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O Calibre .50 BMG



O poderoso calibre .50 BMG foi criado por John Moses Browning no final de 1910 devido a necessidade do Exército americano de um calibre antiaéreo, mas entrou em serviço apenas em 1921. Ele foi baseado no calibre .30-06 Springfield e foi desenvolvido para ser usado em uma metralhadora Browning M1919/M1917, que ele mesmo desenvolveu por volta de 1900 (mas que foi adotada pelo Exército Americano apenas em 1917).
Munições perfurantes incendiárias traçantes (APIT, na sigla em inglês), eram muito efetivas contra contra aviões. As munições perfurantes (AP) e perfurantes incendiárias (API), eram excelentes para destruir estruturas de concreto, bunkers e veículos de combate blindados.


Mauser Tankgewehr M1918 em 13,2mm

O desenvolvimento do .50 BMG, é, algumas vezes, confundido com o calibre 13,2mm TuF, alemão, que foi desenvolvido para ser usado por rifles contra tanques britânicos, porém, o desenvolvimento do .50 BMG, começou muito antes do 13,2mm TuF estar pronto e antes mesmo de ser conhecido pelas forças aliadas. Quando o calibre alemão se disseminou, as forças militares chegaram a indagar se o .50 BMG era uma cópia do 13,2mm ou se o 13,2mm foi usado como base para o .50 BMG. O Exército Americano chegou a testar o 13,2mm para ser usado em suas metralhadoras, mas foi descartado, pois sua performance era inferior a do .30-06. E porque possuía um cartucho semi-aro,  e por isso a munição não era boa para ser usada em armas automáticas.
Décadas depois, o .50 BMG foi refeito para que pudesse ser usado em rifles, além das metralhadoras.

Soldado americano na Normandia com uma Browning M2HB .50 BMG

Durante a Segunda Guerra Mundial o .50 BMG foi primeiramente usado nas metralhadoras Browning M2, com o propósito de ser usado como uma arma antiaérea. Uma das variantes da M2 é usada até hoje por forças militares do mundo todo. Desde os meados dos anos 50, veículos blindados de transporte de pessoal foram feitos para aguentarem o calibre .50 BMG, fazendo com que a arma perdesse um pouco de sua utilidade contra esse tipo de veículo. Ele continua sendo um calibre mais perfurante do que outros menores, porém, as armas que usam este calibre são muito mais pesadas e de difícil transporte. A distância de tiro e sua precisão é maior do que a de metralhadoras leves quando fixadas a tripés. O .50 BMG não foi usado como calibre padrão das metralhadoras montadas nos veículos das forças ocidentais.
Para comparar o poder desta munição basta colocar lado a lado a energia do .30-06 Springfield, calibre padrão de rifles do Exército Americano e usado por diversos caçadores, ele produz uma energia de 3 a 4 Kilojoules, já o .50 BMG produz de 14 a 18 Kilojoules, dependendo da carga de pólvora e do peso do projétil usado. Devido ao alto coeficiente balístico do projétil, a trajetória dele sofre menos variações do que calibres menores com o vento, fazendo este uma boa escolha para ser usado em rifles.
As dimensões do .50 BMG é de 12,7x99mm, uma carga de 290gr. Usa uma cápsula baseada na cápsula do .30-06, porém, as paredes da cápsula são mais longas, para facilitar a alimentação dos diversos tipos de armamentos que a utilizam.
Esta munição chega a alcançar a velocidade de até 928 m/s na boca do cano, nesse caso, usando um projétil de 647gr e pode alcançar a energia de 18.050 J.






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