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Submetralhadora Uzi

UZI


A pistola-metralhadora foi desenhada por Israel após a Guerra Árabe-Israelita de 1948. O desenho foi baseado no da CZ Modelo 25. A Uzi foi, assim, submetida à avaliação do exército israelense, vencendo outras armas com desenhos mais convencionais devido à sua simplicidade e produção econômica.




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A primeira submetralhadora Uzi foi desenhada pelo major Uziel Gal, do Exército israelense, em fins dos anos 40. O protótipo foi concluído em 1950 e após rigorosos testes, foi escolhida em detrimento de outras armas com desenhos mais convencionais, por sua simplicidade e facilidade de manufatura, sendo introduzida primeiramente nas unidades de forças especiais em 1954 e dois anos depois adotada nas demais unidades. A Uzi se mostrou ideal como arma de defesa pessoal para oficiais, tropas na reserva, guarnições de peças de artilharia e de carros de combate, e principalmente como arma padrão das tropas de elite e comandos das Forças de Defesa de Israel (IDF). A arma é fabricada a partir de chapas de metal estampadas, o que torna seu custo de produção por unidade bem menor do que se fosse montada através de metais forjados. Seu desenho com ferrolho aberto expõe a culatra a cada disparo, o que se por um lado aumenta a refrigeração durante períodos de fogo contínuo, por outro, ao permanecer aberta a torna mais suscetível de contaminação por areia ou poeira. Este mecanismo permite que as versões militares e policiais disparem imediatamente após o cartucho ser carregado na câmara de detonação. Enquanto o sistema de ferrolho aberto é mecanicamente mais simples do que um design de ferrolho fechado (por exemplo da Heckler & Koch MP5), cria-se um atraso perceptível entre quando o gatilho é puxado e quando a arma dispara. Com relativamente poucas partes móveis, a Uzi é muito fácil de ser desmontada para manutenção ou limpeza.


A Uzi possui dois mecanismos externos de segurança: o primeiro é um seletor de três posições, localizado logo acima da empunhadura, com uma posição "S" de safe (seguro) que trava a arma para evitar disparos acidentais e outras duas posições de cadência de tiro; o segundo está localizado na parte de trás da empunhadura e visa prevenir um disparo acidental se a arma cair no chão ou se o operador perder o controle da arma durante uma sequência de disparos. Estão disponíveis diversos tipos de coronha para a Uzi, em metal com a parte que encaixa no ombro arredondada ou reta, vazada ou não, rebatível ou com regulagem tipo telescópica, e até uma versão confeccionada em madeira para o mercado civil americano que atendia à legislação sobre armas daquele país.

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O carregador fica alojado dentro da empunhadura da arma, como nas pistolas automáticas, permitindo um recarregamento rápido e intuitivo no escuro ou em situações de combate. O original para Uzi calibre 9 mm tem capacidade para 25 cartuchos, mas experimentalmente testou-se carregadores com 40 e 50 balas que não se mostraram fáceis de usar e carregar, fazendo com que mais tarde um carregador extendido com 32 cartuchos fosse aceito como padrão. Em geral a submetralhadora Uzi é considerada uma arma bastante confiável, contudo mesmo ela já foi vítima de condições extremas de uso no deserto. Durante a campanha do Sinai na Guerra do Yom Kippur em 1973, as unidades do Exército israelense reportaram que suas armas pessoais deixaram de funcionar adequadamente devido à ingestão exagerada de areia e poeira. Porém, graças a seu tamanho compacto e seu poder de fogo, foi extremamente eficiente nos combates para a tomada de posições defensivas sírias e jordanianas durante a Guerra dos Seis Dias em 1967. A Uzi se provou especialmente útil para os homens da infantaria mecanizada que necessitam de armas compactas nos espaços apertados do interior de veículos blindados e unidades de infantaria que precisam combater em áreas confinadas. Porém seu alcance limitado e pouca precisão quando em disparo automático fizeram com que fosse retirada das unidades da linha de frente e se torna-se a arma inseparável das forças especiais ou unidades de comandos. Em 2003, a IDF anunciou que estava retirando as submetralhadoras Uzi do serviço operacional em todas as unidades israelenses e as substituindo pela totalmente automática Micro Tavor. As variantes militares incluem ainda a Mini Uzi introduzida em 1980, a Micro Uzi introduzida em 1986 e a Uzi Pro lançada em 2010. 

  • Mini-Uzi, com 360mm de comprimento e introduzida em 1980, é basicamente uma versão ainda menor da Uzi.
  • Micro-Uzi, com apenas 250mm de comprimento.
  • Para-micro-Uzi, desenhada especialmente para unidades antiterrorismo.
  • Pistola Uzi, uma versão semiautomática da Micro Uzi desenvolvida especificamente para países onde a utilização de armas por civis é restrita.
  • Uzi Carbine, uma versão semiautomática do tamanho da Uzi.



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Desde sua criação, há mais de sessenta anos, a Uzi em todas as suas versões já foi exportada ou produzida sob licença em mais de 90 países nos cinco continentes, tanto para Forças Armadas quanto para uso policial, tornando-se uma das armas pessoais mais comercializadas de sua categoria.

Ainda hoje ela amplamente empregada por diversos países ao redor do mundo, principalmente por suas unidades de forças especiais, devido a sua confiabilidade, portabilidade e poder de fogo, incluindo o GERR e o GRUMEC da Marinha do Brasil.


Especificações

Peso3,5 kg
Comprimento470mm (coronha recolhida)
650mm (coronha estendida)
Calibre9 mm Parabellum, .22 LR, .45 ACP, .41AE
Cadência de tiro600tpm
Velocidade de saída~400m/s
Alcance efetivo~200m
Sistema de suprimentocarregadores de 10 (.22 e .41AE), 16 (.45ACP) 20, 32 ou 40 munições


Fonte:



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