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Armeiros


Armeiro é o profissional que repara, modifica, projeta e fabrica armas. Faz reparos de qualidade industrial, renovação (como a aplicação de acabamentos metálicos) e, faz modificações e adaptações para usos especiais. Também pode aplicar elementos decorativos como gravuras e esculturas como forma de acabamento.
O termo "armeiro" aplica-se também ao profissional dedicado a fabricação de armas brancas como bestas, punhais, arcos, espadas, etc. Mas, normalmente, o termo é usado para descrever especificamente aquele que trabalha com armas de fogo.



Ao longo da história a profissão vem desenvolvendo-se com a evolução do armamento empregado na guerra. Engenheiros militares assírios, inventores macedônios de armas e construtores romanos de fortes eram algumas dessas pessoas em suas épocas. A tecnologia altera a visão sobre a guerra desde o início.
Em todos as unidades do exército espanhol havia um armeiro contratado com a função de montar e organizar o armamento. A função foi criada pelo rei Felipe V em 1702 e adicionada ao corpo militar recebendo salário, alojamento, rações, etc.
Pólvora, estribo, armadura de cota de malha, besta, arco longo, canhão, artilharia, explosivos, armas de fogo portáteis para os soldados, minas terrestres, bombas voadoras, as kalashnikovs, armas químicas, e as armas militares atuais são algumas das invenções que tem estimulado o desenvolvimento desta profissão ao longo da história.
Na Idade Média, os armeiros dedicavam-se a forjar armas, armaduras, arcos, etc. Mais tarde exerciam a função de químicos, fazendo misturas de pólvora com conhaque, melhorando o desempenho das armas existentes, tornando-as menores, mais ligeiras e manejáveis.
Por muitos séculos, a profissão permaneceu neste nível mas, com a chegada das guerras mundiais e, com o advento das armas químicas e nucleares, cientistas transformaram-se em especialistas em armamentos.
Atualmente, o ofício de armeiro lida com reparação, limpeza e comercialização de armas e munição  em lojas especializadas, chamadas armarias, a maioria dedicada à caça. Existem por todo o mundo artesãos dedicados a confecção de espadas, armaduras e outros itens destinados ao mercado de colecionadores de armas.



Armeiros são empregados em:
  • Fábricas de armas.
  • Arsenais de forças militares e policiais.
  • Lojas de artigos esportivos.
  • Oficinas como autônomo ou contratado.
Para exercer o ofício com eficiência, o armeiro deve reunir conhecimentos de ferreiro, marceneiro e artesão; ter conhecimentos de matemática, balística, química e engenharia de materiais; conhecimento sobre o uso de ferramentas (manuais e elétricas de potência) e, ser capaz de trabalhar com acuidade e precisão. Armeiros autônomos, proprietários de pequenas armarias, devem possuir conhecimentos para administração de pequenas empresas; habilidade de atendimento ao público; manter-se a par e cumprir legislações (locais, estaduais e federais).
A gama de especialidades dentro da profissão é ampla. E, muitos armeiros especializam-se em apenas algumas áreas. Por exemplo: alguns trabalham somente com pistolas ou espingardas, ou marcas e modelos específicos.


A responsabilidade técnica primária do armeiro é garantir que as armas funcionem de forma segura.
Em primeiro lugar, fazem isto observando todos os procedimentos de segurança para o manuseio de armas de fogo: tanto em suas próprias ações quanto nas ações de clientes e pessoas ao redor.
Em segundo lugar, inspecionando as armas de forma a garantir seu funcionamento mecânico correto e seguro. Armeiros usam seu profundo conhecimento para conduzir as inspeções ou, fazendo reparos; ou alertando clientes sobre condições inseguras e, tomando medidas para evitar falhas que podem ter resultados em trágicos.
Falhas em armas que podem representar risco para seus usuários e pessoas próximas:
  • Montagem incorreta.
  • Falta de peças.
  • Rachaduras, especialmente, em peças como câmaras, ferrolhos e coronhas.
  • Obstruções ou amassados em canos.
  • Espaço insuficiente incorreto na câmara ou tambor para a munição.
  • Tempo incorreto de ejeção do cartucho, em armas automáticas e semiautomáticas.
  • Falha nos dispositivos de segurança, deixando a arma liberada para disparo em momento inadequado.
  • Desgaste do mecanismo de disparo (gatilho, etc.) o que pode ocasionar disparo acidental quando a trava de segurança é liberada.
  • Deformação da agulha o que pode causar a ruptura do cartucho.
Esta lista é parcial. Muitas falhas dependem do modelo de arma.



Listadas aproximadamente, mas não exatamente em ordem crescente de dificuldade.
  • Desmontar, limpar, inspecionar, lubrificar e remontar.
  • Remoção de corrosão e retoque de acabamento.
  • Reparação de peças com rebarbas ou danificadas com lixadeiras.
  • Substituição de peças defeituosas peças padronizadas, trabalhando manualmente quando necessário.
  • Fazer personalizações:
    • Suportes para bandoleira.
    • Soleiras.
    • Massas de mira.
    • Mira telescópica.
    • Capas de aderência (grip cap's).
    • Soleiras/coronhas metálicas.
  • Reparação e re-acabamento em coronhas de madeira.
  • Verificação de áreas de aderência.
  • Aprofundar ou limpar gravuras e marcações gastas ou danificadas.
  • Reabrir bocas de canos (muzzle's) danificados em tornos.
  • Reparar de canos amassados de espingardas.
  • Instalar (soldar) ou reparar canos de espingarda, ou reparar conjuntos de cano duplo.
  • Corrigir medidas para munições em câmaras ou tambores
  • Verificar se existe erosão excessiva
  • Solucionar problemas de alimentação, ejeção e queima.
  • Testes com cargas convencionais para garantir o funcionamento adequado.
  • Fabricar coronhas de madeira ergonomicamente adaptadas para o cliente. O mesmo para receptores e canos.
  • Preencher os espaços entre os componentes de metal e madeira com material à base de epóxi, num processo ("glass bedding") que eleva a precisão da arma.
  • Remover acabamento em metal existente, e reinstalar partes de metal.
  • Fabricar peças de reposição de coronhas metálicas.
  • Alterar a sensibilidade do gatilho por meio de cuidosos ajustes no mecanismo.
  • Realizar provas de resistência para garantir o correto funcionamento em regimes de excesso de carga.
  • Substituição de canos desgastados, que atiraram tantas rodadas que não são mais do calibre especificado (o que leva à perda de precisão).
  • Mudança do calibre ou cartucho, com modificações no cano e no receptor.
  • Refazer o estriamento do cano para alterar o calibre.
  • Projeto completo e fabricação de espingardas e fuzis com canos e receptores apropriados; fabricação ou aquisição de peças adicionais adequadas. O mesmo para a fabricação de coronhas personalizadas.
  • Projetos para a fabricação completa de fuzis começando com peças de aço não usinadas e madeira; usando apenas torno, serras, formões e grosas.







Formação 

Em geral, armeiros desenvolvem e ampliam suas habilidades através de anos de experiência. Algumas formas comuns para iniciar-se na profissão são:
  • Empregando-se como aprendiz: de forma a aprender diretamente com armeiros em atividade.
  • Treinamento militar.
  • Conhecimentos básicos de torneamento, são importantes para os aspirantes armeiros. Estes podem incluir operação ferramentas manuais ou eletro-mecânicas, para torneamento, perfuração, polimento, etc.
  • Através de instituições comunitárias de ensino superior e ensino a distância e forças armadas: comuns nos Estados Unidos. Naquele país, a Associação Nacional de Rifles, oferece cursos de curta duração em muitas tarefas e competências dos armeiros profissionais. 
  • No Brasil, o armeiro é oficialmente denominado "mecânico de armas". No país, existem cursos preparatórios profissionalizantes presenciais ou a distância e, o SINARM (Sistema Nacional de Armas) cadastra e concede licenças para o exercício a profissão.



Abaixo, vista explodida de duas armas

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Pistola Safari Arms Matchmaster


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Carabina M4A1



FONTES


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