se dá pelo fato de ser um fuzil rústico barato e muito fabricado pela Rússia durante a guerra fria e muito vendido clandestinamente, com ênfase em países africanos que os usam até hoje.
Os fuzis podem ser classificados quanto à sua ação:
Monotiro ou single shot - a arma precisa ser alimentada diretamente na câmara após cada disparo;
De Repetição - a arma é recarregada por ação do atirador num mecanismo da arma, independente do curso do gatilho (ex.: ação - Karabiner 98k, ação de ferrolho (bolt action), alavanca - Winchester, ação de bomba (pump action);
Semi-automática ou auto - é recarregada automaticamente aproveitando a expansão dos gases após o disparo;
Rajada ou burst - dispara de 3 a 5 tiros, dependendo do modelo, a cada ação do gatilho.
Automática ou full auto - é recarregada automaticamente aproveitando a expansão dos gases e realiza disparos consecutivos com uma única ação do gatilho.

Finalidade:
Os fuzis podem ser classificados de acordo com sua aplicação tática:
Fuzil de precisão (sniper rifle) - Dotado de mira telescópica, é geralmente mais longo. Tem aplicação bélica, policial ou para caça. É usado principalmente para tiros de longas distâncias em alvos certos;
Fuzil de assalto (assault rifle) - é o principal tipo de arma longa utilizada em combates militares ou policiais. É dotado geralmente de um registro que altera sua ação para automática ou para semi-automática. Alguns modelos mais modernos têm a opção de dois ou três tiros em seqüência (multi-burst mode). Em geral os fuzis para o uso policial têm menor comprimento e a coronha pode ser rebatível ou retrátil. (AK-47, FAL, ParaFAL, M4A1 e M16 são alguns exemplos).


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