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Armas Nucleares



Armas nucleares são dispositivos cujo efeito destruidor é baseado na fissão ou fusão de átomos.
As armas nucleares possuem enorme concentração de energia em pequenos volumes, energia esta que pode causar grandes danos caso seja liberada (a famosa equação E = m.c² , criada por Albert Einstein - a energia (E) é a massa (m) vezes a velocidade da luz (c) ao quadrado, mostrando que poucas quantidades de massa podem ser convertidas em quantidades gigantescas de energia). Cada arma nuclear tem sua capacidade, que é medida por meio de unidades chamadas “quiloton” e “megaton”.
  • 1 QUILOTON = 1000 toneladas de trinitrotolueno (TNT)
  • 1 MEGATON = 1.000.000 toneladas de trinitrotolueno (TNT)
Existem basicamente dois tipos de armas nucleares, que são:
1. a bomba atômica: baseada na fissão de núcleos atômicos, ou seja, no processo de “quebrar” núcleos de átomos pesados como o urânio-235 ou plutônio, lançando contra eles partículas atômicas (neutrons).
2. a bomba de hidrogênio ou bomba H: fusão de núcleos de átomos leves, como o hidrogênio, que é ocasionada a partir de uma grande quantidade de energia obtida pela explosão "normal" de uma bomba atômica. A bomba de hidrogênio é ainda mais poderosa do que a bomba atômica.


As bombas nucleares são arremessadas do ar por aviões, por mísseis de curto alcance ou mísseis de cruzeiro, ou ainda por terra e por submarinos através de mísseis balísticos.
Em 1970, período da Guerra Fria, foi feito o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, sendo ratificado em 2002. 188 países assinaram o acordo. O órgão responsável pela inspeção é a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que deve ter acesso a todas as informações sobre os programas nucleares dos países que assinaram o acordo.
A maior preocupação atual a respeito do assunto gira em torno de quatro países que são detentores de armas nucleares, mas que não aderiram ao acordo. São eles: Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte.


Projeto Manhattan - A primeira bomba atômica é testada em 16 de julho de 1945 com uma explosão no deserto de Sonora, no estado do Novo México, EUA. Para construir a nova arma antes dos alemães, durante a II Guerra Mundial, o governo norte-americano monta um programa altamente secreto, o Projeto Manhattan. Muitos dos principais físicos dos países aliados envolvidos no projeto passaram a morar e a trabalhar, isolados do resto do mundo, em Los Alamos, Novo México, chefiados pelo físico norte-americano Julius Robert Oppenheimer (1904-1967).

Hiroshima e Nagasaki -As duas únicas armas nucleares usadas em guerra até hoje foram lançadas contra o Japão pela Força Aérea Norte-Americana. Em 6 de agosto de 1945, durante a II Guerra Mundial, uma bomba explodiu em Hiroshima: numa área de 12 km² houve 150 mil vítimas, entre as quais 80 mil mortos. Em 9 de agosto, em Nagasaki, explodiu a segunda bomba. Elas fizeram dezenas de milhares de mortos imediatamente e ao longo dos anos seguintes. Em poucos segundos, 36.000 quilotons destruíram duas cidades japonesas.

Arsenais nucleares atuais - Existem no mundo cinco potências nucleares declaradas - EUA, Federação Russa, Reino Unido, França e China. Os maiores arsenais - tanto de ogivas, como de mísseis e de submarinos nucleares armados com mísseis balísticos - pertencem aos EUA e à Federação Russa, uma herança do longo período de Guerra Fria. Esses países também lideram em número de testes nucleares já realizados.

Desarmamento nuclear - O Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (NPT) foi criado em 1968, com o objetivo de deter a propagação de armas nucleares pelo mundo. Em vigor desde 1970, o NPT proíbe as cinco potências declaradas de transferir armas nucleares a países não detentores desses artefatos. Essas nações, por sua vez, se comprometem a não adquirir armas nucleares nem fabricá-las. Atualmente o tratado conta com a adesão de mais de 180 países, incluindo o Brasil, que ratifica o tratado em julho de 1998. Alguns países-membros do NPT são suspeitos de prosseguir desenvolvendo armas nucleares: Irã, Líbia e Coréia do Norte.
Entre os países que não aderiram ao NPT se destacam Israel e os rivais Índia e Paquistão. O governo indiano justifica sua posição afirmando que o NPT é "discriminatório", uma vez que legitima os arsenais nucleares já existentes - sem exigir seu desarmamento - ao mesmo tempo que nega aos demais países o direito de possuir armas nucleares. Índia e Paquistão realizam uma série de testes nucleares subterrâneos em maio de 1998, reprovados com veemência pela comunidade internacional. Com as explosões - cinco da Índia e seis do Paquistão -, as duas nações passam a integrar o grupo das potências nucleares declaradas do mundo.

A corrida armamentista entre as duas superpotências de Guerra Fria termina de fato com a assinatura dos Tratados de Redução de Armas Estratégicas (Start), na década de 90. Eles prevêem a extinção gradual dos arsenais dos EUA e de países integrantes da ex- URSS que detinham essas armas em seu território (Federação Russa, Ucrânia, Belarus e Cazaquistão). Outro tratado relacionado às armas nucleares, o Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT), é criado em 1996. Para entrar em vigor, precisa da ratificação de todos os 44 países com capacidade conhecida de produzir armas nucleares.






Mas como tudo isso começou ?

Considerando que todos saibam da origem da primeira explosão nuclear, não fica difícil saber por onde tudo começou. Foi através dos EUA e aliados no ano de 1945, ao lançar as duas primeiras bombas atômicas no Japão é que o pesadelo teve início.

Tamanha façanha não poderia passar despercebida aos Russos e com isso a ameaça mundial teve sua continuação. Logo outros países (Reino Unido, França) trataram de garantir armas com o mesmo efeito, foi quando se espalhou a “fórmula do poder”, num mecanismo de autodefesa caso surgissem novas guerras mundiais.

Até a China teve acesso ao mecanismo de produção de armas nucleares graças ao traidor Klaus Fuchs (cientista e espião alemão). Após ser preso por 10 anos por informações prestadas a seus inimigos políticos, Fuchs deu novamente “com a língua nos dentes”.

Daí por diante nada mais poderia segurar tal segredo, foi quando os países mais desenvolvidos resolveram criar o “Tratado de Não Proliferação” feito entre 189 nações, excluindo três: Israel, Paquistão e Índia.

Sendo assim, os Estados Unidos ficaram conhecidos como o país que espalhou esta ideia pelo mundo, seria ele então o maior culpado?




Qual a mais poderosa?


Atualmente a arma nuclear mais potente é a TSAR BOMBA, é a maior e mais poderosa bomba termonuclear já construída. Ela foi explodida no mar ártico russo pela União Soviética em 1961.
Seu poder era de nada menos que 50 MT (Megaton). Sua detonação ocorreu a quatro quilômetros acima do solo e sua força equivalia a 3,8 mil bombas de Hiroshima.
No começo de seu desenvolvimento, essa gigante tinha um poder de 100 MT, mas foi reduzido em 50% para limitar a poeira radioativa.




FONTES:




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