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7 guerras mais mortais do século 21


Desde muitos anos, as guerras existem para definir fronteiras, culturas e o futuro das civilizações humanos. Apesar de teorias que defendiam que o mundo veria um período de paz e um renascimento da sociedade após o fim da Guerra Fria, as coisas não foram tão tranquilas assim.
De lá para vá, vários conflitos aconteceram, incluindo alguns extremamente atuais, que se passaram no nosso próprio século. Como seria natural em qualquer guerra, nem só militares e oficiais são atingidos, mas também civis vitimados direta ou indiretamente pelo conflito.
Aqui estão os mais mortais conflitos militares que aconteceram ou ainda acontecem em nosso mundo.

7 – Guerra Civil do Iêmen

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A Guerra civil do Iêmen começou com a Primavera Árabe e o levante que derrubou o governo de Abd Rabbo Mansour Hadi. A revolta foi liberada pelos houthis, de inclinação xiita, e foi apoiada pelo Irã. Com a tomada de parte do país pelo grupo, incluindo a capital Sanna, uma reação das monarquias sunitas, liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos Estados Unidos foi formada. Desde então, o país vive um conflito de bombardeios frequentes. Em agosto de 2016, a Organização das Nações Unidas declarou que 10 mil pessoas já haviam sido mortas no conflito, incluindo um total de aproximadamente 4 mil civis.

6 – Guerra contra Boko Haram

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O grupo radical islâmico Boko Haram surgiu em 2002 com o objetivo de impor a lei islâmica na Nigéria. O grupo continuou relativamente obscuro até 2009, quando realizou uma série de ataques que matou dezenas de policiais. O governo do país fez um ataque de retaliação que matou mais de 700 membros do grupo, provocando novos ataques do Boko Haram em 2010. Como parte dos atos de vingança, cerca de 300 estudantes foram sequestradas pelos radicais, que também mataram pessoas em aldeias, escolas e igrejas. O grupo continua a fazer uma série de ataques que já mataram pelo menos 11 mil civis em todo o país.

5 – Guerra do Afeganistão

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Depois de pouco tempo dos ataques às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos iniciaram ataques ao Talibã, no Afeganistão. Os norte-americanos contaram o apoio de Grã-Bretanha, Rússia e Paquistão para realizar os ataques, que resultaram no fim do regime talibã, ainda no mesmo ano. De 2001 a 2016, estima-se que 30 mil soldados e policiais afegãos e 31 civis morreram. Mais de 3.500 tropas da OTAN também foram mortas, além de cerca 30 mil integrantes de forças do governo e civis mortos.

4 – Guerra do Iraque

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A Guerra do Afeganistão derrubou o governo talibã, mas não conseguiu capturar o terrorista Osama Bin Laden. Na época, o presidente George W. Bush aprovou a Lei Antiterrorismo e liberou fundos orçamentários para investimento em armas, gerando ataques a novos possíveis inimigos dos EUA, incluindo o Iraque como primeiro da lista. Citando a ligação do país com a al-Qaeda e a presença de armas de destruição em massa no país como motivos, os Estados Unidos organizaram uma força de coalizão atacaram o país. Até a época em que os americanos saíram do Iraque, em 2010, mais 4.700 soldados e pelo menos 85 mil civis iraquianos morreram. Além disso, entre 2013 e 2016, com o levante do Estado Islâmico na região, mais de 50 mil civis foram assassinados.

3 – Conflito de Darfur

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Em fevereiro de 2003, teve um início um conflito em Darfur, região localizada no extremo oeste do Sudão. O ofensiva começou quando rebeldes separatistas afirmaram que o governo representava somente a elite do país, tratando a população com displicência. A resposta do governo extremamente violenta, gerando o que foi chamado de primeiro genocídio do século 21. Ao menos 300 mil pessoas foram mortas e somente em 2008 a ONU conseguiu restabelecer a ordem na região.

2 – Guerra Civil Síria

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Depois que o presidente Bashar al-Assad tomou medidas drásticas contra jovens que se rebelavam contra seu governo, grupos foram às ruas a fim de combater as forças militares da Síria e tomar o controle de cidades e vilas. Aproveitando o vácuo de representação por parte de lideranças governamentais e a revolta social, o Estado Islâmico conseguiu avançar e conquistar territórios pelo país. Por conta disso, Estados Unidos e Rússia chegaram a realizar ataques aéreos na região na intenção de enfraquecer os radicais. Até 2016, era estimado que um a cada dez sírios havia sido morto ou ferido pelo conflito. Quatro milhões de pessoas saíram do país e pelo menos 470 mil mortes foram causadas direta ou indiretamente pela guerra.

1 – Segunda Guerra do Congo

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A República Democrática do Congo foi palco de conflitos que começaram com um genocídio na Ruanda, em 1994. Os responsáveis pelos crimes na região atravessaram a fronteira do país com o Congo, forçando o presidente Mobutu Sese Seko, que estava no poder desde 1965, a se exilar. Com isso, o líder rebelde Laurent Kabila ocupou o lugar no governo. Porém, Kabila de desligou de patrocinadores de Ruanda, que passaram a financiar uma rebelião contra o próprio governante. A partir daí, um conflito envolvendo vários países da região passou a se desenvolver. Entre os principais motivadores da guerra estavam rivalidades entre tribos e etnias diferentes e brigas por recursos naturais. Estima-se que três milhões de pessoas – principalmente civis – foram mortos por batalhas, doenças ou desnutrição.

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