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Heráldica



Vocês certamente já viram nos utensílios de oficias militares de alto escalão, especificamente em seus 'quepes', ou em soldados e policiais que usam 'boinas', ou até mesmo na carteira de trabalho brasileira um certo desenho (um simbolo). Pois bem aquilo se chama "brasão das Armas".


Uma breve explicação sobre Brasão das Armas:
Brasão de armas ou, simplesmente, brasão, na tradição europeia medieval, é um desenho especificamente criado - obedecendo às leis da heráldica - com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e principalmente nações.
O desenho de um brasão é normalmente colocado num suporte em forma de escudo que representa a arma de defesa homônima usada pelos guerreiros medievais. No entanto, o desenho pode ser representado sobre outros suportes, como bandeiras, vestuário, elementos arquitetônicos, mobiliário, objetos pessoais, etc.. Era comum, sobretudo nos séculos XIV e XV, os brasões serem pintados ou cosidos sobre as cotas de malha, o vestuário de proteção usado pelos homens de armas. Por isso, os brasões também são, ocasionalmente, designados por cotas de armas.

Em sentido restrito, o termo brasão refere-se apenas à descrição do desenho inserido no escudo de armas. No entanto, em sentido lato, pode designar-se por brasão a descrição do conjunto das armas, incluindo, além do escudo, os elementos exteriores (coronel, timbre, virol, paquifes, etc.). Por extensão, o termo brasão, passou a aplicar-se não só à descrição, mas, também ao próprio objeto descrito: o escudo ou o conjunto armorial completo.
O campo de estudo dos brasões denomina-se "heráldica".

Agora saiba o que é a Heráldica, e como é o trabalho dos Heraldistas.




Heráldica

heráldica (ou armaria ou parassematografia) refere-se simultaneamente à ciência e à arte de descrever os brasões de armas ou escudos. As origens da heráldica remontam aos tempos em que era imperativo distinguir os participantes das batalhas e dos torneios, assim como descrever os serviços por eles prestados e que eram pintados nos seus escudos. No entanto, é importante notar que um brasão de armas é definido não visualmente, mas antes pela sua descrição escrita, a qual é dada numa linguagem própria – a linguagem heráldica.
Ao ato de desenhar um brasão dá-se o nome de brasonar. Para termos a certeza de que os heraldistas, após a leitura das descrições, estão a brasonar corretamente, criando brasões precisos e semelhantes entre si, a arte de brasonar segue uma série de regras mais ou menos estritas.
A primeira coisa que é descrita num escudo é o esmalte (cor) do campo (fundo); seguem-se a posição e esmaltes das diferentes figuras (objetos) existentes no escudo. Estas cargas são descritas de cima para baixo, e da direita (dextra) para a esquerda (sinistra). Na verdade, a dextra (do latim dextra, -æ, «direita») refere-se ao lado esquerdo do escudo, e a sinistra (do latim sinistra, -æ, «esquerda») ao lado direito, tal como este é visto pelo observador. A razão porque isto sucede prende-se com o facto de a descrição se referir ao ponto de vista do portador do escudo, e não do seu observador.
Embora a palavra escudo seja comumente utilizada para se referir ao brasão de armas no seu todo, na realidade, o escudo é apenas um dos elementos que compõem um brasão de armas. Numa descrição completa, o escudo pode ser acompanhado por outros elementos, como suportes, coronéis, listéis com motes (ou lemas).
No entanto, muitos escudos apresentam por vezes duas formas distintas: uma complexa, e outra simplificada, reduzida ao escudo propriamente dito (o que sucede por vezes quando há pouco espaço para inserir o brasão de armas maior).

Os Heraldistas  são aqueles caras que desenham os brasões e símbolos oficiais. Seguindo elementos que vou citar abaixo:


Elementos desta arte;
  • Significado dos Esmaltes 



Ouro:nobreza, riqueza e poder.
Prata:pureza, integridade, firmeza e obediência.
Vermelho:vitória, fortaleza e ousadia.
Azul:zelo, lealdade, caridade, justiça, lealdade, beleza e boa reputação.
Verde:esperança, fé, amizade, bons serviços prestados, amor, juventude e liberdade.
Púrpura:grandeza e sabedoria elevada.
Negro:prudência, astúcia, tristeza, rigor e honestidade.

  • Figuras Heráldicas podem ser: 

Naturais: animais , plantas, árvores, astros, figura humana, etc.
Artificiais: guerra, caça, artes, ofícios, arquitetura militar, armaria, marinha, cavalaria, cerimônias religiosas, etc.
Quiméricas, Fantásticas: grifo, dragão, centauro, águia bifronte, serpe, unicórnio, etc.

  
  • Das Leis Heráldicas 

Primeira Lei 
Não se coloca metal sobre metal, cor sobre cor, ou forro sobre forro. 
Segunda Lei 
As peças honrosas devem ser colocadas nos lugares que lhes competem. 
Terceira Lei 
As figuras naturais ou quiméricas, quando sozinhas, devem ocupar o centro do campo sem tocar em seus bordos. 
Quarta Lei 
Muitas peças móveis, ou figuras, pousadas sobre o mesmo campo tem sempre o mesmo esmalte, desde que sejam elas repetidas sem alterações. 
Quinta Lei 
Não há tonalidades diferentes de uma mesma cor. 
Sexta Lei 
Um brasão deve ser regular, simples e completo. 





Exemplos;
  

  

  








Vejam brasões de algumas nações;

Brasão do Brasil

Brasão da Rússia

Brasão da Alemanha

Brasão dos Estados Unidos



O foco da heráldica moderna é o brasão, ou cota de armas, cujo elemento central é o escudoEm geral, a forma do escudo empregado numa cota de armas é pouco relevante, porque as formas de escudo que foram apropriadas pela arte heráldica evoluíram através dos séculos, mas é claro que há ocasiões em que um brasão especifica um formato particular de escudo. 


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