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“Mãe de todas as bombas” x bomba atômica: qual é a diferença entre elas?


Nos últimos dias, ouvimos falar bastante a respeito da “mãe de todas as bombas”, a GBU-43/B, e nós aqui do Mundo das Armas inclusive postamos uma  matéria sobre esse artefato — na qual explicamos um pouquinho sobre o poder desse dispositivo.
Explosão da GBU-43/B no Afeganistão
Acontece que nós percebemos alguns leitores comparando a explosão da “mãe de todas as bombas” com a de artefatos nucleares e pensamos que seria interessante compartilhar com vocês um artigo de Yasmin Tayag, do site Inverse, que trata justamente disso. Assim, que tal descobrir qual é poder de destruição de uma GBU-43/B comparado ao de um dispositivo atômico?

GBU-43/B x bomba atômica

Conforme mencionamos nas nossas matérias, a “mãe de todas as bombas” é o maior artefato não nuclear do arsenal norte-americano, e sua explosão tem um poder equivalente ao da detonação de 11 toneladas de TNT — o que é um estouro e tanto. Contudo, segundo Yasmin, comparada com a “Little Boy” e a “Fat Man”, as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945, a GBU-43/B é um... punzinho.
Explosões sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945
Para você ter uma ideia, a Little Boy, a bomba nuclear de urânio lançada sobre Hiroshima em agosto de 1945, tinha um poder de destruição equivalente à detonação de 16 mil toneladas de TNT. A Fat Man era ainda mais poderosa, contando com um poder explosivo equivalente a 20 mil toneladas de TNT. Assim, conforme apontou Yasmin, o nível de destruição provocado por esses artefatos comparado ao da GBU-43/B difere em um fator de mil vezes. Apenas.
Réplica da Little Boy
Curiosamente, a área afetada pela explosão de uma “mãe de todas as bombas” atinge um raio de cerca de 1,6 quilômetro a partir do ponto da detonação — que é mais ou menos a mesma provocada pelos artefatos detonados sobre Hiroshima e Nagasaki. Só que existem algumas diferenças importantes entre os dois tipos de explosão.
Réplica da Fat Man
Enquanto nas bombas convencionais o poder explosivo é decorrente de reações químicas que ocorrem entre os compostos que elas carregam, nas atômicas, a liberação de calor e radiação é resultado de reações nucleares que emitem quantidades de energia exponencialmente maiores.
Segundo Yasmin, lembrando as nossas aulas de Química no colégio, basicamente as reações químicas envolvem a quebra das ligações que existem entre os átomos do explosivo, afetando os elétrons que orbitam ao redor dos núcleos — que permanecem intactos durante a reação. Já nas reações nucleares, ocorre a separação dos nêutrons e prótons que se encontram fortemente ligados nos núcleos dos átomos, resultando em uma liberação de energia muito maior.

Mais poderosas e mais perigosas

Outra questão importante que difere as bombas convencionais das atômicas é que, enquanto as primeiras provocam enormes danos dentro de seu raio de destruição, os efeitos das explosões não perduram por muito tempo. Esse, como você sabe, não é o caso com os artefatos nucleares, já que a radiação liberada não se dissipa rapidamente — e pode afetar grandes áreas e populações durante décadas.
De acordo com Yasmin, as explosões sobre Hiroshima e Nagasaki mataram milhares de pessoas, mas a maioria das mortes ocorreu bem depois, em decorrência da exposição à radiação. E sabe o que é  mais assustador? A GBU-43/B, a Fat Man e a Little Boy não são nada quando comparadas com as bombas termonucleares.



Um desses artefatos é o B83, um dispositivo que funciona através do processo de fissão nuclear e cuja explosão equivale à detonação de absurdos 1,2 milhão de toneladas de TNT. Isso significa que essa bombinha é 80 vezes mais poderosa do que a Little Boy e quase 110 mil vezes mais potente do que a GBU-43/B. Isso, claro, sem falar na Tsar Bomba, testada pelos soviéticos nos anos 60 (veja no vídeo acima) — e cuja explosão foi equivalente a 50 megatons ou 3 mil vezes o poder da bombinha de Hiroshima. Quem é a mãe de todas as bombas agora?


Fonte:

Mega Curioso

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