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Bombardeiro Estratégico



Um bombardeiro estratégico é uma aeronave de grande porte, projetada para lançar grandes quantidades de bombas e munições em um alvo distante, com o propósito de debilitar a capacidade do inimigo de manter a guerra.
Diferem dos bombardeiros táticos, que são usados na zona de batalha para atacar tropas e equipamento militar inimigo a curtas distâncias, ou com grande proximidade do alvo, como os Junkers Ju 87 Stuka, Ilyushin Il-2 Shturmovik, o A-10 Thunderbolt II e o Sukhoi Su-25 'Frogfoot'.
Os bombardeiros estratégicos são construídos para voar grandes distâncias carregando cargas pesadas, até o coração do território inimigo, para destruir alvos estratégicos como fábricas, represas, bases militares, pontes e cidades. Os bombardeiros estratégicos podem em alguns casos ser usados para missões táticas.


Durante a Guerra Fria, tanto os Estados Unidos como a URSS mantinham bombardeiros estratégicos prontos para partir a qualquer momento, como parte da estratégia de dissuasão conhecida como Destruição Mútua Assegurada. A maioria dos bombardeiros estratégicos das duas superpotências era concebida para o lançamento de armas nucleares. Entre os anos 1950 e 1960 os EUA mantiveram bombardeiros estratégicos como o B-52 Stratofortress, voando 24 horas por dia no aéreo próximo à fronteira soviética.
Além dos EUA e da URSS, poucos países construíram bombardeiros estratégicos com capacidade nuclear, como a Inglaterra, que fabricou o Avro Vulcan, que chegou a ser utilizado durante a Guerra das Malvinas.
Ao longo da Guerra Fria os EUA e URSS adaptaram alguns tipos de caça-bombardeiros (geralmente com motores poderosos e grande autonomia de vôo) para lançar armas nucleares.
Os bombardeiros estratégicos mais recentes, como o B-1 Lancer, o Tupolev Tu-160 e principalmente o B-2 Spirit incorporam tecnologias furtivas no seu projeto, para minimizar as chances de detecção pelo inimigo.
Os bombardeiros estratégicos não-furtivos, como por exemplo o B-52 Stratofortress e o Tupolev Tu-95 ainda são relevantes, através do uso de míssil de cruzeiro e outros tipos de munição de longo alcance como JSOW e JDAM. Existe inclusive a possibilidade do B-52 permanecer em serviço por mais tempo que o furtivo B-1B.

Avião bombardeiro B-52 Stratofortress da força aérea norte-americana

Boeing B-52 dropping bombs.jpg
B-52F despejando bombas convencionais sobre o Vietnam.


Caça-bombardeiros com capacidade estratégica Na atualidade existem muitas aeronaves de uso múltiplo, geralmente caça-bombardeiros, com variações que têm capacidade para realizar ataques nucleares, ou seja, podem ser classificados como aeronaves com capacidade de realizar um bombardeio estratégico, como o Dassault Mirage IV, ou a versão FB-111A do F-111; além de variações de aeronaves como o F-15, F-16 (ambos com capacidade para transportar a bomba nuclear B61), o Dassault Mirage 2000N, F-22, Sukhoi Su-27, Sukhoi Su-30, Sukhoi Su-33 e o Chengdu J-10.


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