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Bioterrorismo



Também conhecido como terrorismo químico-biológico, termo ultimamente muito difundido devido aos últimos acontecimentos mundiais. Nada mais é do que a liberação intencional de produtos químicos ou agentes infecciosos muito prejudiciais à saúde.
Tais produtos ou agentes causadores de infecções podem ser liberados no ar por meio de poeiras ou através da colocação dos produtos nas fontes de água que abastecem cidades, principalmente. Tal atitude tem a única e clara intenção de prejudicar as populações dos países onde ocorre, acrescida possibilidade de alastrar doenças pelo mundo todo - pois quem garante que alguém que se contaminou não irá fazer uma viagem antes de saber que está doente?
Dentre os agentes infecciosos existem várias bactérias como o antrax, e principalmente vírus, como o da varíola, cujas vacinas nem seriam suficientes para todos, doença considerada erradicada no mundo e somente manipulada em laboratório hoje em dia.

O Bioterrorismo tornou-se uma realidade nos Estados Unidos. As três formas de se liberar agentes biológicos são pelo ar, pela água ou por meio dos alimentos. Normalmente é muito difícil detectar esses agentes e como as doenças que eles causam costumam ter efeito retardado, isso faz com que o bioterrorismo seja um crime difícil de se investigar. O caso do antraz de 2001, por exemplo, permanece sem solução.
O bioterrorismo data de 1340, quando cadáveres de cavalos doentes eram catapultados sobre as muralhas de castelos na França. Corpos humanos infectados com a peste também foram usados como munição na Europa central durante os séculos 14 e 15. Em 1763, um general do exército britânico ordenou que cobertores usados por pacientes com varíola fossem enviados a tribos indígenas americanas. Na Guerra Revolucionária britânica, os soldados se infectavam com traços de varíola, tornando-se imunes, com a intenção de transmitir a doença para o inimigo.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os alemães infectaram com antraz o gado que era enviado aos Aliados. Apesar de o ataque ter se mostrado bem-sucedido, ele levou à criação do Protocolo de Genebra em 1925. Esse protocolo proibia o uso de agentes biológicos e químicos em épocas de guerra, mas permitia que a pesquisa e o desenvolvimento desses agentes continuasse. Os exércitos britânico e alemão podem ter se envolvido com guerra biológica, mas os japoneses tomaram a dianteira nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial. Centenas de milhares de civis chineses foram mortos por meio de ataques biológicos nas mãos do exército japonês. Um desses ataques incluía jogar, de aviões em vôo rasante, sacos de papel contendo pulgas infestadas com a peste.
Em 1984, ocorreu o primeiro caso de bioterrorismo nos Estados Unidos. Membros de uma seita na zona rural do Oregon espalharam salmonela em bares que vendiam saladas na região do condado de Wasco County, com o objetivo de influenciar o resultado de um voto judicial. No fim das contas, foram relatados 750 casos de intoxicação alimentar e 45 vítimas tiveram de ser hospitalizadas. Em 1995, outro culto matou 12 pessoas e feriu muitas mais em Tóquio ao liberar gás sarin em um metrô lotado.
Para ajudar a categorizar e priorizar o estudo desses agentes, o Centro de Controle de Doenças (CDC) os separa em três grupos principais.
  • Categoria A - facilmente disseminado e com alto potencial para pânico, desordem e perdas em massa.
  • Categoria B - maior dificuldade de disseminação, com taxas moderadas de doença e baixas taxas de mortes.
  • Categoria C - patógenos emergentes que possuem potencial de serem letais e facilmente disseminados.
Os agentes da categoria A são os únicos suspeitos de serem ameaças bioterroristas viáveis. Veja a seguir quais agentes estão incluídos nessa categoria.
  • Antraz - esporos que podem infectar os seres humanos por meio do toque, da ingestão ou da inalação.
  • Botulismo - doença causada por uma bactéria tóxica normalmente ingerida através de alimentos infectados, e que causa paralisia muscular.
  • Varíola - doença altamente contagiosa, às vezes fatal, e que só pode ser prevenida por vacinação
  • Peste negra - doença contagiosa causada por bactérias encontradas nas pulgas de ratos ou em outros roedores.
  • Tularemia - altamente infecciosa, porém não contagiosa, essa doença de roedores também é conhecida como "febre de coelho".
  • Febres hemorrágicas virais - grupo de doenças causadas por vírus como o Ebola e o Marbug.
Os agentes da categoria B são a salmonela, a ricina, o cólera, a tifo e a febre ondulante. Esses agentes possuem menor prioridade para o CDC devido à improbabilidade de serem usados em um ataque terrorista. Quanto aos agentes da categoria A, vírus como o Ebola são caros para se produzir e tecnicamente exigentes para se sustentar, além da dificuldade em serem espalhados em grandes doses com êxito. Isso faz com que sejam menos prováveis de serem usados em um ataque terrorista, mas o fato de poderem se espalhar de um humano para outro os mantém na categoria A.
As bactérias são muito mais fáceis de se produzir do que os vírus, portanto elas continuam sendo os mais prováveis agentes para o bioterrorismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um estudo em 1970 e concluiu que o antraz e a tularemia encabeçavam a lista das bactérias mais letais e com a maior expansão por via aérea. A taxa de mortes por antraz não tratado é maior que 80% e como ele pode ser contraído de três formas diferentes, está no topo da lista como uma potencial ameaça biológica.

A ameaça de ataques terroristas é algo iminente com a crescente globalização, todo avanço na área científica e o desenvolvimento político mundial, levando-se em consideração que as armas biológicas são pouco dispendiosas em relação a outras armas de destruição em massa, como uma arma nuclear por exemplo que precisaria investimento de mais ou menos 750 a 800 dólares a mais para cada dólar investido com a arma biológica , a capacidade da criação de vacinas tanto quanto de agentes, o uso legal de instalações com fins farmacêuticos e os profissionais com o mínimo de instrução na manipulação dos agentes, também ajuda a baixar o custo da produção de armas biológicas. Para um microorganismo (bactérias, fungos e vírus) se transformar em uma arma biológica, ele deve ser, antes de tudo, capaz de causar doenças e mortes no homem, nos animais ou nas plantas, ser de fácil dispersão e disseminação, não possuir vacina contra o agente ou que sua vacina seja limitada e tenha estabilidade no meio ambiente. Ainda existe a vantagem de se usar uma arma com alto potencial de destruição, sendo ela incolor, insípida e inodora. Isso faria com que o inimigo nem percebesse de imediato que está sendo atacado, como uma arma “silenciosa”, ou seja uma arma que tem o efeito retardado, porém o desejado são atributos importantes em uma guerra, tudo isso faz com que a natureza imprevisível do bioterrorismo leve os países a não desconsiderar a ameaça de um ataque bioterrorista. Assegurar uma resposta estratégica de prevenção e contenção ao ataque com o reforço da vigilância militar e o surgimento de um sistema de comunicação entre as agências de saúde e defesa, assim como, a criação de laboratórios forenses, centro de pesquisas biológicas, produção de vacinas, preparação de profissionais treinados prontos a lidar com as conseqüências de um ataque, discussão de planos e protocolos de ações e medidas educativas para que a população saiba como proceder em caso de ato bioterrorista deve ser a preocupação não só para o Brasil, mas para todos os países. Sabendo que o principal objetivo do uso de armas biológicas é a eliminação de inimigos e o enfraquecimento da segurança militar implica em um desdobramento criminalístico, porém, ainda é a saúde pública que tem a incumbência da neutralização ou minimização de 12 atos bioterrorista o que faz com que se invista cada vez mais no surgimento de novas tecnologias e pesquisas na área médica, pois conforme apresentado no decorrente artigo apenas uma bactéria manipulada de forma correta em laboratório pode se tornar uma arma de destruição em massa e há a necessidade de preparação para que no futuro esses ataques não sejam considerados ameaças de grande magnitude em nossa população.




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