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Armas Biológicas



Armas biológicas, é um artefato desenvolvido para espalhar  agentes vivos patogênicos (vírus, fungos, bactérias, etc), ou outros micro-organismos que são fabricados em laboratório e prejudicam a saúde do homem, que são utilizados para atingir e contaminar um grande número de pessoas.
Tais agentes patológicos ao serem inalados, ingeridos e acesso por meio das vias cutâneas conseguem agir rapidamente no organismo tornando-se extremamente letal. Inicialmente os indivíduos sentem os mesmos sintomas da gripe, porém após um rápido tempo começam a sentir dores pelo corpo, irritação da garganta, tosse, catarro e manchas sobre a pele.
Foto: Andreas Gradin / Shutterstock.com

Esses artefatos são manipulados há séculos - existem registros de contaminações, quando os exércitos usavam cadáveres em deterioramento para contaminar o abastecimento de água ou quando lançavam corpos de vítimas de varíola em território inimigo. Os registros mais recentes são os dos atos terroristas que enviavam correspondências contaminadas com Anthrax (em português, Antrax ou Antraz).
Ainda não houve uma grande contaminação (em massa), até porque este evento só pode ser efetuado com um grande apoio científico-militar, ou seja, em período de uma grande guerra ou por grupos terroristas bem treinados.

Durante a Guerra Fria, os EUA e a ex-URSS desenvolvem pesquisas voltadas para a guerra bacteriológica. Mas o único uso documentado de armas biológicas em combate foi feito pelos japoneses contra cidades chinesas entre os anos 30 e 40, na Segunda Guerra Sino-Japonesa. O exército imperial japonês possuía uma unidade secreta para pesquisa e desenvolvimento de guerra biológica, denominada Unidade 731. Também foram atribuídos aos japoneses experimentos com agentes bacteriológicos, principalmente em prisioneiros de guerra.

A arma biológica de maior potencial conhecida é o anthrax, uma doença causada pela bactéria Bacillus anthracis. Típica de regiões agrícolas da Ásia, África e América Latina, a transmissão da doença se dá quando esporos da bactéria penetram algum ferimento cutâneo, ou quando os mesmos são inalados ou ingeridos. Na pele, que corresponde a 95% dos casos, a doença se manifesta como uma infecção com pus, semelhante ao furúnculo, formando posteriormente uma mancha-negra. No caso de inalação, provoca pneumonia, febre alta e dificuldades respiratórias, e geralmente é fatal.




Atualmente existem laboratórios produtores de armas biológicas espalhados pelo Iraque, Irã, Síria, Líbia, Índia, Paquistão, China, Estados Unidos, Rússia, Coréia do Norte e Afeganistão. As armas biológicas mais fabricadas são feitas a partir do Anthrax, Botulismo, Varíola e Ebola, pois são baratos, de fácil transporte e de grande potência devastadora, em pouca quantidade destrói grande território.

Uma guerra biológica pode produzir efeitos assustadores, por isso um grupo de países assinou um acordo em 1972 para evitar tal guerra, mas de fato, esse acordo não estipula penalidades e nem faz um controle rigoroso, apenas registrou a intenção destes países.

A guerra movida por questões políticas, religiosas ou por território é a justificativa para tais produções, uma vez que se lançadas sobre um território podem, dependendo do agente utilizado na fabricação, matar a sociedade em cinco dias. A intrigante produção de tais agentes patológicos coloca em questão a falta de tratamento para muitas doenças incuráveis, pois assim como o homem é capaz de produzir agentes que matam deveria também ser capaz para encontrar a fórmula de cura.

As armas biológicas são as mais temidas na atualidade, pois são capazes de devastar várias sociedades contaminando a água, o ar, a terra e os alimentos.


O antrax, o botulismo, a varíola e o vírus ebola, são as principais armas biológicas. Assim como diversas pestes, o antrax e o botulismo estão presentes em muitos continentes, pois suas toxinas são muito fáceis de serem adquiridas.

Há outras, como, peste bubônica, toxina botulínica e toxina t-2.






Têm cura?

Remédios
Para quem apresentou os sintomas de infecção pulmonar por antraz, não tem jeito: não há remédio que salve. Mas é importante medicar possíveis vítimas com antibióticos para inibir a bactéria nos estágios iniciais da contaminação. Existe vacina contra o antraz, mas ela precisaria ser aplicada antes do ataque, custa caro e tem fortes efeitos colaterais
Limpando a área
Para eliminar os esporos do ambiente, veículos, prédios e até o solo devem ser esterilizados com produtos químicos, como formol, ou incinerados. Só para dar uma ideia, o governo britânico levou mais de quatro anos para limpar a inabitada ilha escocesa de Gruinard, palco de testes com antraz na Segunda Guerra.




Realmente as armas biológicas representam um perigo real e assustador, capaz de exterminar um grande número de pessoas, elas vêm aterrorizando o mundo.
As armas biológicas fazem parte da nossa historia, e no mundo conflituoso atual seu uso torna-se um problema plausível, portanto para melhor lidar com essa realidade é necessário uma ação conjunta entre todos os países, para diminuir a probabilidade de ocorrência deste evento. Sendo isto realizável através de tratados, e mecanismos de fiscalização e vigilância, assim como o combate as razões para seu uso, como a fome, a guerra, e outras. Além da disseminação de informações sobre as ações a serem tomadas em caso de ataques bioterroristas e epidemias e o investimento na área de saúde pública, pois um sistema integrado e eficiente de resposta pode reduzir os danos causados por estes. 



FONTES:



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